<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8878424530649560742</id><updated>2009-11-06T18:53:37.415-02:00</updated><title type='text'>Na Rua com Deus</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Claudio Oliver</name><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>31</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8878424530649560742.post-66483105213749365</id><published>2009-08-20T06:46:00.009-03:00</published><updated>2009-11-06T18:53:37.426-02:00</updated><title type='text'>Por quê eu desisti de servir os pobres</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/So0c__UOvvI/AAAAAAAAAZk/Ws1DmOSh-mI/s1600-h/poverty.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 133px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/So0c__UOvvI/AAAAAAAAAZk/Ws1DmOSh-mI/s200/poverty.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371981816176492274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt; Quem me conhece e sabe de toda minha trajetória de vida deve achar no mínimo curioso o título acima. Minha família tem como referência central as figuras de meu avô e minha avó paternos que foram fundadores do &lt;a href="http://www1.salvationarmy.org/BRA/www_bra.nsf/vw-dynamic-index/F477628C106B0825802573A100493041?openDocument&amp;amp;charset=utf-8"&gt;Exército da Salvação&lt;/a&gt; no Brasil. Vidas dedicadas a mendigos, prostitutas, e de maneira especial aos orfãos, enfermos e renegados. Minha paixão adolescente se viu conquistada por lutas contra a pobreza, a fome e a injustiça e desde quando me casei, há 25 anos atrás, estive envolvido com servir em favelas, a estudantes pobres, populações carentes, mendigos, bairros periféricos, desempregados e pessoas sem renda. Tenho no currículo o fato de ter ajudado a gerar renda, facilitar a organização de famílias, feito pontes entre ricos e pobres, alimentado pessoas e dado a oportunidade de que outros descobrissem profissões, estudassem e transformassem seu futuro. “Empoderar” as pessoas, foi um dia um dos pontos chave de minha prática de não criar dependência. Depois de tudo isso, sou chamado a questionar toda a vida e a desistir de servir aos pobres.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt; Ao longo da vida guardo o hábito de sempre perguntar se o que estou fazendo tem sentido, se diante de meu Senhor e Deus estou com meu coração alinhado à Sua vontade, se não estou errando o alvo. Sigo com disciplina a regra dos três “por quês”, que pergunta a cada resposta dada o tipo de pergunta que só as crianças sabem fazer e que me auxilia a gerar um vetor de mudança permanente, de auto-crítica e de realinhamentos pessoais. Assim, a cada etapa, ao fazer cada coisa pergunto: Por quê? E qualquer que seja a resposta, a ela de novo pergunto: Por quê? Me sinto no caminho quando aquilo que faço ultrapassar o terceiro por quê, e daí sigo adiante.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt; Já faz algum tempo me pus a refletir sobre a vida de Jesus, sobre o princípio da &lt;i&gt;Kenosis&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal"&gt;, ou esvaziamento, baseado no texto de Filipenses 2:1-11, sobre a encarnação de Jesus na realidade e sobre os inúmeros contatos e conversas dele com gente tão miserável como os leprosos e tão ricas como publicanos, chefes de sinagoga e príncipes de seu povo; com famílias da classe média, com proprietários e com servos e mendigos. Sobre o que ele via e como agia. E tudo isso foi crescendo e me fazendo pensar no texto de Mateus 5, de ele dizer aos pobres que mantivessem suas vidas no caminho e animados por serem pobres, por que deles era a possibilidade de terem a vida dirigida e controlada por Deus e perceberem Sua boa e perfeita vontade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt; Devagar, nos últimos anos, além da reflexão bíblica, tenho observado o quanto vários amigos extremamente sinceros vem e vão, se empolgam e começam a servir e logo se ocupam de volta com seus afazeres e preocupações. Vejo também com que freqüência alguns outros pagam para que alguém cumpra o serviço de Deus e fazem isso por tempos determinados e movidos da maior das sinceridades, ainda que de longe e sem envolvimento pessoal.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt; De uma outra perspectiva observo o quanto a pobreza se entranha na vida dos pobres, e quanto esta somente revela muitas vezes seu desejo mal sucedido de possuir, de ter acesso ao consumo destruidor de tudo, de como sua situação se constrói pela sedução das mesmas coisas que seduzem e destroem os ricos. O mesmo individualismo, o mesmo egoísmo, a mesma tendência a sentir-se confortável e identificado com a posse das coisas. E a adesão inegociável a um estilo de vida e modo de pensar que os prende ao mito da necessidade moderna, ao desejo mítico de evoluir e à submissão ao mito do desenvolvimento.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt; Igualmente a ricos, pobres e remediados, o mesmo convencimento de que o que precisam é de algo que o mercado, o dinheiro, o governo ou alguma agência pode lhes oferecer. Que serão felizes com a posse, com a pança cheia (uns com pão, outros com brioches) e com o fluir permanente do dinheiro que tudo pode e tudo resolve. E dentre estes, alguns bem intencionados estendem a mão para “incluir” outros no estilo de vida ou no patamar que alcançaram. À mão estendida de cima para baixo, chamamos serviço.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt; Descobri ao longo dos anos que a própria posição de servir aos pobres, de compromisso com a libertação, estava cheia de superioridade, daquele tipo de superioridade que se traduz por dar ao outro o que eu tenho, uma vez que sutilmente assumo com meus atos que o que eu tenho ou faço era o que ele deveria ter ou fazer, uma tradução percebida na sutil arrogância das tais políticas de “inclusão”, sempre buscando colocar o outro dentro da caixa onde vivo, incluído no meu estilo de vida.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="font-style: normal"&gt; Tudo isso foi me levando a desistir de servir os pobres. Ainda que nem de longe me alinhando com aqueles que a este ponto, do alto de sua riqueza, conforto e bem estar possam estar dizendo “ta vendo? É isso que eu sempre pensei.” Lamento informar a estes que nem de longe creio em seu estilo de vida separado do contato com o pobre, com o desvalido, o faminto, o nu, o feio, o mal cheiroso, o inculto e o bárbaro. Não me alinho com aqueles que pagam seus impostos ou contribuem para caridade dizendo assim estar cumprindo seu papel. Não é disso que falo. A estes continuo retransmitindo a mensagem de Jesus, confrontadora de seu estilo de vida cego, insensível e arrogante, uma mensagem que chama de loucura aquilo que estes chamam de segurança.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt; Desisti de servir os pobres por outra razão.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt; Desde 1993, quando saí para as ruas com um bando de meninos e meninas na direção das populações de rua, havia desenvolvido uma mística de, a cada saída nas noites frias de minha cidade, não ir encontrar mendigos, ou carentes. Sempre dizia aos garotos àquela época que eu nunca me disporia a servir pão a um mendigo, ou fazer-lhe a cama, ou vestir sua nudez. Nosso moto, naquele tempo, era “encontrando Jesus na pessoa do pobre mais pobre”. Servir, alimentar e vestir Jesus era nossa motivação, isso sim me animava. E descobrimos com aquelas saídas, que a cada encontro desse com um Jesus assim disfarçado, que os chamados miseráveis se transformavam em mestres, em denunciadores de nossa miséria pessoal, de desmascaradores de nossos mecanismos de manipulação e nos víamos, de repente, espelhados neles, usando as mesmas desculpas, mentiras e escaramuças para ter o que queríamos. Talvez com um pouco mais de sucesso, e certamente simplesmente com mais sorte social, e mecanismos de segurança. Mas descobrimos à época, que nós éramos eles.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt; Aqueles que se descobriram assim, se libertaram, cresceram e mudaram. Confrontados por Jesus e ensinados por ele no contato com suas próprias pobrezas e misérias, descobrimos, muitos de nós, o que eram boas novas. Naquele tempo, e daquele tempo, muitos fomos transformados pelo toque de Jesus e pela boa nova que ele nos tinha a transmitir como pobres que nos descobrimos.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt; No entanto, nem sempre esta mística foi mantida como chama acesa, voltei tantas vezes a servir aos pobres, a me deixar levar pela possibilidade de estar na posição de ajudador e fui me esquecendo muitas vezes de minha própria miséria.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt; Como disse acima, ficar longe dos pobres e julgar suas atitudes e descaminhos do alto do conforto de minha posição social superior não é a alternativa que exponho aqui. Ajudar os pobres, conscientiza-los e inclui-los se mostra um mito, mais um daqueles nascidos no desenvolvimentismo dos últimos 60 anos. A alternativa que apresento é outra, traduzida no encontro, no reconhecimento e na identificação.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="font-style: normal"&gt; Desisti de ajudar os pobres, de servi-los e de salva-los. E isso porque tenho re-descoberto uma &lt;a href="http://www.amazon.com/Brokenness-Community-Harold-Wit-Lectures/dp/0809133415"&gt;verdade dura&lt;/a&gt;: a de que Jesus não tem nenhuma boa notícia para quem serve os pobres. Jesus não veio trazer boas notícias a quem serve os pobres, ele trouxe uma boa notícia &lt;/span&gt;&lt;i&gt;aos pobres&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal"&gt;. Ele não tem nada a dizer a outros salvadores, a quem disputa com Ele o cargo de Messias, de Redentor. A agenda de Jesus só traz uma mensagem aos que se reconhecem pobres, nus, feridos, cansados, sobrecarregados, carentes e sem esperança. Aos demais, sua agenda tem pouco ou nada a oferecer&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt; A única maneira de permanecer com os pobres é se descobrimos que somos nós mesmos os miseráveis, é se reconhecemos a nós mesmos, ainda que bem disfarçados, naquele que está diante de nossos olhos. Ao encontrarmos neles nossa miséria, ao nos dar-mos conta de nossa carência, da desesperada necessidade de sermos salvos, ai nos encontramos com a agenda de Jesus.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt; Deus não se apresenta em nossa capacidade de curar, mas em nossa necessidade de sermos curados. Descobrir esta nossa fraqueza nos coloca sem nada para oferecer, servir, doar, mas revela nossa necessidade de sermos amados, curados e restaurados.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt; Por ai é que faz sentido que o poder que existe em nós não é o poder de nossas capacidades e riqueza, mas o poder residente em nossa miséria pessoal, tão bem escondida e disfarçada em nossas posses e estabilidade. Como diz Jean Vanier em &lt;a href="http://www.amazon.com/Brokenness-Community-Harold-Wit-Lectures/dp/0809133415"&gt;um livro que li recentemente&lt;/a&gt;: “Somos chamados a descobrir que Deus pode trazer paz, compaixão e amor através de nossas feridas”&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt; Como passou a fazer sentido o texto que fala do Messias, e que diz: &lt;a href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/is/53"&gt;pelas suas pisaduras, fomos sarados&lt;/a&gt;. Os demais messias tendem a escapar do exemplo de Jesus de esvaziar-se a tal ponto de ser um de nós, de morrer conosco e de abrir assim a porta da ressurreição para nós.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt; O poder que Jesus usou para nos curar e continuar curando não reside em seu acesso ao poder universal, mas em sua identificação conosco na cruz. Em se abrir em chagas e feridas, em se tornar um de nós, em viver nossa vida.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt; Desisti de servir aos pobres. Estou voltando a encontrar os pobres e me encontrar neles. Voltei a descobrir a miséria que se esconde nas vidas bem montadas de nossa falsa segurança. E com isso posso entender o Jesus que fala com leprosos e com ricos homens de negócios, com cobradores de impostos em suas festas e com enfermos miseráveis. Em sua identificação com todos e cada um Ele via o que talvez mais ninguém via: a extrema miséria e pobreza da condição humana, independente de qualquer status ou roupagem social.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt; Passei a reencontrar minha pobreza, a me ver em cada situação de miséria, e de me colocar em contato com minhas dores internas. Dali clamar por cura, libertação, comunidade e amor. Pedir misericórdia e ser restaurado.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt; Quem serve, serve de cima, Jesus nos chama a encarnar a nos vermos no outro e a nos colocarmos por baixo. A deixar de confiar em nossa capacidade e mudar o rumo para irmos ao encontro de nossas feridas e dores. De lá descobrir o poder que existe em sermos menos e não mais.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt; Desisti de servir aos pobres. Voltei a descobrir minha pobreza. E com ela posso clamar: “Filho de Davi, tem misericórdia de mim”&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8878424530649560742-66483105213749365?l=naruacomdeus.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/feeds/66483105213749365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8878424530649560742&amp;postID=66483105213749365&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/66483105213749365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/66483105213749365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/2009/08/por-que-eu-desisti-de-servir-os-pobres.html' title='Por quê eu desisti de servir os pobres'/><author><name>Claudio Oliver</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09700780920094274853'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/So0c__UOvvI/AAAAAAAAAZk/Ws1DmOSh-mI/s72-c/poverty.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8878424530649560742.post-2066562616984106658</id><published>2009-08-05T11:34:00.008-03:00</published><updated>2009-08-06T05:59:13.074-03:00</updated><title type='text'>Uma falsa economia do conhecimento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existem textos que ao serem lidos mesclam em nós um sentimento de inveja e admiração, e quem sabe até um pouco de raiva. Explico: São textos que expressam algo que conhecemos, do que falamos e que nos enchem as conversas, que falam nossa lingua e expressam em poucas linhas o que levamos horas falando. Dá uma inveja danada de ter escrito aquilo, uma admiração profunda de encontrar alguém que fala a mesma coisa que a gente de maneira mais clara e até uma certa raiva de não termos feito o mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com este formato, eis ai um texto que apareceu na edição do "The Guardian" de ontem, 04 de agosto de 2009, e escrito pelo articulist&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/profile/jeremyseabrook"&gt;J&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/profile/jeremyseabrook"&gt;e&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/profile/jeremyseabrook"&gt;r&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/profile/jeremyseabrook"&gt;e&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/profile/jeremyseabrook"&gt;m&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/profile/jeremyseabrook"&gt;y&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/profile/jeremyseabrook"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/profile/jeremyseabrook"&gt;S&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/profile/jeremyseabrook"&gt;e&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/profile/jeremyseabrook"&gt;a&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/profile/jeremyseabrook"&gt;b&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/profile/jeremyseabrook"&gt;r&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/profile/jeremyseabrook"&gt;o&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/profile/jeremyseabrook"&gt;o&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/profile/jeremyseabrook"&gt;k&lt;/a&gt; e que pode ser lido no original &lt;a href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2009/aug/04/knowledge-market-economy"&gt;clicando aqui.&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Eu traduzi o texto e decidi compartilhar com meus amigos. Talvez eu ainda publique algumas impressões pessoais ao final hoje ou amanhã.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Com vocês o texto, que como diz meu recente amigo Paulo Brabo, é uma "goiaba roubada" do quintal de um belo vizinho:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;"&lt;span class="Apple-style-span"  style=" line-height: 16px; font-size:21px;"&gt;Uma Falsa Economia do Conhecimento&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-top: 0.1cm; margin-bottom: 0.1cm; line-height: 1.09cm"&gt; &lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="font-family:ArialMT, sans-serif;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;A minuciosa divisão de trabalho em uma economia de mercado afasta-nos de nossas competências e as vende de volta para nós.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Jeremy Seabrook&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-top: 0.1cm; margin-bottom: 0.1cm; line-height: 1.09cm"&gt; &lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;guardian.co.uk&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt;, Terça-Feira  4 de Agosto de 2009 18.30 BST&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:ArialMT, sans-serif;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;A divisão do trabalho nas sociedades ricas é tão minuciosa e particular que o conhecimento  especializado de um indivíduo é muitas vezes hermeticamente separado do de outras pessoas. “Não é o meu domínio. Eu não sou um perito. Eu não tenho conhecimento sobre esse período. Isso não é responsabilidade minha. Não é o meu departamento. Eu não sei nada sobre isso.” Estas são algumas das frases com que as pessoas explicam um estreitamento da apreensão do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Como conseqüência muitas competências humanas básicas comuns se perdem. Uma concentração sobre a especificidade é acompanhada pela perda de outras formas de conhecimento, que chegam a parecer arcaicas no mundo moderno. Abandonar habilidades básicas pode parecer libertação, especialmente a princípio - esquecer de como cultivar, ou mesmo como preparar, a nossa própria comida, como fazer roupas simples, como prover-nos de abrigo: transferir essas tarefas para os outros é colocar de lado um grande fardo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Mas, uma vez perdidas, estas simples realizações se tornam irrecuperáveis; e mais, preciosas capacidades humanas também entram em decadência e se trasformam no trabalho de  alguém: saber o que fazer em tempos de necessidade, de doença e de morte, como se comportar diante do sofrimento; mas também como celebrar nossas próprias vidas através de nossas próprias histórias, canções e poesia - tudo isso é executado no interesse de uma cada vez mais elaborada fragmentação da função social.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Isto dá uma idéia de por que há muito debate sobre se uma nova geração está se tornando mais esperta ou menos instruídas do que aqueles que existiram antes deles. Por um lado, existe uma subcultura rasa, simplificadora, com a perda de habilidades anteriormente tidas como certas, que corta o conhecimento da história e da literatura; por outro, melhoria nos resultados de exames, um maior "estado de percepção", diferentes formas de consciência, a aquisição de novas competências - a coordenação mão-olho dos jogos de computador, a destreza e a acuidade da juventude. O argumento é inconclusivo. Talvez, naquilo que parece uma contradição, ambas as partes contêm uma certa medida de verdade, e os jovens podem tornar-se simultaneamente mais e menos capazes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;A única coisa que você precisa saber em sociedades" avançadas" ou "desenvolvidas" que vivem espasmos de perpétua reforma e modernização é a forma de obter, adquirir, ganhar ou fazer dinheiro, porque com isso você pode ter tudo. A série de verbos é significativa, pois abrange tanto modos lícitos e ilícitos de lidar com a questão. Uma vez que a grande maioria de nós dependemos de um salário ou de vencimentos para maximizar a receita, temos de saber bem alguma coisa sobre algo. No entanto, na aquisição e intensificação do conhecimento específico, o mais provável se torna que o domínio de outras capacidades irá afundar no esquecimento. A complexidade da divisão do trabalho é acompanhada por uma redução nas áreas de competência ativa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Esta é a forma como o dinheiro tanto habilita quanto desabilita: ele nos permite comprar tudo o que for necessário para uma vida plena e criativa, mas também nos divorcia cada vez mais do que Ivan Illich chamou de "nossa capacidade inata de curar, consolar, se emocionar, aprender, construir nossas casas e enterrar os nossos mortos "; o trabalho daqueles que agora servem nossas necessidades já foi um dia uma propriedade comum, mas são agora qualificações profissionais ciosamente guardadas. Desta forma, a ignorância coexiste com conhecimentos altamente especializados. Num certo sentido, somos todos sub-contratantes existenciais, como a personagem do drama de &lt;a href="http://www.wook.pt/authors/detail/id/43748"&gt;Villiers de l'Isle Adam&lt;/a&gt;, Axel, que disse: "Para viver a vida, nossos servos farão tudo isso por nós".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Este mecanismo econômico e social é por si só gerador da real dependência cultural. É frágil e facilmente perturbado: tudo que se precisa para jogá-lo na desordem é uma greve de entregas aos supermercados, uma interrupção no sistema de energia, uma calamidade natural que bloqueie o delicado - e ao mesmo tempo pesado - processo pelo qual o pão nosso de cada dia vem a nós. A imagem de prateleiras vazias em supermercados, uma ruptura no fornecimento a gasolina, uma tela de TV em branco, são assustadores lembretes da nossa dependência de um sistema que toma de nós tanto quanto, ou mais, que os rendimentos, mas que deve ser mantido a qualquer curso custo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Esta subordinação é o oposto das liberdades das quais a nossa sociedade supõe ser a suprema encarnação. A escolha, a democracia e a liberdade de que desfrutamos são altamente subordinadas  ao interesse de outros; mas estas desaparecem facilmente, uma vez que o nosso objetivo social e econômico se separe dos deles - as nossas próprias necessidades são enfatizadas, a nossa própria indispensabilidade na estrutura de trabalho e, acima de tudo, o mais privado de todos os nossos relacionamentos (não mais o amor ou mesmo sexo): a secreta, sagrada comunhão que subsiste entre nós e o nosso dinheiro. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Fora da nossa própria esfera de conhecimento, somos uma nação de incompetentes banhados a ouro, pois no mundo desconhecido da perícia de outras pessoas, tateamos na ignorância e no desamparo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Isto é o que o fenômeno aparentemente benigno da "economia de mercado" realmente significa. Por seu crescimento e expansão, ela pode se apropriar de mais áreas da proficiência humana, reformula-las e vende-las de volta. Isto envolve uma implacável garimpagem, não tanto das necessidades humanas, mas acima de tudo das competências humanas. Ela nos rouba habilidades e os resultados desse roubo de coisas miúdas são vendidos em uma nova forma. Se estamos constantemente fascinados por quaisquer novidades que aparecem à venda nas vitrines do mundo, isto acontece porque, muitas vezes, eles encarnam a predação de incursões relâmpago em nossos recursos internos, e na verdade, são um paralelo da pilhagem dos recursos materiais homólogos. Comprar, neste contexto, torna-se não tanto um vício ou uma terapia mas um esforço desesperado para tentar recuperar a perda de algumas capacidades e aptidões através da conjuração e invocação do poder do dinheiro. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;É um truísmo dizer que nos ocupamos agora de uma "economia do conhecimento". Isso é um termo ambíguo, pois que sugere também uma economia de conhecimento, aquele tipo de frugalidade que o torna uma mercadoria escassa, uma pela qual nós pagamos muito caro e duplamente, uma vez que não somente ela foi removida de nossas mãos, cabeças e corações, mas também por que ela só pode ser recuperada pagando (caro) por isso. Não é, como afirmam alguns moralistas, que "necessidades artificiais" ou desnecessárias são criadas pelo consumismo e pelo crescimento do mercado. Antes é, sim, que algo indispensável tem sido permanentemente usurpado, o qual nunca poderá ser adequadamente compensado pelo regime de resgate por meio do comércio varejista global, uma vez que permanece inerte -capturado e armazenado – no crescente conjunto de coisas à disposição diante de nós. Se tais produtos e serviços nos seduzem e encantam, é porque eles um dia nos pertenceram."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial, sans-serif;font-size:130%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:15px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8878424530649560742-2066562616984106658?l=naruacomdeus.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/feeds/2066562616984106658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8878424530649560742&amp;postID=2066562616984106658&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/2066562616984106658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/2066562616984106658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/2009/08/uma-falsa-economia-do-conhecimento.html' title='Uma falsa economia do conhecimento'/><author><name>Claudio Oliver</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09700780920094274853'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8878424530649560742.post-811960781051051418</id><published>2009-07-23T17:26:00.005-03:00</published><updated>2009-07-26T06:56:25.366-03:00</updated><title type='text'>Crente não...</title><content type='html'>&lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Eu não sei se você já se viu em uma situação na qual parecesse que a única pessoa lúcida presente fosse precisamente você.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;São situações que ocorrem muito raramente, quando em uma festa em que todos estão bêbados e somente você bebeu guaraná e água mineral; ou em uma reunião onde todo mundo está alto de tanta maconha e você o único que não fumou; ou quando em visita a um hospício, fecharam a porta e você ficou para trás com um bando de Napoleões, deuses e filhos deles.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Em qualquer dessas situações o incômodo é bastante grande e pode-se chegar à conclusão de que quem está fora de si é você.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Viajando com a família, de férias pelo Nordeste, eu e minha esposa começamos a ter a mesma sensação vendo a febre de consumo ao nosso redor, a comilança de coisas desnecessárias, as compras de bugigangas e produtos “artesanais”, feitos em série do outro lado da calçada. A obesidade enferma se tornando a regra - da qual um dia eu fui vítima e ainda trago marcas indeléveis no meu corpo, que me ajudam a lembrar o quanto meu telhado é de vidro -  e a fome dos que servem e que tudo fariam para serem os gordos servidos. Em todos os envolvidos nesse teatro de horrores, o entorpecimento parece a regra, e isso me fez pensar e registrar algumas impressões.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Eu cresci crente, fui jovem crente e me casei crente. E isso queria dizer algumas coisas contra as quais minha geração acabou se rebelando: Crente não bebe, crente não fuma, crente não dança, crente não transa, crente não reage, crente não desobedece, crente não rouba, crente não mente... e mais um monte de coisas que a palavra crente trazia junto consigo.  &lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Hoje faz parte do senso comum, e do bom senso, a noção de que beber demais faz mal, que o fumo mata, que diversão demais aliena, que sexo e amor andam juntos, que a não violência é melhor, que ética é melhor que jeitinho e que verdade é melhor que mentira. Mesmo em uma sociedade de bêbados, fumantes, alienados, devassos, violentos, mentirosos, corruptos, ladrões e desobedientes como a nossa, ficou lugar-comum saber que tudo isso não presta. Vidas simples e regradas deixaram de ser privilégio dos “crentes” e na verdade passaram a ser muitas vezes menos vistas entre os tais como era possível se verificar antigamente.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Sempre me deixou encafifado saber a origem de tais práticas e o que elas teriam a ver com a gente nos dias de hoje.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Uma das ênfases centrais da mensagem do Mestre Jesus foi caracterizada pela expressão “eu porém vos digo”, pela dimensão de uma outra referência ao dizer: “meu reino não é deste mundo”, ou “não seja assim entre vocês” e ainda a recomendação de seguir uma justiça que excedesse a dos legalistas e do direito acadêmico, traduzida pela regra de uma  justiça que excedesse a de “escribas e fariseus”. Ao longo dos séculos o mecanismo pelo qual essa dimensão foi vivida sempre tomou o caminho de três passos caracterizados por discernir, julgar e tomar uma atitude decidida em relação àquilo que foi discernido. O que São Tomas de Aquino chama de “Virtude da prudência”.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;A primeira coisa que, na minha humilde opinião, os seguidores de Jesus são chamados a discernir é qual seja o “espírito do presente século” ou “Zeitgeist” - nome de um famoso filme atual (e requentado) que muitos gostam de citar – e diante deste espírito saber dar uma resposta, usualmente dialética, contraposta e contra-cultural, que o desnuda, revela sua real identidade.  &lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Cada vez que essa tarefa era cumprida, a comunidade cristã se via diante da necessidade de julgar e, a partir de seu julgamento, dar uma resposta prática que expusesse a farsa, a decadência e a mentira e que apresentasse uma alternativa modelada por outra lealdade, por outro conjunto de valores e a partir daí apresentar um “zeitgeist” alternativo ou ainda melhor, uma ação concreta alternativa.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Foi assim que discernindo o descaso pela vida no Império Romano, cristãos salvavam meninas recém-nascidas deixadas por seus pais para morrer nos lixões da cidade. Em uma igreja que se misturava com a conveniência política, os Pais da igreja foram viver no deserto e no desconforto. Em meio à ignorância e destruição do saber que tomou conta da Europa após a queda do Império, a resposta cristã foram as bibliotecas e os copistas nos mosteiros, diante das cruzadas e da riqueza acumulada, São Francisco se torna o amoroso mendicante que ama os muçulmanos a ponto de servi-los. Em tempos de fé cega, surge São Tomas de Aquino a unir fé e razão.  &lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Se formos às origens da modernidade e da resposta cristã à sua época, vamos encontrar que quando a igreja se tornou poder quase absoluto e imperial, surge um Wycliff e defende a igreja do povo, a Bíblia no lugar da tradição e a pobreza evangélica como padrão. Seguindo a esse momento, quando o clero se fazia ponte entre Deus e os homens e manipulava uma multidão de analfabetos, surge um homem, John Huss, que fez coisas simples como incorporar os acentos ao idioma tcheco, traduzir a Biblia para a língua do povo e defender o sacerdócio universal de todos os crentes. O segundo foi queimado em praça pública, do primeiro, queimaram os ossos depois de morto.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Em um tempo de guerras religiosas, surgem os menonitas que se recusavam a lutar e defendiam a resistência pacífica, a tolerância e a mediação. Em tempos de superstição, surge um doutor Lutero. Quando ser nobre e da elite parecia ser a norma, e as divisões entre os grupos uma regra, surge um Zinzendorf e os morávios optando pelo estilo de vida simples, pelo trabalho duro, pelo valor da mulher e pelo ecumenismo. Quando o mundo se perdia em permissividade e começava a acumular riquezas, surge Wesley e o metodismo, com a proposta de uma vida regrada, disciplinada e de frugalidade, quando o umbigo do mundo era a Europa, ambos os grupos se lançam em missão.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Quando a bebida se tornou uma praga na Europa, a Cruz Azul na Alemanha, os pietistas e neo-pietistas por toda Europa, se tornaram abstêmios. Quando a revolução industrial inundava de imundície, mendicância e exploração os pobres da Inglaterra, surge William Booth e o exército de salvação, comprometidos com as meninas prostituídas, as mães solteiras, os pobres em asilos, com negócios feitos sem exploração de menores e com um mundo sem miséria. Quando o nazismo tomou conta da Alemanha, Bonhoefer funda o seminário alternativo e ilegal de Finkenwald, onde se continuava a luta contra o mal e a ingerência do estado nazista sobre a igreja. Quando negros eram proibidos de andar em igualdade de condições nos ônibus da América, uma simples empregada doméstica cristã, Odessa Cotter, decidiu que crente não andava de ônibus, e começou o boicote que deu espaço para Martin Luther King liderar o movimento negro nos anos 60, que em uma América racista, promovia os boicotes e a luta pela igualdade,e junto com outras forças contraculturais em uma América em guerra, promovia a resistência pacífica e a condenação da guerra do Vietnam. Nas ditaduras da América Latina, Dom Romero morre celebrando uma missa denunciando a carnificina da ditadura de El Salvador, Dom Paulo Evaristo Arns defende presos políticos, Dom Helder Camara luta pelos oprimidos, pelos negros, pelos índios, pela reforma agrária e se recusa a morar no palácio episcopal. Em tudo isso podemos ver que crentes em Cristo souberam dizer: “Crente não alguma coisa” e exibiram uma coragem enorme de andar contra a maré;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Anos depois, infelizmente ninguém bebia, mas não sabia mais que aquela postura foi fruto do amor pelas famílias destruidas pela bebida e não um ato moralista, ninguém festava, mas se esquece que a vida circunspecta era uma reação à devassidão egoísta de um tempo, que a honestidade, a igualdade, e cada um dos nãos seguiam uma longa trajetória histórica, uma resposta ao espírito de cada época, um anúncio de uma outra lealdade. Triste que tudo se perdeu em usos e costumes.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;E hoje? Penso que seria hora de começar a dizer com todas as letras: NÃO!&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Não mais os nãos que nos tornaram conhecidos como os “crentes”, mas aqueles que poderiam refletir de maneira clara aquele em quem cremos.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Quem sabe fosse o tempo de dizer: Em um mundo bêbado de consumismo que crente não vai a Shopping Center. Em um mundo de música comercial, poderíamos dizer que crente não houve música de gosto duvidoso, principalmente os gêneros “gospelnejo”, “pagodspel” e “Jinglevor”; Diante do absurdo do tráfego, dizer que crente não se rende à industria automobilística, crente não compra a crédito e crente só anda de bicicleta ou a pé; que no absurdo da industria alimentícia crente não vai a supermercado, mas só compra na venda da esquina; que crente não polui; crente não come carne; crente cuida do próprio lixo e não mistura seus dejetos e os guarda em sacola plástica; que crente não come aquilo que vem de fora de sua região e nem o que está fora da estação; que crente não se candidata a nada, mas escolhe a democracia direta e a ação local...  &lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Engraçado que ao dizer tais coisas, o que muitos me dizem é que isso é coisa de radical, que é impossível, que é sair do mundo... pois é... o que devem ter dito os sensatos a cada um dos amigos ai acima?&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Bem meu amigo e minha amiga, pode ser que nada disso ai lhe diga respeito, nem lhe toque o coração, nem você ache que é importante. Minha experiência tem sido que a cada tomada de posição como essas e outras do tipo,vejo serem gerados papos interessantes, interações e conversas sobre o dono da vida e vejo o brilho no olhar daqueles que andam com muita saudade d'Ele, mesmo sem saber que é este o sentimento que lhes passa o coração.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Pode ser que você ache que isso não tem nada a ver, que é coisa de maluco, que o insano aqui sou eu e que nada disso fala de evangelho "de verdade". Se for esse o caso, continue sem beber, nem fumar, nem se drogar, nem se alistar, nem votar, nem dançar, mas faça isso em honra àqueles que em suas épocas souberam dar uma resposta ao seu tempo e lugar.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Se o caso for outro, e você vê ai algum sentido mas não sabe o que fazer, e ainda assim gostaria de fazer algo, te dou aqui uma sugestão: faça algo ao alcance das mãos, literalmente. Assuma que crente não usa sacola plástica. Isso qualquer um pode fazer. E faça isso como guardião da criação, como fruto de uma teologia da criação, e não de mero ambientalismo ou de moda do mercado. Os papos e reflexões que surgirão daí te levarão a lugares onde você nunca imaginou se aventurar.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Busque discernir o espírito do presente século, julgue se este se contrapõe ao Espírito de Deus, e se for caso, diga NÃO, mas faça alguma coisa.&lt;/p&gt;&lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Ah... e por acaso, depois de ter sido aquele crente que fui, hoje estou tentando, às vezes com algum sucesso, às vezes deixando a desejar, ser um seguidor de Jesus e viver minha vida em lealdade a Ele. Assim amadureço seguidor, pretendo envelhecer um seguidor e morrer um seguidor, ainda crendo no Meu Senhor. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8878424530649560742-811960781051051418?l=naruacomdeus.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/feeds/811960781051051418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8878424530649560742&amp;postID=811960781051051418&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/811960781051051418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/811960781051051418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/2009/07/crente-nao.html' title='Crente não...'/><author><name>Claudio Oliver</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09700780920094274853'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8878424530649560742.post-8829561729080312957</id><published>2009-07-15T09:08:00.004-03:00</published><updated>2009-07-18T06:42:29.449-03:00</updated><title type='text'>O futuro está no passado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/Sl3Izu8E3-I/AAAAAAAAAYs/n4QtcplX4MY/s1600-h/encruzilhada+2.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/Sl3Izu8E3-I/AAAAAAAAAYs/n4QtcplX4MY/s200/encruzilhada+2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358659922739650530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;Vivemos uma encruzilhada de perplexidade e de pasmo nesse momento da história do ocidente, ou de nosso ocidentalizado planeta. Chegamos mais uma vez, dessa vez de modo mais intenso que nas demais, ao momento de seguir em frente e decidir por uma direção.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;Isso não é novo na história humana, muitas vezes já estivemos ai.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;Várias dessas vezes, civilizações, povos e nações tomaram o rumo errado que acabou em auto-destruição tragédia, morte e extinção. Culturas se perderam e hoje seus vestígios são motivo de visitas a museus e sítios arqueológicos. Outras, infelizmente em menor número, tomaram direções por vezes menos glamourosas, menos evidentes, mas que lhes permitiu continuar. E mesmo dentro de histórias onde uma segunda chance foi desperdiçada, vemos momentos em que anteriormente se soube mudar a maneira de pensar e mudar a rota de colisão.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;Seja em que campo for: economia, meio ambiente, família, mobilidade, artes, pobreza e riqueza, ensino e aprendizagem, política, em qualquer campo, os sinais de degradação e o cheiro putrefato de  decomposição se fazem notar. Diante desse quadro alguns se perguntam e projetam como pode vir a ser o futuro, como superar o momento presente e criar um novo, como administrar de modo a perpetuar e permitir a continuidade de nosso estilo de vida moderno e ocidental. Em quase todas as propostas tem-se a sensação de que se re-inventa a roda, ou que se gastam energia e recursos imensos na intenção de tentar faze-lo, ainda que de forma magicamente diferente. Tudo no entanto,  num aparente esforço vão, ou numa fé cega de que os velhos deuses modernos (o pensamento científico, a tecnologia e a sociedade administrada) – uma santíssima trindade capenga – conseguirão dar conta do Leviatã que eles mesmos criaram,  promovendo uma mágica reversão de si mesmos. Fé que se traduz em crença absurda e patética de que as coisas são assim e, por desconhecimento  histórico, sempre serão.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;Como conseqüência de tudo isso, vemos uma sociedade sem repouso, exausta, de gente cansada de trânsito, contas, correria e produção e que para buscar descanso se mete em mais diversão, correria, vaidade e viagens, em mais atividade e televisão, barulho e agitação, que por fim provocam mais cansaço.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;No meio de tudo isso, salta um profeta - Jeremias - que nos chama a pensar:&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: center;margin-bottom: 0cm; "&gt;&lt;b&gt;“Ponham-se nas encruzilhadas e olhem; perguntem pelos caminhos antigos, perguntem pelo bom caminho. Sigam-no e acharão descanso. Mas vocês disseram: 'Não seguiremos!' ” Jer. 6:16&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;A tendência natural do ser humano é, diante do cansaço e do perigo, ao invés de colocar limites, tentar se anabolizar, ganhar mais energia, aumentar a velocidade e se fortalecer. Ao invés de menos, mais, ao invés da reflexão, diversão, ao invés da suavidade mais brutalidade.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;A recomendação escrita pelo profeta nos chama a atenção para possíveis saídas da encruzilhada: &lt;b&gt;Pare, olhe, pergunte, siga&lt;/b&gt;. Tudo ao contrário do que nos é proposto pelo sistema: continue, foque, proponha, lidere.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;No momento em que vivemos, estou convencido, pelas palavras que leio e pelo exemplo da história, de que neste texto temos inclusive a orientação do onde buscar a orientação e saída: nas bases tradicionais que nos antecederam, nos avós, na memória retida entre aqueles que se mantiveram relativamente a parte da modernidade.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;Enquanto nossa loucura conseguiu gerar riqueza antes inimaginável e destruição em escala inédita que nos colocaram na encruzilhada em menos de 60 anos de escalada global, e em 200 anos de progresso e Laizes Faire - de forma mais localizada no ocidente -,  populações e culturas integradas com a criação e nas quais o tripé formado pelos princípios do acolhimento dos limites, da escolha pela renúncia e da concepção do sagrado são nutridos e mantidos tem se sustentado vivas, mesmo diante da agressão e da cooptação moderna, por muito mais tempo, por séculos e milênios, demonstrando possibilidades para as quais tentamos sem sucesso outras saídas que não consideram a possibilidade de abraçar estes princípios.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;Sendo assim, em diálogo com o momento que vivemos e com as escrituras antigas, creio que podemos encontrar saídas, desistindo de inventar à frente, mas abrindo um diálogo com o passado, que ao mesmo que não nega as contribuições modernas, as relativiza e retira seu caráter de inevitabilidade.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;O texto nos dá pistas do que fazer:&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;b&gt;Ponha-se&lt;/b&gt;. Ou seja, pare. Sem parar o rítmo frenético, estaremos na situação de trocar um pneu com o carro andando. Se queremos ter um futuro, o primeiro passo é declarar uma moratória, que na impossibilidade de ser global, poderia ao menos ser pessoal ou comunitária.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;b&gt;Na encruzilhada&lt;/b&gt;. Além de parar é importante que nos permitamos dar conta da própria existência da encruzilhada. No nosso caso, deixar de negar o dilema, a crise e o momento e dar-se conta de estar sem rumo de um lado, mas da existência da possibilidade do outro. Ou seja, essa encruzilhada é formada pela consciência do mal existente, mas também da possibilidade da esperança, da imaginação de como poderia ser.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;Como não temos ciência de como realizar esse poderia ser, somos chamados a mais um passo.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;b&gt;Perguntem.&lt;/b&gt; O passo fundamental é assumir nossa ignorância e postarmo-nos como aprendizes, como incertos, como não sabedores. A solução aparece para quem assume que tem um problema, não para quem o nega, e para aquele que diante do problema sabe humilhar-se a ponto de perguntar pela solução àqueles que o antecederam.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;b&gt;Pelos caminhos antigos.&lt;/b&gt; Quanto mais voltarmos, mais chances de nos posicionarmos adequadamente. Podemos voltar aos avós com humildade, à história do ocidente, às bases sociais tradicionais, ao conhecimento antigo. No entanto, o mais importante seja o caminho mais antigo, relatado no mais antigo texto do ocidente. É voltar ao caminho da relação de confiança na qual nós seres humanos confiávamos e Deus nos confiava o cuidado da criação. O caminho mais antigo, e há mais tempo abandonado, é o caminho da confiança. Confiança de que do jeito de Deus é melhor, de que Ele não está ai para tolher ou tornar nossa vida mais infeliz, de que Ele nos propôs uma parceria, onde nós vivemos e cuidamos e Ele nos mostra o que é bom, verdadeiro, justo e melhor, e nos avisa do que é falso, ruim, injusto e pior. Na prática isso se dá em conversa com os que nos antecederam, os que estão vivos ainda, e os que deixaram seus registros nos livros. Está em observá-los, em nutrir esquecidas artes e habilidades, em abrir mão de tudo que se pode, em prol do que é melhor. Em suma, é entender que o caminho para frente, é um caminho de volta.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;b&gt;Perguntem pelo Bom Caminho&lt;/b&gt;. Ser antigo não é o único critério. Houveram caminhos antigos que deram em nada, ou em desastre ou em destruição. Nem todo caminho antigo é bom porque é antigo. Nem todo conselho de avós, se justifica por ser do passado. Não basta ser velho, há de ser bom.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;Mas qual seria esse caminho. Uma dica: talvez não seja nenhum dos que nós trilhamos, mas sim aquele trilhado por quem nos amou primeiro. Busque, ache e guarde como um tesouro.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;Alguém que trilhou o bom caminho da confiança de forma completa foi Jesus. Ele se colocou não como mestre distante, mas como escravo sob o mesmo jugo que nós. Como tal Ele disse: Olhe! Aprenda de mim que sou manso e humilde. Coloquem sob si o jugo do mesmo modo que eu o coloco. E verão que em mim, acharão descanso. E você viverá. Assuma um coração aprendiz e veja o que acontece.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;Hoje como naqueles tempos de “fim de feira” do Profeta Jeremias, chega-se à mesma triste conclusão: &lt;b&gt;Mas vocês não querem!&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;Bem, se assim for, pouco se pode fazer, mas e se você desejar e se você tomar a decisão de parar na encruzilhada, talvez descubra que você seja um só. Nesse caso, fique com a frase que tenho usado, tanto baseado nas convicções que tenho quanto na paz oriunda de saber-se no caminho certo: &lt;b&gt;“Eu sei que sou um só, e eu sei que um só pode muito pouco, mas o que um só pode fazer, isso eu farei”&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8878424530649560742-8829561729080312957?l=naruacomdeus.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/feeds/8829561729080312957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8878424530649560742&amp;postID=8829561729080312957&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/8829561729080312957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/8829561729080312957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/2009/07/o-futuro-esta-no-passado.html' title='O futuro está no passado'/><author><name>Claudio Oliver</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09700780920094274853'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/Sl3Izu8E3-I/AAAAAAAAAYs/n4QtcplX4MY/s72-c/encruzilhada+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8878424530649560742.post-4977810012036468845</id><published>2009-05-27T10:27:00.003-03:00</published><updated>2009-05-27T12:45:42.245-03:00</updated><title type='text'>Dezenove Teses para trabalhar</title><content type='html'>&lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:ArialMT, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Bem queridos, eis que aqui exponho 19 teses, abordadas originalmente pelo Professor Walter Brueggemann em uma conversa na All Souls Fellowship em 2004, e que transcrevo aqui com alguma adequação idiomática.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:ArialMT, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Estas teses ajudam a dar um todo a uma série de falas e modos de ser que venho trabalhando faz tempo. Assim resumem e poupam tempo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:ArialMT, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Minha intenção é, nas próximas semanas, comentar uma por vez, discutir em pequenos textos e provocar mais e mais ambivalência, tensão e um pouco de crise, com o sentido explicito de permitir a emergência de sínteses melhores.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:ArialMT, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;As teses tem como finalidade discutir o papel do ministério, não com nenhuma intenção reformista ou revolucionária, mas explicitamente de dar seqüência ao abandono de uma narrativa exaustjva, plana, cansativa e que só funciona em condições IDEAIS de temperatura e pressão, e que substitui uma narrativa muito mais interessante - que será o objeto de minha próxima postagem, bem como do próximo vídeo que produzirei na semana que vem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:ArialMT, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por enquanto, fiquem com o incômodo e com o desconforto destas teses, que vem logo após a citação de um escrito de meu autor predileto: Ivan Illich. Boa Leitura, e bom desconforto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 2.14cm; margin-right: 2.7cm; margin-bottom: 0cm"&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;“&lt;span style="font-family:ArialMT, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman, serif;"&gt;Nem a revolução nem a reforma podem, por fim, mudar a sociedade. Mais do que isso, deve-se contar uma nova e poderosa narrativa, uma tão persuasiva que varra para longe os velhos mitos e se torne a história predileta, uma tão inclusiva que junte todos os pedaços de nosso passado e nosso presente em um todo coerente, uma que mesmo seja capaz de jogar alguma luz sobre o futuro, de modo que nós possamos dar o próximo passo”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 13pt;font-size:100%;"&gt; - &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;font-size:85%;"&gt;Ivan Illich&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:ArialMT, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;1. &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Todo mundo vive seguindo um script,&lt;/span&gt; ou melhor em português, um roteiro. O roteiro pode ser implícito ou explícito. Pode ser reconhecido ou não reconhecido, mas todo mundo tem um roteiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:ArialMT, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;2. &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Nós somos “roteirizados”.&lt;/span&gt; Todos nós obtemos nossos roteiros através do processo de cuidado que recebemos, da formação e da socialização, e isso acontece conosco sem o nosso conhecimento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:ArialMT, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;3. &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;A roteirização dominante&lt;/span&gt; na nossa sociedade é a de um roteiro de consumismo militante tecnológico e terapêutico, que nos socializa a todos, liberais ou conservadores. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:ArialMT, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;4.&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Este roteiro (tecnológico, terapêutico e de consumismo militante) é transformado em lei através da publicidade&lt;/span&gt;, da propaganda e da ideologia, especialmente nas liturgias da televisão e promete fazer-nos sentir e viver mais seguros e tornar-nos mais felizes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:ArialMT, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;5. &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Esse roteiro falhou&lt;/span&gt;. Esse roteiro de consumismo militante não pode fazer-nos seguros e não pode fazer-nos felizes. Provavelmente somos a sociedade mais infeliz em todo o mundo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:ArialMT, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;6. &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Saúde para a nossa sociedade&lt;/span&gt; depende do desengajamento e do abandono de nosso compromisso com o consumismo militante. Esta é uma retirada e uma desistência à qual resistimos e sobre a qual somos profundamente ambíguos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:ArialMT, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;7. É a &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;tarefa do ministério&lt;/span&gt; “desroteirizar” este roteiro de nosso meio. Isto é também, permitir às pessoas abandonar um mundo que já não existe e, que na verdade nunca existiu.&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Georgia;"&gt;&lt;img src="http://www.blogger.com/img/blank.gif" alt="Negrito" border="0" class="gl_bold" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:ArialMT, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;8. A &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;tarefa de desroteirizar&lt;/span&gt;, renunciar e desengajar-se é realizada por uma constante, paciente e intencional articulação de um roteiro alternativo que pode nos dar a consciência da felicidade e da segurança. (com as quais nascemos: para maior compreensão ler Anthony de Mello: Awareness ou, em português, “despertando para o eu”)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:ArialMT, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;9. O &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;roteiro alternativo&lt;/span&gt; está enraizado na Bíblia e é promulgado através da tradição da Igreja. É a oferta de uma contra-narrativa, para contrariar o roteiro de consumismo militante baseado na fé no poder da tecnologia e da terapêutica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:ArialMT, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;10. Esse roteiro alternativo tem como sua maior característica, a sua personagem-chave - o Deus da Bíblia, a quem nomeamos como Pai, Filho e Espírito Santo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:ArialMT, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;11. Este &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;roteiro não é monolítico&lt;/span&gt;, uni-dimensional ou sem rupturas e interrupções. É áspero e disjuntivo e incoerente. Em parte, é imperfeito, disjuntivo e incoerente, pois o mesmo foi elaborado ao longo do tempo por muitos grupos e comitês. Mas também é desigual e disjuntivo e incoerente, porque o personagem-chave é ilusivo e irrascível quanto a sua liberdade e sua soberania e na pouca revelação de si, e estou envergonhado de dizer, na violência – um enorme problema para nós.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:ArialMT, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;12. A &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;qualidade esfarrapada&lt;/span&gt;, disjuntiva e incoerente do contra-roteiro do qual testemunhamos, não pode ser suavizada ou tornada sem costuras ou remendos. [Penso que o escritor do Salmo 119 teria provavelmente gostado de torná-lo sem costura]. Porque quando nós fazemos isso, o roteiro que recebemos se tornar plano e domesticado. [Esta é a minha polêmica contra a teologia sistemática]. O roteiro se torna plano, domesticado e torna-se um fraco eco do roteiro dominante do consumismo militante baseado na fé no ponto de vista tecnológico e terapêutico da sociedade. Enquanto o roteiro dominante de consumismo  tecnológico militante é todo sobre certezas, privilégios e direitos, este contra-roteiro não é sobre certeza, privilégio e direito. Assim, cuidados devem ser tomados para deixar esse roteiro ser o que é, o que implica deixar Deus ser o Deus que é, mesmo o Deus irascível que é, se for o caso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:ArialMT, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;13. O &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;aspecto descontinuo&lt;/span&gt; e disjuntivo do personagem do contra-roteiro do qual testemunhamos, acaba por estimular seus seguidores a brigarem entre si - liberais e conservadores - de forma que a principal reivindicação da roteiro acaba prejudicada e assim também debilitar a atenção no foco do roteiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:ArialMT, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;14. O &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;ponto de entrada &lt;/span&gt;na contra-roteiro é chamado de batismo. Pelo que dizemos nas antigas liturgias: "Você renuncia ao  roteiro dominante?"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:ArialMT, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;15. O &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;cuidado e o cultivo&lt;/span&gt;, a formação e a socialização para viver dentro deste contra-roteiro, com este personagem ilusivo, incerto e irascível é o trabalho do ministério. Nós fazemos o trabalho de cuidar, de formar e socializar através das práticas da pregação, da liturgia,da educação,da ação social,da espiritualidade, e de atos de vizinhança de todos os tipos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:ArialMT, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;16. A maioria de &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;nós somos ambíguos&lt;/span&gt; com relação ao roteiro, aqueles de nós a quem ministramos e, ouso dizer, aqueles de nós que ministramos. A maioria de nós não estamos nos locais mais profundos, esperando para poder escolher entre o roteiro dominante e o contra-roteiro. A maioria de nós quando estamos nos lugares mais profundos somos vacilantes e balbuciantes em nossa ambivalência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:ArialMT, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;17. &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Esta ambivalência&lt;/span&gt; entre os roteiros é justamente a principal jurisdição para o Espírito. De tal forma que “ministério” é nomear e aumentar a ambivalência que liberais e conservadores têm em comum, que põe as pessoas em crise e que, consequentemente, invoca resistência e hostilidade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:ArialMT, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;18. &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Ministério é&lt;/span&gt; gerenciar essa ambivalência, que é igualmente presente entre liberais e conservadores, de maneira original mas cheios de fidelidade de modo a permitir a desistência do velho de roteiro e o acolhimento do novo roteiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:ArialMT, sans-serif;"&gt;19. &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;O trabalho do ministério&lt;/span&gt; é central, crucial e indispensável em nossa sociedade justamente porque não há ninguém [há de  se ver se isso não é um exagero, mas fiquemos por aqui por enquanto], não existe outra coisa, exceto a igreja e a sinagoga,  para nomear e evocar a ambivalência e, também, administrar o caminho através dela. Penso muitas vezes, ao ver o dia-a-dia  de coisas mundanas que os ministros têm de fazer, e eu penso: meu Deus, o que aconteceria se você retirasse todos os ministros?!? Assim, o papel do ministério é tão urgente quanto é extraordinário e difícil.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8878424530649560742-4977810012036468845?l=naruacomdeus.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/feeds/4977810012036468845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8878424530649560742&amp;postID=4977810012036468845&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/4977810012036468845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/4977810012036468845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/2009/05/dezenove-teses-para-trabalhar.html' title='Dezenove Teses para trabalhar'/><author><name>Claudio Oliver</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09700780920094274853'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8878424530649560742.post-9059575918427309178</id><published>2009-05-13T13:10:00.007-03:00</published><updated>2009-05-13T22:11:34.129-03:00</updated><title type='text'>Lealdade.... a Quem?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SgrzLIFQElI/AAAAAAAAAYE/IToAP9ryifI/s1600-h/Follow+me.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SgrzLIFQElI/AAAAAAAAAYE/IToAP9ryifI/s200/Follow+me.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335344081047392850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="color: rgb(51, 51, 51);   -webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px;font-family:Verdana;font-size:12px;"&gt; &lt;p style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Uma das coisas que tenho como fundamentais em minha vida é a compreensão do que vem a ser isto de tornar-se um seguidor de Jesus. A mudança que está implícita nesta decisão não é de natureza filosófica ou mesmo religiosa e reduzir este processo a isso - ainda que estes componentes até possam existir como parte - é perder o ponto central desse seguimento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Tornar-se um seguidor de Jesus tem a ver com algo muito mais implicador e comprometedor do que uma mera mudança religiosa, ou assunção de uma nova filosofia de vida. A mudança que se dá, e à qual somos convidados e convidadas por Jesus, é traduzida por um outro definidor: uma transferência de plataforma de lealdade, uma mudança para além do comportamento ou da crença, uma ruptura com lealdades assumidas previamente e o comprometimento da vida com outra lealdade, que começa no coração, a partir dali.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Esse processo, por esta definição, não acontece de uma vez por todas, mas passa a ter um caráter diário e dinâmico, seja por não estar definido por nenhum conteúdo pré-determinado e consolidado em uma série de regras escritas, seja por permitir o aprofundamento constante e o conhecimento em níveis cada vez mais simples e mais complexos ou seja por ser fruto de uma relação e não de uma declaração.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Quando me refiro à lealdade podemos ver que esta característica nos é requerida por vários dos atores com os quais pisamos este palco da vida. No tempo presente, os mais óbvios são o Estado e o Mercado,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="text-align: justify;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 200px; height: 164px; " src="http://1.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/Sgrzhavf9mI/AAAAAAAAAYM/FuQoeh3DATo/s200/pinochio.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335344464013555298" /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="  ;font-family:arial;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px; "&gt;que vem se degladiando de forma crescente pela hegemonia das relações de lealdade em nosso coração nos últimos 500 anos. No entanto, laços de família, de cosangüinidade, raciais, sexuais, profissionais, empresariais, religiosos, filosóficos, políticos e funcionais jogam este mesmo jogo de busca de hegemonia sobre noss vida, normalmente em papéis mais secundários, ainda que presentes e bem visíveis em nosso dia-a-dia. Tudo luta pela lealdade de nosso coração, e é fácil verificar onde está a de cada um, pela observação de nossas atitudes, alianças e gasto de tempo. Basta um pouco de honestidade para se olhar no espelho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; No caso do Estado, a pátria, invenção muito recente, reclama nossa lealdade e a capacidade de dedicarmo-nos a “deveres cívicos” e “direitos reconhecidos”, como o de matar,prender, taxar, votar, denunciar e se deixar controlar por leis nem sempre do interesse das pessoas ou das relações. O mercado , hoje o usurpador mais presente, exige de nossa vida horas, dias e anos de preparação para servi-lo, impõe sobre nós valores que são destruidores de pessoas e de convívios através da competitividade, da velocidade e das poucas horas de parada. Estabelece relações permitidas, proibidas, interessantes e desinteressantes, destrói famílias, usurpa maternidades e  corrói o companheirismo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; Assim como no antigo Império Romano, ambos e todos os agentes citados acima admitem qualquer postura que um indivíduo tome, desde que essas não comprometam o central para para o sistema; aceitam qualquer fé, desde que não interfira na prática de ninguém nem questionem os sacrossantos princípios como o consumo, o crédito, a delegação representativa, a subserviência a normas impostas, a escolarização compulsória, a apatia diante do mal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; Assim como no  já citado Império Romano, aparece o Cristo que diz ontem como hoje: “Me segue”. E com essa simples frase, confronta o sistema, desafia a lealdade incontestável, relativiza o absoluto. Ao nos chamar para se tornar seus seguidores, copiar seus passos e assumir sua vida, chama também a uma nova lealdade que implica em mudanças de hábito, modo de pensar e de agir, e nos coloca em outro campo, oposto e alternativo ao que ai está.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; Como forma de exemplificar o que significa isso para mim, costumo responder aos questionamentos que me fazem sobre porque faço ou deixo de fazer determinadas coisas com uma frase comum: “Porque no meu país é assim que a gente faz”. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Assim, eu prefiro a bicicleta, por que no meu país ninguém usa  motor a combustão para se locomover, lá as pessoas andam, e se cumprimentam, adoram um papo e passeiam todo fim de tarde no jardim com o Rei do lugar. Além disso, lá a gente não come bichos, pois o leão e o cordeiro são amigos e brincam um com o outro, e mesmo as crianças de colo podem brincar com texugos e outros animais aqui chamados de perigosos, e todos nós cultivamos o princípio de não derramar sangue e preferir buscar nas plantas nossa vida, nossa nutrição e saúde. Lá no meu país, as portas nunca se fecham, ficam sempre abertas, como diria Marisa Monte, pra sorte entrar. Comemos pão e vinho para celebrar numa mesa enorme a alegria da vida que tem sempre a vitória final.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; Lá no meu país, assim como em Pasargada, somos todos amigos do Rei, que assim sendo nos chama de irmãos. Sentamos debaixo de uma árvore Viva e lá batemos papos de sabedoria sobre o bem, esquecendo do mal.  E também lá não se vota pois o sistema é uma monarquia dirigida por juízes que ganharam esta função por serem retos, comprometidos com a verdade e a integridade, e na verdade, todos no meu país exercem tal função.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; Lá no meu país, as ruas são de ouro e as maçanetas são de diamante, e ... não, não pense que é frescura de burguês, é por que lá essas coisas não são valores, só servem mesmo pra asfaltar e para complementar as casas que guardam nosso maior, único e verdadeiro tesouro: As pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; Lá no meu país, ao qual sou completamente leal, não tem nenhum templo, por que a presença de Deus está em todos os lugares, e o verdadeiro lugar de adoração se constrói a cada encontro de corações leais e sinceros ao nosso Deus. A vida diária é um culto só, uma celebração de vida, pão fresco e vinho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; Ainda lá no meu país, ninguém toma antidepressivo, pois que todas as lágrimas são enxugadas. Também lá, os velhos tem um lugar especial, e nós os chamamos de anciãos. Eles nos dirigem em nossas atividades e relações com nosso Rei. Outra coisa é que os mais desprezados nos mais diversos países, emigraram para lá – alguns prematuramente - todos os mártires, todas as mulheres que sofrem injustiça, todas as crianças usurpadas, e lá encontraram plena cidadania, sendo que a cada um são dadas vestes brancas e um lugar de destaque.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; Lá no meu país... lá onde está o meu tesouro... lá onde mora minha lealdade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; E ai, enquanto estou aqui neste país, ajo como embaixador do meu, cumprindo minha vida de um jeitão que aqui acham esquisito, e apesar de limitado e submetido a normas locais, sempre que pressionado, sei a quem pertence minha lealdade, então coloco limites. Tento não incomodar muito, e viver em paz, fazendo tudo o que não rompa com os princípios a que sou leal no meu país. E à medida que vou percebendo que algo deste país aqui me faz agir de forma diferente do que agiria no meu país, busco mudar o modo de pensar, re-aprender como se faz lá e daí mudo, inverto e saio por ai seguindo o jeitão do meu país.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; De vez em quando pareço esquisito, como é comum com aqueles que falam outro sotaque, usam roupas típicas ou comem comidas de suas terras. Mas na medida que outros cidadãos de lá se encontram aqui, a gente se reúne em uma espécie de CTG à nossa moda, onde celebramos nossas tradições e identidade nacional.  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; E aguardamos... até o dia em que, ou nosso Rei em visita por aqui nos chamar de volta ou vier retomar as partes que lhe pertencem e que lhe foram usurpadas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; Até lá permaneço leal a Ele, buscando segui-lo e me arriscando a ser tomado por criminoso ou refratário cada vez que questiono, desobedeço a leis ou valores locais ou faço algo que só faz sentido mesmo em país como o meu - e nenhum aqui. Mandado pelo meu Rei, a quem celebro,  espero enquanto nesse exílio longo, mas cheio de compromissos com o futuro, o dia de viver para sempre por lá. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8878424530649560742-9059575918427309178?l=naruacomdeus.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/feeds/9059575918427309178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8878424530649560742&amp;postID=9059575918427309178&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/9059575918427309178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/9059575918427309178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/2009/05/lealdade-quem.html' title='Lealdade.... a Quem?'/><author><name>Claudio Oliver</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09700780920094274853'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SgrzLIFQElI/AAAAAAAAAYE/IToAP9ryifI/s72-c/Follow+me.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8878424530649560742.post-1072622081137393582</id><published>2009-01-22T08:39:00.007-02:00</published><updated>2009-01-22T10:32:38.641-02:00</updated><title type='text'>Nossos filhos oferecidos em holocausto</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style="color: rgb(51, 51, 51);   font-family:'Trebuchet MS';font-size:13px;"&gt;&lt;p style="text-align: left;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font: normal normal normal 12px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;O texto do lecionário de hoje me fez pensar (&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://lecionario.blogspot.com/2009/01/terceiro-domingo-aps-epifania.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;clique aqui se quiser ler os textos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Para quem não conhece muito das tradições do Oriente médio antigo, em especial da região onde hoje lutam Israel e Palestina, pode soar estranho e nojento pensar que algumas das religiões de cerca de 3000 anos atrás incluíam oferecer os filhos pequenos em sacrifícios de sangue, ou queimados até as cinzas, em cultos a deuses estranhos e com estranhos nomes como Baal ou Moloque.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Estes deuses ofereciam em troca prosperidade, sucesso, sossego e vida abundante, além de segurança contra intempéries e inimigos, mudanças na economia e na política, alterações do status social. A luta por manter o grupo de valores, o sistema de produção, a corrupção das autoridades e a manutenção de um determinado grupo político no poder era feroz, e implicava em intrincados jogos de sedução e poder.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;O custo liturgico disto eram os bebês sacrificados, os filhos e filhas emulados e destroçados. Calava-se diante deste absurdo, porque no fim das contas não era uma questão religiosa, mas sobretudo de manutenção do status quo, das posições sociais, dos benefícios auferidos. A religião era motor e conseqüência, ao mesmo tempo, mas era só religião.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Em função deste sistema iníquo riquezas eram mantidas, comércio era feito, trocas realizadas, e a opressão dos pobres pelos ricos mantida inalterada. Mas um dia um profeta com um vaso de barro avisou: ACABOU. Deus esgotou a paciência, e não vai ficar pedra sobre pedra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;No texto do Apocalipse do lecionário de hoje, temos descrita a queda da grande cidade dominadora sobre o resto do mundo (lugar hoje ocupado por você sabe quem). Cidade com a qual todos negociam, e que garante a prosperidade de todos. E no fim da lista dos produtos comercializados por ela um recurso impensável:  a venda de gente, ou como se chama hoje em dia “recursos humanos”. Filhos e filhas, certamente, de alguém.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 152px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SXhmKsueL0I/AAAAAAAAAVQ/vzHOkMI2YAo/s200/charge_killing_children.gif" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294093695964819266" /&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Ao olhar para nossa sociedade em crise, a luta por não se alterar nada, a insegurança tomando conta das pessoas, a entrega passiva de nossa vida no altar da adoração do mercado e do lucro, da manutenção de nosso estilo de vida insustentável, a celebração do consumo e do dinheiro, para mim se torna muito difícil não traçar o paralelo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 140px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SXhOtLKCsmI/AAAAAAAAAVI/VKLzMgCaVpY/s200/pink-floyd-the-wall-poster-c10289248.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294067899970007650" /&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Hoje nossos filhos e filhas são queimados em um sistema de educação pasteurizado e cerceador da liberdade, que a todos transforma em uma massa de iguais, onde a diferença é terapeutizada para que volte a ser parte do bolo podre de consumidores passivos, onde tudo é o dinheiro que faz e manda e onde eles são treinados para servirem, adorarem, obedecerem e pertencerem ao mercado, nele se encaixarem e por fim acabarem enfermos e estressados e consumidos pelo mesmo mercado. Nossos filhos perdem seus pais, os pais não tem tempo e nós os preparamos para serem mercadorias nas mãos do sistema de troca  e que troca tudo por dinheiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;ASSIM OS ENTREGAMOS NO MESMO TIPO DE HOLOCAUSTO, MENOS SANGRENTO POR CERTO, MAS IGUALMENTE CONSUMIDOR DE SUAS VIDAS.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Mas se ouvirmos as escrituras vemos ali um aviso semelhante ao que deu Jeremias com o vaso de barro: tudo isso é frágil, é nada e será quebrado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Não quero escrever muito hoje, mas fico com o consolo do Salmo: Confiem em Deus, desconfiem do sistema, do jeitinho fácil, da caminhada comum a todos, nos bens roubados, dos outros ou da natureza, e nem tampouco confiem nas riquezas, aquelas que temos e as que podemos vir a ganhar no sistema. Só em Deus e com Deus está a fidelidade, e é certo que Ele retribuirá a cada um conforme seu procedimento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style=" ;font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8878424530649560742-1072622081137393582?l=naruacomdeus.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/feeds/1072622081137393582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8878424530649560742&amp;postID=1072622081137393582&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/1072622081137393582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/1072622081137393582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/2009/01/nossos-filhos-oferecidos-em-holocausto.html' title='Nossos filhos oferecidos em holocausto'/><author><name>Claudio Oliver</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09700780920094274853'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SXhmKsueL0I/AAAAAAAAAVQ/vzHOkMI2YAo/s72-c/charge_killing_children.gif' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8878424530649560742.post-7257227402228160166</id><published>2008-12-16T08:26:00.002-02:00</published><updated>2008-12-16T08:31:23.201-02:00</updated><title type='text'>End of the year Message / Fim de ano - bom 2009</title><content type='html'>To all my friends, from different countries and beliefs, colors and races, tastes and seasons. &lt;div&gt;Happy new year and Merry Christmas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A todos mis amigos, de diferentes países y credos, colores e razas, sabores y estaciones.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Feliz Año Nuevo y Feliz NAvidad&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A todos os meus amigos, de diferentes países e crenças, cores e raças, sabores e estações.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Feliz Ano NOvo e Feliz Natal&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande'; font-size: 10px; white-space: pre; "&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Us-TVg40ExM&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Us-TVg40ExM&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8878424530649560742-7257227402228160166?l=naruacomdeus.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/feeds/7257227402228160166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8878424530649560742&amp;postID=7257227402228160166&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/7257227402228160166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/7257227402228160166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/2008/12/end-of-year-message-fim-de-ano-bom-2009.html' title='End of the year Message / Fim de ano - bom 2009'/><author><name>Claudio Oliver</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09700780920094274853'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8878424530649560742.post-162491207951632513</id><published>2008-10-15T06:32:00.003-03:00</published><updated>2008-10-15T06:57:10.935-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desenvolvimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pobres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='progresso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mitos da sociedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ricos'/><title type='text'>Invertendo a relação entre ricos e pobres</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style="color: rgb(51, 51, 51);   font-family:'Trebuchet MS';font-size:13px;"&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Deus criou o Homo sapiens, e o criou à sua imagem e semelhança. E nós como espécie criamos formas posteriores, que se chamam Homo educandus - aquele que precisa ser educado para ser alguém &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SPW-JWv4RqI/AAAAAAAAASs/lnG4E8MadfU/s200/Evolu%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bdo%2Bhomem.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257317207959422626" /&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;-, Homo economicus - aquele que precisa ter suas necessidades mediadas diante de uma escassez artificialmente concebida por meio do dinheiro- e finalmente no século XX,duas novas espeecies o Homo sistematicus - que depende dos sistemas para sobreviver , entre eles o de saúde, educação, transporte, distribuição, informação e sua mais recente sub-espécie, o Homo miserabilis - este ser individual, solitário, que não sabe fazer nada e precisa que lhe dêem tudo e que vive oprimido pela frustração e ansiedade, dependente de que alguém no governo ou no mercado cuide dele, lhe sirva, resolva seus problemas e o mantenha vivo. Uma clara involução e desumanização da espécie.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; Aquele&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; ser criado Homo sapiens, não se fez humano por seus atributos biológicos - que certamente o hominizam - mas sobretudo por algumas fagulhas não genéticas, complexas, interativadas, transcendentes, imensuráveis que se traduzem pelo termo Espírito, Ruach em hebraico, que se define exatamente por esta parte de nós que é comum a todos e mesmo assim nos permitem sermos pessoas particulares, únicas e variadas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Esse mistério, a Bíblia insere na concepção de semelhança e imagem de Deus em nós. E é precisamente esta semelhança que nos humaniza. No entanto, esta semelhança esta ligada a um outro aspecto que nos é próprio: a vontade. Este Homo Sapiens, pleno e semelhante a Deus, criado com vontade possui uma vocação ontológica presente neste binômio, e plenamente exercida como fruto da interação destes dois aspectos: a liberdade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Estranhamente a relação da vontade, do espírito humano e da liberdade consegue somente ser experimentada e exercida de forma plena quando a vontade se impõe a auto renúncia, quando o espírito humano se dispõe à conexão e à concepção do sagrado e quando a liberdade leva em conta a existência de limites marcados pela existência do outro e e se enxerga como parte e não proprietário da criação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Nasceu com este mesmo ser humano tanto a liberdade quanto a possibilidade da escravidão. Desde o início elas penetram pelo mesmo caminho, independente da época, do contexto e do sistema no qual ocorrem. Pelo questionamento do sagrado, a transposição dos limites e a negação da renúncia repete-se o sacrifício da primeira em prol da segunda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Imediatamente ao serem introduzidos estes elementos, inicia-se o processo de desumanização assistido em todos os períodos da história, em todos os sistemas e em todas as formas de produção. No entanto, vivemos seguramente pela primeira vez a extensão destes danos da escravidão em escala global, de forma universal e com a possibilidade concreta de inserir a simples, concreta e pura extinção física da espécie humana, seja por meio de hecatombes ambientais, por meio da violência ou por meio do esgotamento de recursos. É uma escala universal daquilo que a história demonstra acontecendo de modo pontual em diferentes momentos e locais, desta vez hegemonicamente impostos sobre todos os 6 bilhões de habitantes do planeta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;No entanto, ao contrário da desesperança que tal introdução possa provocar, inclusive históricamente, vemos que a liberdade e a humanização perdida não são impossibilidades, senão inéditos viáveis, surpreendentemente persistentes e ontologicamente inseridos como vocação da espécie. Ainda mais, como espécie criada, a boa notícia é que apesar de provocarmos a ira e a tristeza daquele que nos criou, não fomos por este mesmo abandonados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Seja nas narrativas de Noé, ou de Moisés, na gênese de um povo que substitui deuses a serviço do Rei, por um povo sem rei porém pleno de ética, concepção de próximo e cuidado ambiental, seja no lamento dos profetas, em suas denúncias e na proclamação de sua esperança, recebemos a anunciação de que, apesar de todos os atentados contra ela, é a vida e não a morte quem possui a palavra final. E a prova última deste não abandono se deu em Jesus, o Cristo, encarnação da plena humanidade, liberdade e domínio da vontade por meio da renúncia em ser Deus, para ser servo e se limitar em um contexto específico, sofrer nele e demonstrar em sua própria vida que mesmo a fronteira final, a morte, é surpreendida pelo inédito viável, ainda que aparentemente absurdo, de sua ressurreição física, concreta, no tempo e no espaço, com o testemunho dado a custa de sofrimento por mais de 500 pessoas que com ele comeram, andaram, nele tocaram e conversaram por 40 dias após sua morte e ressurreição.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Dois mil anos, e em particular os últimos 500 anos transformaram esta tremenda intervenção de Deus na história e a possibilidade deste caminho em mera religião, controlada, mercantilizada,  submetida aos mesmos princípios que hoje geram o impasse e a encruzilhada na qual se encontra a humanidade, presa entre a barbárie e a desesperança. Mas é desta mesma encruzilhada que surge a possibilidade da esperança, na medida em que Deus não se deixou sem testemunho, ainda que este não esteja ou seja visível nas estruturas da cristandade. Num mesmo ambiente crítico, co-existem a possibilidade e o desespero. De um lado a criação, incluindo os grupamentos humanos, está grávida de desejo de ver e perceber a manifestação dos filhos de Deus. Do outro, contigentes cada vez maiores se negam a crer que a presença de Deus na história se resuma somente a ambientes religiosos, principalmente quando hoje estes se manifestam de forma cada vez mais exótica, descontexualizada e individualista. Esta dupla expectativa abre a porta para o inédito de Deus acontecer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Se sairmos da descrição mais geral feita até aqui, e descermos a aspectos tangíveis e factíveis ao nosso alcance talvez possamos, em meio a um emaranhado teórico, descobrir formas de ver esta intervenção já possível e presente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;O aspecto que gostaria de abordar neste texto é a relação entre ricos e pobres.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;Guias cegos guiando a outros cegos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Os Fariseus eram, em seu tempo, os mais profundos conhecedores e os melhores seguidores da Lei de Deus. Pessoas de comportamento impecável, corretas, bons pais, trabalhadores e cumpridores de seus deveres.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Além disso, eram conscientes de um zelo missionário que os fazia andar terras e mares e despender um enorme esforço para, como dizia Jesus, “conseguir fazer um prosélito”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Eram não somente assim, como conscientes de sua posição como diferentes dos mundanos, resistentes à dominação de valores pagãos, criam na ressurreição e na glória de Deus.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Apesar de tudo, Jesus os chamou de guias cegos, que guiavam a outros cegos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;É impossível observar esta descrição e não identificá-la imediatamente com a igreja hoje.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; min-height: 15px; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Em Tiago 4:4, se dirigindo à igreja e chamando os irmãos de adulteros, e por que? Apesar de todo pocedimento religioso oposto ao do assim chamado mundo, ou pensamento dominante. Ainda assim, os valores mais básicos do sistema permaneciam intocáveis.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Era assim com os Fariseus, assim foi com a igreja que se perdia em si mesma, e assim é hoje com parte substancial da igreja.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; min-height: 15px; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Os mitos do desenvolvimento e do progresso&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; min-height: 15px; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;O mundo que vivemos possui uma miriade de versões, interpretações e culturas, interconectadas e disponíveis no supermercado da sociologia e da fé. No entanto, ele realmente se caracteriza por ser um Universo, uma versão única de mundo, onde talvez pudéssemos encontrar no plano de Deus o Pluriverso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Nesse universo, nessa versão única, mitos são tidos como dados e assentados, universais e dominantes. Entre estes o mito do progresso, o do desenvolvimento, das necessidades e dos direitos Universais, a serem supridos, hora pelo Estado, ora pelo Mercado, aos quais todos estão submetidos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Este tempo presente, este modo de pensar, nos é vendido como se sempre tenha sido assim, como se este fosse o aspecto imutável.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Neste mundo, dividem-se as pessoas entre os de dentro e os de fora, os incluídos e os excluídos, os que são e os que não são. Neste arranjo, os de dentro sentem um impulso e um dever irresistível de colocar para dentro, se não todos, ao menos aqueles que seja possível colocar, e pior, na ausência da possibilidade, ao menos os privilegiados por uma eleição.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;É assim com governos, empresas, partidos, religiões e infelizmente com as igrejas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Sem questionar se o barco tem fundo ou destino, o importante é ir e fazer o máximo de prosélitos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Neste afã, se coloca como meta a inclusão no barco.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;O barco que é indiscutível para todos se constitui de alguns mitos, a maioria de natureza economica, que atribui ao homo sapiens a sua desumanização, transformado que foi em homo miserabilis, miseravelmente dependente de educação, dinheiro, serviços, direção, saúde, transporte, saneamento, empregos, redes de distribuição de alimentos e etc. . Incapaz de cuidar de si, de sua formação, de seu ir e vir, de providenciar sua comida, lidar com seus dejetos, realizar tarefas corriqueiras, de solidariedade, de manter a saúde e de morrer, sem que alguém, estado ou mercado, disso cuide para e por ele aquele que um dia foi imagem e semelhança de Deus se reduziu a um ser escravizado e pouco mais que uma singularidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;A criação de massas de desesperados, que de capazes de cuidar de si, se tornaram miseráveis por não poderem ter acesso a estes elementos que se tornaram necessidades e logo direitos, que enchem de frustração pessoas que tem acesso a coisas que um príncipe medieval nem sonharia (como por exemplo um vaso sanitário, luz na rua ou água encanada), leva a todos que possuem acesso pleno a estas e outras “necessidades”, ainda que insustentáveis a crerem possuir a missão divina de incluir a todos em seu estilo de vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Esse impeto missionário, começado na Europa do século XVI e globalizado em nosso tempo, se traduz em uma acrítica presunção de que somos os escolhidos a levar ao mundo um estilo de vida individualista, insustentáveis, sem mordomia da criação e destruidor de tudo ao seu redor, na esperança de que um dia, Jesus venha aqui e nos leve embora pra um outro planeta onde tudo vai ser dourado e com luzes de neon.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Chega de loucura.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;A Nova Jerusalém desce à terra, o filho encarna na nossa realidade, a restauração de todas as coisas e da vida com Deus se dá no tempo e no espaço criado para que isso ocorresse, este planeta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Na minha concepção, é hora de arrepender-se. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;A igreja missionária que leva um estilo de vida destruidor ao mundo precisa se arrepender e olhar para Jesus. Para que isso ocorra precisamos ter a coragem de abolir a missão como heresia autoritária e promotora do estilo de vida ue destrói o mundo e assumir em seu lugar o serviço, a encarnação enquanto identificação com o outro, o diálogo no lugar da pregação e a proclamação de um novo modo de viver ao invés do anúncio de uma nova religião.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;É hora de sermos libertos e arrepender-nos de querer libertar a outros para incluí-los em nossa escravidão como faziam os fariseus e levarmos a boa notícia de que os últimos serão os primeiros, de que o Reino é dos pobres, que o consolo está disponível a quem chora, que a paz que promovemos nos faz filhos de Deus, que na humildade está calcada nossa herança, que a promoção da justiça e da eqüidade satisfará a todos, e que não existe escassez mas só ganância a ser enfrentada, que para ver a Deus, o caminho é o da pureza de coração, a ser aprendida com as crianças, e que estamos no caminho quando nos insultam pelo nome de Jesus.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Para inverter a lógica por alguns caminhos talvez seja hora de:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 18px; text-align: justify; text-indent: -18px; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Arrepender-nos&lt;/span&gt; de nosso estilo de vida e, humildemente, re-aprender a viver com os pobres&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 18px; text-align: justify; text-indent: -18px; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Igualmente&lt;/span&gt; arrepender-nos de olhar para o pobre como alguém miserável por não ter acesso ao que temos, mas sim miserável por ter sido induzido a pensar que são estas as coisas que lhe farão bem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 18px; text-align: justify; text-indent: -18px; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Abrir&lt;/span&gt; mão do desenvolvimento como objetivo de vida e sim abandoná-lo em prol de um outro conceito a ser aprendido com aqueles que o desfrutam nas bases sociais: a vida plena.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 18px; text-align: justify; text-indent: -18px; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Abandonar&lt;/span&gt; o progresso como benvindo e reconduzir como referência o caminho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 18px; text-align: justify; text-indent: -18px; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Deixar&lt;/span&gt; de compreender necessidades como algo que deva ser suprido e assumir que elas são limites da vida, que podem ou não ser superados, que nos animam o desejo e a esperança, a inventividade e a autonomia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 18px; text-align: justify; text-indent: -18px; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Relativizar&lt;/span&gt; os direitos baseados nestas mesmas necessidades, deixando de lado e não dando importância às serpentes que nos oferecem o caminho e a possibilidade de garanti-los, reconhecendo nas vozes que nos afirmam estes direitos, nada menos que o inimigo de nossas almas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 18px; text-align: justify; text-indent: -18px; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Que a satisfação de necessidades é o caminho de fazer-nos escravos&lt;/span&gt;, que o contrário: viver com elas, adaptar-nos a elas e abriga-las como parte da vida são os aspectos que nos fazem livres, inventivos e criativos, logo semelhantes a Deus.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 18px; text-align: justify; text-indent: -18px; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Que a mediação do dinheiro&lt;/span&gt; no suprimento de nossos desejos é o atalho fácil e artificial que se coloca no lugar da solidariedade, da troca, do compartilhar. E que ter nele a solução só aprofunda nosso estado de dependência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 18px; text-align: justify; text-indent: -18px; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Que viver no mundo &lt;/span&gt;e se esquivar de suas estruturas, relativizando sua importância é diferente de ser do mundo, adaptado e conformado aos seus esquemas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 18px; text-align: justify; text-indent: -18px; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Que “como ?”&lt;/span&gt; não é a pergunta, mas por que?, em lealdade a quem?, com que interesse?, pelo bem de quem?, em obediência a quem? e submissos a quem? são as perguntas a serem respondidas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Em vista disso, invertamos nossa lógica definitivamente, e vamos aos pobres, para deles aprender e trocar com eles aquilo que podemos trocar. E tentar cumprir o amor a que fomos chamados, que começa com o arrependimento, a relativização de nossos compromissos e dependências com o mundo e em nos movermos para a liberdade de homens e mulheres sabidos, criados à imagem e semelhança de Deus.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8878424530649560742-162491207951632513?l=naruacomdeus.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/feeds/162491207951632513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8878424530649560742&amp;postID=162491207951632513&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/162491207951632513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/162491207951632513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/2008/10/invertendo-relao-entre-ricos-e-pobres.html' title='Invertendo a relação entre ricos e pobres'/><author><name>Claudio Oliver</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09700780920094274853'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SPW-JWv4RqI/AAAAAAAAASs/lnG4E8MadfU/s72-c/Evolu%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bdo%2Bhomem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8878424530649560742.post-3803772072535009640</id><published>2008-10-05T06:44:00.007-03:00</published><updated>2008-10-05T16:17:10.904-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='maturidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='40'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='isolamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='40 anos'/><title type='text'>40 dias sem rede, 40 dias pensando</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SOiVtiNJZgI/AAAAAAAAASk/jPPZnAdLU8Q/s1600-h/40th2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SOiVtiNJZgI/AAAAAAAAASk/jPPZnAdLU8Q/s200/40th2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253613574836282882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi uma experiência interessante.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foram 40 dias sem internet, sem telefone e sem muito contato a não ser usando a rede wireless de um amigo, e com isso sem tempo ou oportunidade para postar nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou com pilhas e pilhas de emails, coisas penduradas por fazer na rede, mas é inegável o fato de que sai deste tempo com muito o que pensar, e com muita coisa pensada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira e óbvia comparação acontece com este número de dias: 40.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É um número cheio de significados na Bíblia e na tradição judaica, um número que tem a ver com a maturidade da vida humana e com os aspectos de nossa realidade imanente. É o 4 da maturidade e plenitude humana, que quando junto ao 3 da perfeição divina da trindade, geram o 7, numero de Deus, que multiplica-se 70 vezes para revelar seu perdão inextinguível, que a besta - e os bestas - com seu 6, mesmo três vezes, vai ser sempre só quase, nunca 7.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São 4 os cantos da terra, são 4 os muros da cidade eterna, são 4 os ventos e os pontos cardeais, tudo que é perfeito na terra é 4, mas quando amadurece, se encorpa, ganha a robustez do dez e vira 40.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E tudo que é de amadurecer, de chegar no ponto, gira por ai.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quarenta dias no deserto, foi o tempo de Elias em meio a sua depressão para descobrir que não estava só e que tantos outros joelhos não haviam se dobrado à unanimidade burra e ululante do sistema, aliás óbvio como todo sistema unânime.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Antes choveu 40 dias e 40 noites e a turma que pensou que sujeira não se lavava, acabou imersa num dilúvio universal, pior que aquele que temem hoje os habitualmente irresponsáveis de Wall Street... era bom eles colocarem as barbas de molho em 40 águas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isaque tinha 40 anos quando finalmente casou-se com Rebeca, a quem amou à primeira&lt;/div&gt;&lt;img style="text-align: justify;float: right; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; cursor: pointer; " src="http://1.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SOiU6kMgzdI/AAAAAAAAASU/HhnmVE-ff5c/s200/40th3.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253612699197165010" /&gt; vista. Moisés subiu no monte e ficou lá 40 dias e 40 noites, enquanto a turma se perdia atrás de um bezerro &lt;div style="text-align: justify;"&gt;de ouro que não era mais que a projeção de suas próprias expectativas infantis e imaturas. E foram 40 dias que a turma de espiões levou para investigar a Terra prometida, para no fim se sentirem com medo e desanimarem. E isso acabou dando em 40 anos no deserto, rodando e rodando e comendo maná, abusando da paciência de Deus, até amadurecerem o suficiente para nela poderem entrar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo depois de lá chegarem, pisaram na bola, e lá foram mais 40 anos perdidos sob o mando dos filisteus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas um dia começaram nova história, com um rei amigo de Deus, e Davi reinou 40 anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E Jesus, foram mais 40 dias no deserto, onde ficou falando consigo e com o Pai até que veio aquele que não tem o que fazer a não ser azucrinar e o tentou. Mas a besta não percebeu que depois de 40 dias seria difícil meter uma cunha naquela rocha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E para não deixar dúvidas de que no fim das contas ele era mesmo de carne e osso, o Cristo ressuscitado andou por ali 40 dias, ensinando e animando aqueles que iriam virar o mundo de cabeça para baixo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E também se chama de madura a pessoa aos 40, principalmente os homens que, mais tolos que as mulheres que amadurecem e embelezam aos 30, precisam de mais dez anos para dar um jeito em si mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois foram 40 dias sem internet, telefone e contato. A cabeça girou, as idéias rodaram e o corpo trabalhou e muito. Vamos ver o que sai disso.&lt;/div&gt;&lt;img style="text-align: justify;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; " src="http://3.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SOiVF8-lbpI/AAAAAAAAASc/qqqfVpxCvE4/s200/40th.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253612894828195474" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se você teve a paciência de ler até aqui, obrigado pela graça e se esperava que eu aparecesse de novo, estou ai, renovado por 40 dias privilegiados de encontro comigo mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8878424530649560742-3803772072535009640?l=naruacomdeus.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/feeds/3803772072535009640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8878424530649560742&amp;postID=3803772072535009640&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/3803772072535009640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/3803772072535009640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/2008/10/40-dias-sem-rede-40-dias-pensando.html' title='40 dias sem rede, 40 dias pensando'/><author><name>Claudio Oliver</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09700780920094274853'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SOiVtiNJZgI/AAAAAAAAASk/jPPZnAdLU8Q/s72-c/40th2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8878424530649560742.post-1893632055653034324</id><published>2008-08-04T07:50:00.011-03:00</published><updated>2008-08-26T08:10:16.252-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meditação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bicicletada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='I`m Free'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cuidado de Deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='the who'/><title type='text'>NA RUA COM DEUS... DE BICICLETA.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns já me perguntaram, e outros se perguntam:Por que na rua com Deus?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O nome me surgiu quase por acaso, olhando a foto de abertura do site - na verdade uma foto que tirei nas ruas miseráveis de um lugarejo na fronteira entre a República Dominicana e o Haiti chamado Peralta, onde um amigo luta com projetos de saúde e de negócios sociais. Andando por aquelas ruas, em meio a uma devastação ambiental e uma pobreza extrema, algumas palavras iam surgindo em minha mente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro foi a palavra verdade..., seguindo adiante eu escutava no vento a palavra Caminho,... um pouco mais, vendo crianças trabalhando, um monte de gente sem ocupação, um silêncio denunciante de perda de esperança, surge como o impacto de uma onda sonora da qual não se ouve ruido, daquele tipo de som que se ouve com as entranhas, a palavra VIDA.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Juntando as três pude perceber o que eu encontrava naquelas ruas: o caminho, a verdade e a vida. Foi assim que percebi que não era o que, mas quem eu percebia ali. Era Ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltando para a louca Santo Domingo naquele dia, ruídos e barulhos ensurdecedores me acompanhavam no trajeto, música alta, som de motores, e muita distração. Já era difícil perceber qualquer coisa, qualquer presença.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegando em casa, nas ruas entulhadas dessa Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, cheias de gente em caixas de metal, som alto, CBN tocando, celulares, nada, a não ser o umbigo, podia ser notado. E em meio a isso, a quem se nota?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em contraponto a tudo isso, me dou conta das possibilidades de renúncias capazes de me fazerem escutar. E uma delas é a renúncia ao apocalipse motorizado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existe uma profunda diferença entre andar numa caixa de metal que faz tudo por você, que te engana dando a sensação de movimento em pleno sedentarismo, e se movimentar a pé ou de bicicleta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando nos movemos por nós mesmos fazemos o uso dos cinco sentidos, ampliamos o estado de alerta, a capacidade de perceber o outro, de conversar e de se envolver. Enquanto o automóvel nos desliga das relações humanas mais básicas (quem nunca xingou ou teve ganas atrás de um volante e desejou o mal do outro coisificado à sua frente), andar a pé ou de bike possibilita a atenção e o encontro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este estado especial de alerta abre olhos usualmente fechados em - e por - nossa sociedade motorizada. Abre olhos de percepção de si e dos outros, expande a capacidade de apreender o entorno. Neste sentido é muito coerente o conselho bíblico de falar e ensinar enquanto no caminho, enquanto se movimenta (Deut. 6:7).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais que os sentidos conhecidos, andar, pedalar e caminhar como que permite o uso de uma espécie de sexto sentido, capaz de ouvir com a alma e com o coração, de conversar consigo mesmo, de ouvir a si mesmo e de conversar com Deus, e ouvir a Deus e de por vezes estar ali ouvindo a conversa da nossa alma, da nossa psiquê com Deus e, na posição de platéia, aprender deste diálogo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As facilidades da modernidade criam paradoxos contraprodutivos, disso já se sabe, e no carro se percebem alguns deles. A solidão do volante, dificilmente vira solitude, a rapidez do deslocamento, atrasa o encontro consigo próprio e o rádio ligado freqüentemente fecha os ouvidos para escutar a Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por que na rua com Deus? Por que é lá que Ele está. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deus não habita em estruturas construídas pelas mãos dos homens. Sejam estas de metal, de tijolos ou imateriais. Deus é livre, vai aonde quer e sopra aonde quiser. Não se deixa encarcerar nem manipular, Ele é. E onde melhor para encontrá-lo que na ausência de paredes? Do que no suave barulho da brisa que toca o rosto? No calor que queima a pele?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para percebe-lo é preciso estar atento. Somente a pé ou de bicicleta a gente é capaz de se mover e estar assim atento. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não que a bike seja mágica, a gente pode produzir pequenos espaços de alienação quando anexa a ela periféricos que nos distraem e desconectam, comparáveis ao rádio ligado no carro, como o Ipod ou mp3 na bicicleta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que escrevo nesse blog muitas vezes vem dessas caminhadas ou bicicletadas. Aqui registro o que ouço e vejo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para terminar, posso contar o que me chamou a atenção para isso pela primeira vez. Lá pelos anos 70 eu ouvi ópera Rock TOMMY (disco - 1969 e filme - 1975), do THE WHO. Uma das músicas finais trás uma percepção que desde então me tocou. A letra (reproduzida abaixo) diz que o Messias apontou a porta mas ninguém teve a coragem (ou as entranhas ou algo menos educado para postar aqui) de deixar o templo e encontra-lo na rua. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele continua lá, esperando por nós. Enquanto isso a gente acha que encontra algum sentido nas estruturas de culto ao consumo de nossa sociedade, nas religiões ou nos templos móveis sobre quatro rodas e a custo de combustível fóssil. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu fico aqui, buscando ver se consigo me livrar cada dia um pouco mais, e de vez em quando me encontrar "na rua com Deus"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; assista o clipe do THE WHO&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  white-space: pre; font-family:'Lucida Grande';font-size:10px;"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rGa70tVYVKo&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/rGa70tVYVKo&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  white-space: pre;font-family:'Lucida Grande';font-size:48px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  white-space: normal; font-family:Georgia;font-size:16px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color: rgb(34, 34, 34); line-height: 18px; font-family:'Helvetica Neue';"&gt;&lt;pre style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; vertical-align: baseline; margin-top: 1.5em; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.5em; margin-left: 0px; white-space: pre; font: normal normal normal 1em/normal 'andale mono', 'lucida console', monospace; line-height: 150%; "&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Estou livre, estou livre&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;E liberdade tem sabor de realidade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Estou livre, estou livre&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;E estou esperando que você venha me seguir&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Se eu lhe contasse tudo que é preciso&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Para alcançar o ponto mais alto&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Você iria rir e dizer que 'nada é tão simples'&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Mas já lhe foi dito muitas vezes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;O Messias apontou para a porta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;mas ninguém teve a coragem para deixar o templo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Estou livre, estou livre&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;E liberdade tem sabor de realidade&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Estou livre, estou livre&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;E estou esperando que&lt;/span&gt; voc&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;ê venha me seguir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;I'm free -- I'm free,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;And freedom tastes of reality!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;I'm free -- I'm free,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;And I'm waiting for you to follow me.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;If I told you what it takes &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;To reach the highest high,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;You'd laugh and say "Nothing's that simple."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;But you've been told many times before&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;Messiahs pointed to the door&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;And no one had the guts to leave the temple!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;I'm free -- I'm free,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;And I'm waiting for you to follow me.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;I'm free -- I'm free,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;And I'm waiting for you to follow me.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8878424530649560742-1893632055653034324?l=naruacomdeus.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/feeds/1893632055653034324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8878424530649560742&amp;postID=1893632055653034324&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/1893632055653034324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/1893632055653034324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/2008/08/na-rua-com-deus-de-bicicleta.html' title='NA RUA COM DEUS... DE BICICLETA.'/><author><name>Claudio Oliver</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09700780920094274853'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8878424530649560742.post-5530584899813162236</id><published>2008-08-04T07:45:00.016-03:00</published><updated>2008-08-11T13:11:35.547-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cacerola de teflón'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bicicletada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bem-comum'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bicicletas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ignacio Copani'/><title type='text'>Panelas de Teflon ... nada adere, nada fica, tudo vai</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vivemos a sociedade dos direitos... pior, dos direitos i-n-d-i-v-i-d-u-a-i-s, assim mesmo, separadinho, pois que desde que a modernidade inventou tal conceito fomos nos &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SJi1Y8yOE7I/AAAAAAAAAPg/fSz0CRv9DvY/s1600-h/10106+Lanco+King+Duck+lr.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 109px; height: 146px;" src="http://bp3.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SJi1Y8yOE7I/AAAAAAAAAPg/fSz0CRv9DvY/s200/10106+Lanco+King+Duck+lr.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231130407429084082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;tornando - e nos "tronando", pois que além de indivíduo cada um virou rei de seu mundinho - seres separados e particularmente animados por nossos sonhos egocêntricos. Alguns mais egos e mais reis que outros, é verdade, mais cheios de direitos que os outros, e mais certos de que seus interesses podem ser atacados, ou meramente ameaçados, pelo outro, e que precisam por isso  ser "carnivoramente" defendidos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Suspeito cá com meus botões o quão em desuso ficaria uma declaração universal dos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;DEVERES&lt;/span&gt; do ser humano.&lt;br /&gt;Em particular, na categoria daqueles com mais senso de direitos ameaçados está a classe média, sempre pronta a pular e protestar, quanto mais vai se vendo parecida com aquela "gentinha lá de baixo" que nos últimos anos, seja por alguma inclusão ou melhoria, seja pela proletarização da tal classe média, foi ficando "incomodamente" próxima.&lt;br /&gt;A classe média reclama muito.&lt;br /&gt;Reclama muito aqui, reclama muito na Venezuela onde o doidinho do Chaves decidiu que eles tinham que pagar imposto (ora que absurdo) e de modo particular, tem reclamado muito na Argentina.&lt;br /&gt;O texto de hoje aliás é inspirado de lá.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SJi14GDlWrI/AAAAAAAAAPo/FIkwdypi1xc/s1600-h/cacerolazo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SJi14GDlWrI/AAAAAAAAAPo/FIkwdypi1xc/s200/cacerolazo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231130942493776562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ficaram famosos nos últimos anos os "cacerolazos" ou panelaços, como chamamos aqui. Com pessoas na rua, protestando contra o corralitos e outras demandas vividas por eles. Ultimamente  de lá se ouviram panelaços intensos, em apoio aos fazendeiros produtores de carne e grãos que tiveram limitadas algumas opções de venda. Nas zonas mais abastadas de Buenos Aires a classe média alta saiu às ruas em apoio aos produtores, muitos deles envolvidos com mão de obra escrava, exploração de ervateiros, pagando salários de fome e coronéis de suas regiões. Muito barulho foi feito, e a derrota do governo celebrada.&lt;br /&gt;Não conheço a família Kirschner, nunca os vi, e acho mesmo que o gosto político e pessoal deles é no mínimo duvidoso. Não tenho nada com isso e nem entendo de política Argentina. Mas de lá um cantor, Ignácio Copani, a partir da observação desta situação, escreveu uma belíssima canção cuja letra traduzo abaixo.&lt;br /&gt;Nesta canção, ele faz um questionamento, que na verdade é o centro deste texto: &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;O que nos leva a protestar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ele lembra na canção de quando não ouviu o som das panelas durante a ditadura militar, contra os assassinatos políticos, a favor dos pobres, das lutas coletivas por preservação de meios de produção argentino, de quando alguns que caíram em protestos, como o &lt;a href="http://naruacomdeus.blogspot.com/2008/08/o-anjo-da-bicicleta-por-enquanto-fica-s.html"&gt;anjo da bicicleta&lt;/a&gt; que morreu e os meninos que ele alimentava ficaram sem ter quem lhes desse pão e amor. Ele lembra como é fácil reclamar e se insurgir por nossos interesses pessoais e como a mesma energia fica represada quando a coisa é pelo bem comum.&lt;br /&gt;O que isso tem a ver conosco?&lt;br /&gt;Uma das conseqüências da relação com Deus é a capacidade de amar o próximo como a si mesmo, levando-nos a considerar o bem do outro até mais importante que nosso conforto. Esta é, ou tem o potencial de ser, uma das conseqüências de seguir o carpinteiro de Nazaré.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SJi3CxzH2II/AAAAAAAAAPw/Qr6YJUlkpXo/s1600-h/explo1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SJi3CxzH2II/AAAAAAAAAPw/Qr6YJUlkpXo/s200/explo1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231132225546213506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por aqui, vimos mulheres de militares há alguns anos batendo panelas; recentemente vimos os fazendeiros e madeireiros usando da força e mobilizando pobres cidadãos domesticados e dominados a se insurgirem pelo direito de desmatar para produzir carne, explorar madeira  ilegal e de usar mão de obra escrava no Pará.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É bem comum vermos categorias com interesses de classe fazendo passeatas pelas ruas do Centro Cívico aqui em Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. Tudo em defesa de mais direitos para os bancários, ou para os carteiros, ou para os professores, ou para mais sei lá quem. No mesmo local vemos da missa dos padres show-man ou dos crentes milagreiros, ao passear dos gays em parada, cada um pelo seu interesse, cada um mostrando sua força pelo bem buscado para sua categoria.&lt;br /&gt;Em meio a isso enxergo outros movimentos no mundo, sem dono e sem chefe, como aqueles que lutam contra a OMC, ou se rebelam diante do grupo do G8, ou das rodadas de negociação da globalização, vejo grupos ecológicos e vegetarianos, lutando pelo bem de todos e inclusive dos que lhes combatem e me pergunto, onde deveríamos estar?&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SJi3sLu_sTI/AAAAAAAAAP4/n4Usm9oN29g/s1600-h/bicicletadacwb.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SJi3sLu_sTI/AAAAAAAAAP4/n4Usm9oN29g/s200/bicicletadacwb.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231132936882860338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho sido parte da &lt;a href="http://bicicletadacuritiba.wordpress.com/"&gt;BICICLETADA&lt;/a&gt;, um desses movimentos sem chefe, que faz duas coisas centrais para imaginar um outro mundo possível: &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;critica a loucura presente&lt;/span&gt;, e com alegria promove a esperança e &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;anima, energizando, a criatividade&lt;/span&gt; necessária para a construção de um outro modo de viver a partir da locomoção auto-propelida. É uma gota d'água no oceano, mas é uma gota pelo bem comum.&lt;br /&gt;A maioria ali está apoiando um movimento para o bem de todos, sem classe, sem partido e sem sindicato. Ao contrário dos grupos classistas, lutamos ali por todos e promovemos algo melhor para todos. Não se está ali para impor outra ordem, mas para dar espaço a todas as ordens.&lt;br /&gt;Na próxima vez que for participar de algo, olhe bem para você e veja por quem seus "sinos dobram".&lt;br /&gt;A proposta cristã tem sido de amar o vizinho como a si mesmo, pensar nele muitas vezes primeiro, buscar a paz para todos e não mostrar sua força sobre todos, como muitas vezes fez a cristandade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Quando os direitos individuais se sentem ameaçados, os temas são outros mas sempre em busca do melhor para nós mesmos, e o melhor talvez seria se em nós o tema que movesse fossem os outros: Outros amigos outros vizinhos, outros filhos, outros netos.&lt;br /&gt;Caso contrário, como diz Copani, talvez seja melhor guardar a panela de teflon no armário da cozinha, deixa-la cozinhando, ou nas bonitas lojas do Shopping Center, ao invés de bate-la com a força da ideologia dominante.&lt;br /&gt;Se nos escutarem, que escutem como sinos que dobram, e se perguntarem , por quem dobram os sinos, saiba, eles dobram por ti e por todos.&lt;br /&gt;Assista aqui o vídeo de Copani e logo abaixo a tradução da letra da canção.&lt;br /&gt;depois saia por ai de Bicicleta ou a pé, e veja como melhorar o mundo ao seu redor.&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/tZemS_7eVNY&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/tZemS_7eVNY&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;CACEROLA DE TEFLON  - Ignacio Copani&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te ouvi... Nos dias do silêncio ensurdecedor&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Não te ouvi junto às mães da dor,&lt;br /&gt;não soaste nem de longe, pelos&lt;br /&gt;pequenos, pelos velhos esquecidos.&lt;br /&gt;Não te ouvi... Pode ser que já não esteja ouvindo bem,&lt;br /&gt;mas nas bordas das rotas de Neuquén,&lt;br /&gt;não te ouvi enquanto matavam pelas costa meu professor&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;E entre nossos cantos desaparecidos&lt;br /&gt;eu jamais ouvi o som de tua tampa resistente,&lt;br /&gt;que resiste em compreender que há&lt;br /&gt;tanta gente que em seus pobres recipientes só guarda uma ilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caçarola de teflón, volta para estante,&lt;br /&gt;que a rua é das panelas militantes,&lt;br /&gt;com valente aroma de panela popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caçarola de teflón, volte aos bazares&lt;br /&gt;ou a soar com os tambores militares&lt;br /&gt;como tantas vezes te escutei soar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te ouvi... quando o ruído das fábricas parou&lt;br /&gt;quando abril seu mar de lágrimas encheu.&lt;br /&gt;Não te ouvi com os parentes do dezembro adolescente, asfixiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te ouvi. Pode ser que meus ouvidos ouçam mal,&lt;br /&gt;mas não escutei na exposição rural,&lt;br /&gt;reclamar pela diária dos peões ervateiros,&lt;br /&gt;pela rentabilidade dos empregados,&lt;br /&gt;pelo tempo vindouro, para que venha para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te ouvi nem te ouvirei porque não há modo&lt;br /&gt;de juntar teu avaro cotovelo com meu aberto coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caçarola de Teflon, volta pra estante&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;dos móveis das casas elegantes&lt;br /&gt;que as cozinheiras vão sentir saudades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Caçarola de Teflon, volte aos bazares&lt;br /&gt;ou a soar nos concertos liberais&lt;br /&gt;como tantas vezes te escutei soar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te ouvi na poente de Kosteki y Santillán&lt;br /&gt;Não te ouvi pelo engenho em Tucumán.&lt;br /&gt;Não te ouvi nos desalojamentos nem nos bairros inundados deste lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te ouvi, na esquina de Rosário que estalou&lt;br /&gt;Quando o anjo da bici se calou&lt;br /&gt;e seus anjos pequeninos ficaram sem comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E jamais te ouvi na vida repicar desde aqui debaixo&lt;br /&gt;por um jovem sem trabalho, à deriva.&lt;br /&gt;Deve ser que desde cima,&lt;br /&gt;desde os pisos mais altos&lt;br /&gt;não se veja nunca o espanto e as feridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caçarola de Teflon, volta pra estante.&lt;br /&gt;Eu fico em uma marcha de estudantes&lt;br /&gt;Onde tu nunca soubestes ressoar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caçarola de Teflon, volta aos bazares&lt;br /&gt;ou a encher-te dos mais ricos manjares&lt;br /&gt;que na rua não se costumam encontrar.&lt;br /&gt;Caçarola de Teflon, vai …cozinhar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8878424530649560742-5530584899813162236?l=naruacomdeus.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/feeds/5530584899813162236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8878424530649560742&amp;postID=5530584899813162236&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/5530584899813162236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/5530584899813162236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/2008/08/panelas-de-teflon-nada-adere-nada-fica.html' title='Panelas de Teflon ... nada adere, nada fica, tudo vai'/><author><name>Claudio Oliver</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09700780920094274853'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SJi1Y8yOE7I/AAAAAAAAAPg/fSz0CRv9DvY/s72-c/10106+Lanco+King+Duck+lr.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8878424530649560742.post-3490574090179309302</id><published>2008-08-02T08:10:00.010-03:00</published><updated>2009-01-28T14:57:01.941-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Massa Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bicicletas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='serviço'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='POcho Lepratti'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pochormiga'/><title type='text'>O ANJO DA BICICLETA</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style="white-space: pre;font-family:arial;font-size:11;"&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="color: rgb(51, 51, 51); white-space: normal;font-family:'Trebuchet MS';font-size:13;"&gt;&lt;p   style="margin: 0px; text-align: justify; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-weight: bold;font-size:130%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;ABAIXEM AS ARMAS, QUE AQUI SÓ TEM GAROTOS COMENDO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p   style="margin: 0px; text-align: justify; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-weight: bold;font-size:130%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 147px; height: 182px;" src="http://bp3.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SJRc7IJB5fI/AAAAAAAAAOg/Ez6fMcH74WQ/s200/che-bike.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229907238151382514" border="0" /&gt;&lt;p   style="margin: 0px; text-align: justify; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;Andar de bicicleta, em uma ciclovia curva e que leva nada a lugar nenhum, somente pelo lazer e desfrute, pode ser um hábito saudável e uma forma de desligar do dia-a-dia e do corre-corre. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p   style="margin: 0px; text-align: justify; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;Mas a bicicleta possui um poder e um simbolismo maior para muitos. Para estes, usá-la tem sido uma forma central de resistência, de crítica e de anúncio. Com ela se resiste a sucumbir à cultura auto-destrutiva do automóvel, com ela se estabelecem críticas à sociedade da aparência e da sensação de poder que se tem em montar em um carro e sair por ai com a atitude de dono do mundo, isolado do resto da criação. E com ela se anuncia um outro mundo possível, à mão e disponível para começar a ser vivido já. Ela traduz um jeito de ser e viver, um determinado reencontro com a humanidade e traz a possibilidade de voltar a enxergar os que estão ao lado. Ela é, como dizia Ivan Illich, o veículo da revolução, que se faz nem tão rápida como a pretensão do automóvel, nem tão lenta como a marcha a pé, mas “preferencialmente sobre duas rodas”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p   style="margin: 0px; text-align: justify; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p   style="margin: 0px; text-align: justify; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt; Uma das pessoas que recentemente mostrou esse poder da fraqueza tendo como símbolo a querida 'magrela' foi Claudio Hugo “Pocho” Lepratti (27/02/1966 – 19 de Dezembro de 2001). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; text-align: justify; float: right; cursor: pointer; width: 201px; height: 138px;" src="http://bp2.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SJRetg4yIcI/AAAAAAAAAOw/DCgH6IqHMaU/s200/pocho+con+los+ninos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229909203299213762" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p   style="margin: 0px; text-align: justify; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;Conhecido como o “anjo da bicicleta”, este ativista foi morto em Rosário, Argentina em meio aos protestos que marcaram a grave crise que aquele país passou e que teve seu cume com a renúncia do presidente de La Rua, naquela mesma semana de 2001.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p   style="margin: 0px; text-align: justify; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;Há somente 7 anos atrás a população argentina enfrentava desemprego de mais de 50% de sua população. Fome e miséria faziam parte da realidade de muitos, e como sempre nesses casos, quem mais sofre são as crianças, que têm seu presente oprimido e seu futuro roubado, e os velhos, que têm seu passado desrespeitado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p   style="margin: 0px; text-align: justify; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p   style="margin: 0px; text-align: justify; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;Em meio a esse quadro, um jovem professor de filosofia, um assumido teólogo de rua, um cristão comprometido com a causa do pobre, subia na sua bicicleta e dava de comer, para a alma e para o corpo, a meninos e meninas do bairro pobre, da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Villa Miseria”&lt;/span&gt;, onde decidiu viver para servir. Eis aqui sua história breve.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p   style="margin: 0px; text-align: justify; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style=";font-family:'Times New Roman';font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p   style="margin: 0px; text-align: justify; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;Lepratti nasceu em Concepción del Uruguay, Entre Ríos, e estudou direito entre 1983 e 1985, enquanto ao mesmo tempo era um colaborador dos Salesianos de Dom Bosco. Depois disso ele entrou no seminário salesiano Ceferino Namuncurá em Funes, Santa Fe, como irmão cooperador. Ele estudou filosofia e se tornou professor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p   style="margin: 0px; text-align: justify; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p   style="margin: 0px; text-align: justify; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;Os estudantes do seminário eram levados a visitar lugares próximos com a finalidade de entrar em contato com a realidade do dia-a-dia dos pobre e com eles trabalhar. Lepratti acabou pedindo para estender esta prática para um constante trabalho entre os pobres, mas seus superiores disseram que ele precisava manter seus votos de obediência e se manter estudando. Devido a isso, após 5 anos ali ele decidiu deixar o seminário e foi viver em uma favela, ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Villa Miseria”&lt;/span&gt;, no Barrio Ludueña, Rosário. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p   style="margin: 0px; text-align: justify; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p   style="margin: 0px; text-align: justify; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;Na paróquia liderada pelo padre Edgardo Montaldo, ele criou e coordenou um número grande de grupos de crianças e jovens, organizou excursões, ateliers, etc. Além disso, ele trabalhou como auxiliar de cozinha nas instalações que proviam comida para as crianças pobres da favela, e ensinava filosofia e teologia na escola paroquial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p   style="margin: 0px; text-align: justify; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-weight: bold;font-family:'Times New Roman';font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p   style="margin: 0px; text-align: justify; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;font-family:'Times New Roman';font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;O ASSASSINATO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p   style="margin: 0px; text-align: justify; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p   style="margin: 0px; text-align: justify; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;No fim de 2001, a Argentina estava chegando ao máximo de sua crise econômica, marcada por recessão e desemprego extremo. Em 18 de Dezembro, distúrbios, saques e protestos tomaram o país, chegando até à grande Buenos Aires. O  Presidente Fernando de la Rua ditou um estado de emergência, suspendendo as garantias constitucionais, e começou uma forte repressão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SJRg3Gkbo8I/AAAAAAAAAO4/miY6qpVIfi4/s200/casa+de+pocho.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229911567056479170" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p   style="margin: 0px; text-align: justify; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;Lepratti vivia na &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;'villa miseria'&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt; em Ludueña mas fazia trabalho voluntário diário em uma escola no &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;'Barrio Las Flores'&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;, no sul de Rosário.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="color: rgb(51, 51, 51); white-space: normal;font-family:'Trebuchet MS';font-size:13;"&gt;&lt;p   style="margin: 0px; text-align: justify; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;Em 19 de Dezembro, a polícia de Santa Fé cercou a área da escola para sufocar um protesto que estava crescendo, com piquetes e bloqueios em avenidas próximas. Lepratti e dois outros membros da equipe subiram ao teto da escola para avaliar a situação, e em meio ao tiroteio, eles começaram a gritar para a polícia pedindo o cessar-fogo, dizendo: “Não atirem, aqui só tem garotos comendo”. Naquele momento, um projetil de chumbo de uma calibre 12 partiu da marma do Policial Ernesto Esteban Velázquez e atingiu Pocho na traquéia, o que o levou a morrer antes de chegar ao hospital.&lt;/span&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 171px; height: 146px;" src="http://bp1.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SJRhTXdK5jI/AAAAAAAAAPA/h51v1BZ9pKA/s200/pocho+padre.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229912052625761842" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="color: rgb(51, 51, 51); white-space: normal;font-family:'Trebuchet MS';font-size:130%;"&gt;&lt;p   style="margin: 0px; text-align: justify; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: bold; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Pocho fazia tudo isso montado em sua bicicleta. O meio de ir e vir que permite olhar no olho, ver a face, cumprimentar e ser humano. E que ele usava para ir longe e se manter próximo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="color: rgb(51, 51, 51); white-space: normal;font-family:'Trebuchet MS';font-size:13;"&gt;&lt;p   style="margin: 0px; text-align: justify; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;Sua morte foi um marco para três movimentos: o de mobilidade urbana, o de compromisso com os pobres e o de comunidades cristãs de base. O símbolo de uma bicicleta alada se espalhou, um&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="white-space: pre;font-family:arial;font-size:11;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;anjo subiu em duas rodas e passou a inspirar outros. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p   style="margin: 0px; text-align: justify; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;Leon Gieco gravou um clipe com a música “angel de la bicicleta”, &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="white-space: pre;font-family:arial;font-size:11;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="color: rgb(51, 51, 51); white-space: normal;font-family:'Trebuchet MS';font-size:13;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SJRjPzNUKwI/AAAAAAAAAPY/qBc7opQ_yE8/s200/angel+de+bici.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229914190379232002" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;que você pode assistir aqui abaixo. Poemas, jornais, e a massa crítica em Buenos Aires têm encontrado em sua história e exemplo uma de suas inspirações; a biblioteca Pocho Lepratti virou um marco no movimento social em Rosário. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=RONGLsS91Mw"&gt;Mercedes Sosa&lt;/a&gt; vai gravar a canção em breve em CD ,e um documentário (estou trazendo para o Brasil em algumas semanas&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="white-space: pre;font-family:arial;font-size:11;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="color: rgb(51, 51, 51); white-space: normal;font-family:'Trebuchet MS';font-size:13;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="white-space: pre;font-family:arial;font-size:11;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;), POCHORMIGA, conta sua história.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p   style="margin: 0px; text-align: justify; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="white-space: pre;font-family:arial;font-size:11;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="color: rgb(51, 51, 51); white-space: normal;font-family:'Trebuchet MS';font-size:13;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="white-space: pre;font-family:arial;font-size:11;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SJRiCNN1LFI/AAAAAAAAAPQ/5swYlpRMRC8/s200/pocholepratti.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229912857330920530" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p   style="margin: 0px; text-align: justify; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;E era isso, ele fazia um trabalho de formiguinha, parecia nada, mas aqui estamos nós, discutindo sua vida, exemplo e morte. Mais um santo do dia, mais um anjo, fazendo a revolução, em cima de duas rodas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p   style="margin: 0px; text-align: justify; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;Assim, como uma formiga, cada um de nós pode fazer mais com nossa vida e com nossa energia do que entrar no carro e crer que o maior problema que enfrentamos nela é o engarrafamento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p   style="margin: 0px; text-align: justify; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;Assista aqui o clipe de Leo Gieco.&lt;span class="Apple-style-span"   style="color: rgb(0, 0, 0);   white-space: pre; font-family:arial;font-size:48px;"&gt;&lt;object id="uvp_fop" allowfullscreen="false" height="255" width="400"&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/VgBEb6rmSvw&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/VgBEb6rmSvw&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8878424530649560742-3490574090179309302?l=naruacomdeus.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/feeds/3490574090179309302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8878424530649560742&amp;postID=3490574090179309302&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/3490574090179309302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/3490574090179309302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/2008/08/o-anjo-da-bicicleta-por-enquanto-fica-s.html' title='O ANJO DA BICICLETA'/><author><name>Claudio Oliver</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09700780920094274853'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SJRc7IJB5fI/AAAAAAAAAOg/Ez6fMcH74WQ/s72-c/che-bike.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8878424530649560742.post-4609578873560127621</id><published>2008-07-30T08:24:00.006-03:00</published><updated>2008-07-30T08:50:28.365-03:00</updated><title type='text'>Contra o que lutamos?</title><content type='html'>Um texto bastante conhecido, mais pela beleza literária e poética do q&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SJBQTzmMtEI/AAAAAAAAAOA/KC9LKdDlO6k/s1600-h/armadura.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228767468575306818" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SJBQTzmMtEI/AAAAAAAAAOA/KC9LKdDlO6k/s200/armadura.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ue pela plena compreensão das implicações que o mesmo encerra é aquele que fala da armadura com a qual precisamos estar cingidos para as lutas do dia-a-dia.&lt;br /&gt;Os componentes do kit de sobrevivência para quem deseje passar pela batalha da vida e sobreviver estão ali descritos: verdade, justiça, a mente em estado de alerta quanto ao que seja realmente uma boa notícia e de onde vem a paz (não do poder estabelecido mas da periferia do império), uma inabalável esperança calcada na confiança e credibilidade de Deus, o que nos ajuda a combater o “realismo” dominante que tenta cooptar ou domesticar o possível, a restauração de áreas outrora caóticas de nossas vidas; o manejo e o conhecimento da Palavra de Deus feito com expertise e arte; a prática da oração e da súplica por si e por outros como forma de manter-se em posição adequada de humildade e dependência.&lt;br /&gt;No entanto, e apesar de estas já serem em si orientações extremamente relevantes, é no foco da luta da vida que eu gostaria de gastar um tempo hoje.&lt;br /&gt;O texto diz que nossa luta não é contra sangue e carne. Isso quer dizer que quando nos damos conta de contra quem lutamos, chegamos à conclusão de que nenhum ser humano é, ou pode ser considerado, o objetivo contra o qual lutamos. Eleger inimigos, sejam eles pessoais ou genéricos, dando a eles nomes próprios ou de grupos (homosexuais, direitistas, esquerdistas, machistas, patrões, sindicalistas, conservadores ou liberais) é perder de vista o ponto e simplificar a luta ao rótulo que alguém ostenta e errar o alvo.&lt;br /&gt;Meu inimigo nunca é meu irmão, seja ele quem for. Mesmo que ele se considere meu inimigo, mesmo que ele ou ela pessoalmente me odeiem.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SJBStHJ9gXI/AAAAAAAAAOI/WJ9AjXglRZE/s1600-h/ghost.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228770102345564530" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SJBStHJ9gXI/AAAAAAAAAOI/WJ9AjXglRZE/s200/ghost.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O texto diz: nosso alvo são "poderes e autoridades"; em grego &lt;em&gt;archia&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;exousia&lt;/em&gt;. Para deixar mais claro diz “contra os dominadores deste mundo tenebroso” e mais “contra forças espirituais do mal”. Quando chega nesse ponto o passo mais fácil é dar um pulo e espiritualizar tais conceitos e começar a caçar fantasmas e capetas em tudo que é armário. Vamos com calma.&lt;br /&gt;Tudo tem lá a sua espiritualidade, um sopro que anima cada coisa, e esse sopro pode ser para a vida ou para a morte. A maior bobagem é tentar entender o mundo sem a compreensão de que o que nos anima é sempre uma forma de espiritualidade. A busca de consumo desenfreado, a luta de poder e o prazer a qualquer custo são demonstrações de valores animadores, de um convencimento de que a vida é para ser consumida, usufruída e uma fonte de prazer egoísta. Isso é uma espiritualidade. E anima o mercado, governos e o marketing, basta olhar.&lt;br /&gt;O texto nos lembra que nossa luta não é contra o dono do supermercado, contra a pessoa do político ou o marqueteiro. Nossa luta, e ela existe, é contra o sistema que torna possível tal estado de coisas, animado por um tipo de espiritualidade destrutiva e corrosiva, além de antropocêntrica e insustentável. &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É o sistema que torna tal estado de coisas que é nosso alvo de luta. É seu desmantelamento que promovemos, e não sua melhoria. Nesse sentido o chamado cristão é e sempre foi revolucionário, indesejável e ameaçador. &lt;a href="http://bp2.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SJBTQIa08fI/AAAAAAAAAOQ/snPNqvzg01E/s1600-h/global_warming.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228770703980163570" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SJBTQIa08fI/AAAAAAAAAOQ/snPNqvzg01E/s200/global_warming.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O sistema de poder e domínio que controla o mundo, que induz ao uso de transportes poluentes, que consome hoje sem levar em consideração o futuro de filhos e netos, que enfeia tudo e borra toda arte, beleza, harmonia e poesia, que reduz a cultura ao entretenimento, que escolariza crianças para se tornarem servos do mercado e recursos consumíveis numa roda viva de busca de dinheiro, que joga uma massa de adolescentes e jovens na apatia e no adormecimento, que considera a violência, contra o cidadão ou contra o bandido ou o do outro time, como algo banal e justificável, que afasta mães e pais de seus filhos oferecendo “cuidados” integrais para que aqueles continuem uma vida de escravidão ao trabalho, que transforma a tudo e a todos em commodities e que no fim de tudo oferece um carnaval ou uma religião do “pare de sofrer e ganhe sempre”, que acha tudo desnecessário e radical desmerecendo a alternativa, ora perseguindo-a ora tratando com descaso, que come carne demais e cozinha de menos, esse sistema é que deve ser combatido.&lt;br /&gt;Da mesma forma a igreja combateu os valores e espiritualidade do Império Romano, da mesma forma os profetas combateram os sistemas dos reis de cada época, do mesmo modo os artistas denunciaram as ditaduras e cantaram seu fim. Somos chamados a nos insurgir e viver em desacordo com os poderes e autoridades deste mundo tenebroso, super aquecido, poluído e dominado pelo mercado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;S&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SJBVLCibLgI/AAAAAAAAAOY/zSbNPXw7p9k/s1600-h/shanes-photo-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228772815525326338" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SJBVLCibLgI/AAAAAAAAAOY/zSbNPXw7p9k/s200/shanes-photo-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;omos chamados a, em meio à pressão para consumir, sermos moderados, em meio à busca de prazer, praticar a renúncia, em meio à pressa, andar de bicicleta e a pé, quando pressionados a viajar, aprender a ficar, quando o caminho fácil for o video-game, reaprender a brincar com o filho, desligar a TV e passear no quarteirão. A dizer não obrigado ao governo e às autoridades e cuidar de nossa própria vida com nossa própria força e autopropulsão.&lt;br /&gt;A entender que o que precisamos não é de mais, é de menos, e que uma nova espiritualidade está ao alcance da mão, e dela podemos receber a animação para a vida.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8878424530649560742-4609578873560127621?l=naruacomdeus.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/feeds/4609578873560127621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8878424530649560742&amp;postID=4609578873560127621&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/4609578873560127621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/4609578873560127621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/2008/07/contra-o-que-lutamos.html' title='Contra o que lutamos?'/><author><name>Claudio Oliver</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09700780920094274853'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SJBQTzmMtEI/AAAAAAAAAOA/KC9LKdDlO6k/s72-c/armadura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8878424530649560742.post-1884663894719087759</id><published>2008-07-23T08:06:00.006-03:00</published><updated>2008-07-23T08:37:11.354-03:00</updated><title type='text'>Um dia de Funeral</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SIcXwDeFAUI/AAAAAAAAANg/8T8Ph_4-zVw/s1600-h/funeral-procession1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226172006919373122" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SIcXwDeFAUI/AAAAAAAAANg/8T8Ph_4-zVw/s200/funeral-procession1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há um ano escrevi este texto, em 10 de Julho de 2007. Achei que, passado um ano, seria interessante reler e ajudar a alguns a entender o contexto do que vivemos por aqui.&lt;br /&gt;Se servir de algo para alguém, ficarei feliz.&lt;br /&gt;Abraço&lt;br /&gt;Claudio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Por que vir à igreja no Domingo de manhã?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que vir à igreja no Domingo de manhã?&lt;br /&gt;Por que se dedicar a obras sociais, às artes, a fazer o bem ou embelezar o mundo ou cuidar sustentável e ecologicamente das coisas?&lt;br /&gt;Por que criar filhos melhores do que nós, tentar ter casamentos e administrar a vida de forma saudável?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As respostas que recebo geralmente soa um reto-tono, Por que me sinto bem, porque me faz sentir parte do corpo, porque alimenta minha fé, porque Deus fala comigo, porque sou edificado, porque aumenta minha visão... e por ai vai&lt;br /&gt;O que percebo? à EU , EU, EU&lt;br /&gt;Mesmo quando ouço “nós”, a maioria das vezes é um nós com sotaque de Eu.&lt;br /&gt;O que poderia ser uma boa Razão para nós, deveria estar calcado em nossa fé. Mas fé em quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria das boas pessoas do mundo tem fé.&lt;br /&gt;Fé em um ideal, em um mundo melhor, um desejo de bem e uma cornucópia metafísica de possibilidades. Sinceramente, estes ideais, desejos e sonhos, por mais belos que sejam, por mais puros e cheios de boa intenção, apresentam pouca consistência comparados à materialidade do mal, à realidade das sombras, do egoísmo, do autoritarismo e dos poderes que nos cercam opressivamente na forma de governos, autoridades e do mercado.&lt;br /&gt;Diante de tais forças, o idealismo ganha não mais que tapinhas nas costas e uma sensação temporária de consciência e merece ser chamado realmente de falsa consciência.&lt;br /&gt;Calcar nossa ação no desejo de uma vida melhor é só isso: Falsa consciência e auto-engano, e se a razão for de natureza religiosa só resta chamá-la pelo nome: falsa crença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cristianismo, desde sua origem, se mostrou distinto de tudo que ai está por um motivo básico: A razão de nossa fé está atrás e não à frente de nós. Não é nem mesmo a Nova Jerusalém ou o Céu, uma coroa ou uma cidade idílica, que moveu à frente os cristãos desde o princípio, nunca foi. Só a religião da cristandade, fundada no idealismo de Platão, lançou para frente e de maneira idílica e desencarnada, o motivo que originalmente esteve sempre atrás do ponto de vista histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa razão está descrita em I Cor. 15 e é só uma: JESUS RESSUSCITOU!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que quer dizer isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos o texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;1-8 Irmãos, quero lembrar-lhes o evangelho que lhes preguei, o qual vocês receberam e no qual estão firmes. Por meio deste evangelho vocês são salvos, desde que se apeguem firmemente à palavra que lhes preguei; caso contrário, vocês têm crido em vão. Pois o que primeiramente a lhes transmiti foi o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou no terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Pedro e depois aos Doze. Depois disso apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, a maioria dos quais ainda vive, embora alguns já tenham adormecido. Depois apareceu a Tiago e, então, a todos os apóstolos; depois destes apareceu também a mim, como a um que nasceu fora de tempo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondendo à primeira pergunta:&lt;br /&gt;A partir da subida do Senhor Jesus aos céus, os primeiros cristãos, bons judeus que iam à sinagoga todo sábado e ao Templo para orar sentiram que faltava algo, que o que haviam testemunhado era muito grande.&lt;br /&gt;O que nos faz sair de casa e ir encontrar os amigos, celebrar com estranhos e parar tudo e decretar feriado? O dia da independência, o descobrimento, a república.&lt;br /&gt;Pois estes cristãos estavam diante de algo maior que tudo isso e com mais provas concretas e materiais que a descoberta do Brasil. (que, aliás, foi achado e não descoberto...)&lt;br /&gt;O amigo deles, seu líder, foi preso como preso político, torturado, crucificado, exaurido de seu sangue, baixado por alguns deles, esfriou, ficou roxo, duro, foi colocado em uma sepultura, ficou três dias lá e depois saiu andando, comeu com eles, ficou aparecendo por 40 dias, convivendo, dando instruções, abraçando, cozinhando para eles, e depois se reuniu com 500 deles para se despedir e subiu ao céu flutuando, e eles viram!&lt;br /&gt;Tinham de marcar uma data e um feriado, mas uma vez por ano era pouco, uma vez ao mês não dava, toda semana era melhor, logo de manhã, para lembrar, contar esta mesma história, inúmeras vezes, e se alegrar e animar uns aos outros diante de uma crescente oposição e começar a viver animados pelo que havia acontecido, mudando sua relação com dinheiro, posses, casamentos, prioridades.&lt;br /&gt;Como o tempo passa e as novas pessoas chegam, eles foram espalhando a história e demonstrando aqui e ali, com sinais e prodígios, com vida alternativa e com curas, com milagres e novas prioridades que o que falavam era de verdade. E nem todos os fins de semana nos últimos dois mil anos seriam suficientes para parar de celebrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, Uma vez que Jesus ressuscitou, eu saio de casa e vou encontrar meus amigos, celebrar, comer junto e não faço mais nada DECRETO FERIADO! E se por força maior sou obrigado a fazer alguma coisa, me lembro que é dia do Senhor, paro onde estiver e celebro. Por que um outro mundo é possível e está atrás de mim, e não num desejo lançado à frente de forma idealista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;11 Portanto, quer tenha sido eu, quer tenham sido eles, é isto que pregamos, e é isto que vocês creram.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Agora o que acontece quando eu não vou me reunir no Domingo de manhã? Nem me envolvo com nada? Nem me transformo diante das demandas do mercado, do estado e da sociedade? Na prática só tem uma resposta, oposta à anterior: é por que, independente mesmo de meu assentimento com o fato histórico da ressurreição, para mim, Jesus não ressucitou. Pois se ele não ressuscitou, para quê tomar minha cruz a cada dia e seguir? Se ele não ressuscitou, para que priorizar parar minhas atividades e estar com os irmãos? Para quê me envolver com um mundo melhor? Para quê ser ético?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;12 - 14 Ora, se está sendo pregado que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como alguns de vocês estão dizendo que não existe ressurreição dos mortos? Se não há ressurreição dos mortos, nem Cristo ressuscitou; e, se Cristo não ressuscitou, é inútil a nossa pregação, como também é inútil a fé que vocês têm.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E tem mais uma implicação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;15 Mais que isso, seremos considerados falsas testemunhas de Deus, pois contra ele testemunhamos que ressuscitou a Cristo dentre os mortos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;E mais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;17 E, se Cristo não ressuscitou, inútil é a fé que vocês têm, e ainda estão em seus pecados.&lt;br /&gt;Sabe como deve ser visto alguém que se envolve nisso tudo por qualquer outra razão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19 Se é somente para esta vida que temos esperança em Cristo, somos, de todos os homens, os mais dignos de compaixão. 30-32 Também nós, por que estamos nos expondo a perigos o tempo todo? Todos os dias enfrento a morte, irmãos; isso digo pelo orgulho que tenho de vocês em Cristo Jesus, nosso Senhor. Se foi por meras razões humanas que lutei com feras em Éfeso, que ganhei com isso? Se os mortos não ressuscitam,“comamos e bebamos,porque amanhã morreremos”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bem irmãos, e nossa igreja? E como será nossa construção? O que tenho eu a dizer a partir destas coisas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser humano tem uma atração pela estabilidade, que na minha cabeça só pode ser explicada pela nossa atração pela morte, o estado mais estável e final da entropia que nos devolve ao caos.&lt;br /&gt;E hoje eu acho que chegou a hora de fazer algo que está para ser feito desde Fevereiro de 2005 em meu coração. Dirigir um funeral. &lt;a href="http://bp2.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SIcWlz-uXPI/AAAAAAAAANQ/JOUwzHtwrg8/s1600-h/funeral-procession.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SIcWlz-uXPI/AAAAAAAAANQ/JOUwzHtwrg8/s1600-h/funeral-procession.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma igreja tem sempre duas opções: Ser um organismo ou ser uma organização. Mesmo sendo as duas coisas, ela deve decidir o que é. Desde o começo dizemos dessa aqui ser um organismo, e agimos assim. Todo organismo nasce e cresce.&lt;br /&gt;A igreja do Caminho nasceu evangélica, olhe ai nas costas de sua cadeira branca (para quem conhece nossas cadeiras). Logo, adolesceu Vineyard, passou sua &lt;a href="http://bp2.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SIcRn1-G0BI/AAAAAAAAANA/vKrDR48zRbo/s1600-h/vespa+cotesia+flavipis+morde+lagarta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226165268786892818" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SIcRn1-G0BI/AAAAAAAAANA/vKrDR48zRbo/s200/vespa+cotesia+flavipis+morde+lagarta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;crise de adolescência, se reproduziu como Do caminho e atua no mundo como Casa da Videira.&lt;br /&gt;Há dois anos eu avisei que a vespa tinha mordido a lagarta (se você não entende a metáfora eu explico&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8878424530649560742#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;), e que uma nova vida se gerava dentro dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pessoalmente fui assumindo minha auto-excomunhão do meio evangélico. Já avisei algumas vezes e vou repetir: não sou evangélico, fui, não quero ser e nem serei. Não quero ficar explicando o mal comportamento, a sede de poder, as esquisitices e as maluquices de pseudo apóstolos, auto-proclamados teólogos e mentores espirituais, teólogos arrogantes desconectados da vida real, políticos da bancada evangélica (eu não tenho bancada mesmo e se tivesse seria composta de gente como o Gabeira e a Heloisa helena, a marina Silva e o Saturnino Braga, mas nem pra isso eu ligo como anarquista).&lt;br /&gt;Sigo Jesus, dê você o nome que quiser a isso. E sigo esse crucificado, morto na cruz como perigoso inimigo do Estado, que demonstrou ser o Filho de Deus e salvador do mundo ao ressuscitar dentre os mortos, que venceu o diabo e suas hostes na cruz, que riu-se da morte na vitória do Domingo, que mostrou, na sua vida materialmente ressuscitada, que outro mundo é possível; subiu aos céus diante de 500 testemunhas, que deram sua vida por dizerem que viram o que viram e tocaram quem tocaram; que enviou seu Espírito Santo como consolador e presença em nós até que ele volte e sejamos restaurados completamente, uns pela ressurreição, outros pela transformação de seus corpos. Chame isso do nome que quiser, é nisso que creio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coletivamente, creio no corpo de Cristo, sua noiva, sua Igreja. Que devido a essa ressurreição, vive como se já tudo houvesse acabado, que não tem preguiça de se reunir, nem preguiça de trabalhar , nem preguiça de se comprometer com algo mais que seu ventre e seus apetites. Que busca sinergia para fazer diferença e anunciar esta mesma coisa: Um outro mundo é possível por que Jesus ressuscitou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, mesmo não mudando de nome, nem de estatuto, nem deixando de ter culto aqui no domingo que vem, hoje é dia de funeral. A igreja do caminho, a que foi, morre aqui. Não tem volta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;33 -34 Não se deixem enganar: “As más companhias corrompem os bons costumes”. Como justos, recuperem o bom senso e parem de pecar; pois alguns há que não têm conhecimento de Deus; digo isso para vergonha de vocês.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;O modelo inicial deste organismo deu o que tinha para dar, sinais de vida se apresentam numa intensidade enorme nos últimos dois anos de gravidez. De artes, crianças, bazares, festas, alegria, sabões, danças de salão, feiras orgânicas, casamentos e nascimentos, crianças melhores que nós e que fazem delícias caseiras, almoços, projetos, estudos, grupos, amizades, coisas lindas, reciclagem, costura, marcenaria, discipulado e educação, Brado, dança portuguesa, projetos, exposições, filmes e passeios. Estas coisas são sinais da ressurreição, é vida incorruptível. E como diz a &lt;span &gt;Bíblia&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;53-54 Pois é necessário que aquilo que é corruptível se revista de incorruptibilidade, e aquilo que é mortal, se revista de imortalidade. Quando, porém, o que é corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal, de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: “A morte foi destruída pela vitória”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;e diante de olhar destas coisas&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;55 -57 “Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu aguilhão?” O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a Lei. Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;A palavra final se dá no último versículo do capítulo, uma dobradiça e um exemplo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;58 Portanto, meus amados irmãos, mantenham-se firmes, e que nada os abale. Sejam sempre dedicados à obra do Senhor, pois vocês sabem que, no Senhor, o&lt;br /&gt;trabalho de vocês não será inútil.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Interessante notar o próximo versículo (lembre que esta é uma carta sem divisões artificiais em capítulos e versículos):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;16:1-2 Quanto à coleta para o povo de Deus, façam como ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana, cada um de vocês separe uma quantia, de acordo com a sua renda, reservando-a para que não seja preciso fazer coletas quando eu chegar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Diante de um assunto tão espiritual, Paulo cai no assunto prático e segue em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que isso quer dizer e o que quero fazer hoje?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se para você faz sentido isso que falei, eu peço que reconsidere sua vida. Se está tudo bem e certo, ótimo. Se seu motivo é a ressurreição, excelente. Se quiser participar do novo nascimento que ai está, vamos neste novo organismo, mesmo com o mesmo nome, ainda que temporariamente. Peço-te uma coisa, enterre o passado.&lt;br /&gt;A IEDC morreu, A comunidade de Cristo morreu, a Vineyard do Caminho morreu, e não vão voltar. Temos isso aqui, uma igreja que vai passar a celebrar todo domingo um único assunto, que anuncia uma única coisa: Nosso Deus viveu, foi torturado e morto. Sepultado. Viveu de novo e mostrou que a possibilidade é real e concreta e nisso nos sustentam uma enorme quantidade de testemunhas, e quando duvidamos, seu Espírito Santo vem nos socorrer com intervenções milagrosas, coincidências, encontros e prodígios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quiser seguir adiante, levante-se em sinal de respeito ao bom organismo que, morto, se vai, deixando-o para trás. E levante-se em sinal de compromisso com Jesus e com Deus, com a ressurreição. Levante-se em sinal de abandono de sua vida egoísta, levante-se para assumir uma vida sem exigências com Deus, mas de compromisso. Levante-se em sinal de feriado, de nova vida, de colocar de novo em prioridade estar com os irmãos e viver a celebração do ressuscitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Jesus não ressuscitou, não se levante, ninguém é obrigado a crer.&lt;br /&gt;Se não quiser se comprometer com prioridade, fique ai. Se quiser o que já conhece, uma vez que aqui não o terá, fique em paz, você não está errado, está só no lugar errado.&lt;br /&gt;Estou plantando de maneira assumida, a aprtir desse momento, outra igreja, mesmo que o endereço seja o mesmo, o lugar o mesmo, e algumas pessoas sejam as mesmas. Mas o sorriso é outro, o compromisso é outro e a mensagem ainda mais clara e única, com vidas e palvras: Jesus ressuscitou e voltará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você decide se quer ser parte dessa nova plantação, se não quiser, só mande um bihetinho, ou um recado por alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer caminhar junto? Bem-vindo. Quer ficar na sua? Faça um favor a você mesmo: busque um lugar onde você não vá sofrer, em que terá suas necessidades atendidas e satisfeitas. Aqui estaremos ocupados e vivendo austeridade, celebrando, buscando descobrir maneiras relevantes de proclamar a ressurreição e trabalhando duro, e para variar sem dinheiro e dependendo de Deus. Não para sermos bonzinhos, isso nos tornaria dignos de compaixão. Mas buscando a maturidade, e esperando a volta final de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;I cor. 15: 21-29 Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dentre aqueles que dormiram. Visto que a morte veio por meio de um só homem, também a ressurreição dos mortos veio por meio de um só homem. Pois da mesma forma como em Adão todos morrem, em Cristo todos serão vivificados. Mas cada um por sua vez: Cristo, o primeiro; depois, quando ele vier, os que lhe pertencem. Então virá o fim, quando ele entregar o Reino a Deus, o Pai, depois de ter destruído todo domínio, autoridade e poder. Pois é necessário que ele reine até que todos os seus inimigos sejam postos debaixo de seus pés. O último inimigo a ser destruído é a morte. Porque ele “tudo sujeitou debaixo de seus pés”c. Ora, quando se diz que “tudo” lhe foi sujeito, fica claro que isso não inclui o próprio Deus, que tudo submeteu a Cristo. Quando, porém, tudo lhe estiver sujeito, então o próprio Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, a fim de que Deus seja tudo em todos.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8878424530649560742#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Referência a certas vespas utilizadas para o controle biológico de pragas de lagarta e que mordem as lagartas, que seguem vivas por um tempo e depois vão parando até morrer e virarem elas mesma um casulo onde se desenvolvem novas vespas, que um dia rompem a casca e saem voando.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8878424530649560742-1884663894719087759?l=naruacomdeus.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/feeds/1884663894719087759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8878424530649560742&amp;postID=1884663894719087759&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/1884663894719087759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/1884663894719087759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/2008/07/um-dia-de-funeral.html' title='Um dia de Funeral'/><author><name>Claudio Oliver</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09700780920094274853'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SIcXwDeFAUI/AAAAAAAAANg/8T8Ph_4-zVw/s72-c/funeral-procession1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8878424530649560742.post-5164286928072174290</id><published>2008-07-18T09:58:00.009-03:00</published><updated>2008-07-18T10:14:57.213-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mercado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empregabilidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='confiança'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ídolos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mitos da sociedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='idolatria'/><title type='text'>Imagem é TUDO</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style="color: rgb(51, 51, 51);   font-family:'Trebuchet MS';font-size:13px;"&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 10px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Isaías 41:21-29 e 44:9-17&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; min-height: 15px; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SICVVMXZtOI/AAAAAAAAALg/0CzEJQMVIhg/s200/imagem+espelho.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224339759078946018" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 10px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;A etapa presente da história poderia se caracterizar pela expressão “Imagem é tudo”. Vale muito pouco o que se é, e muito o que se parece ser. Neste sentido é mesmo um mundo de ilusão. Mas por cada imagem produzida, a maioria das pessoas se dispõe a lutar para que a mesma seja mantida. Pior, por cada imagem &lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 10px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;a pessoa se dispõe a trabalhar, se esforçar, dedicar mente e coração, tempo e dinheiro.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 10px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Sem perceber, a imagem criada, de si, da sociedade, dos sistemas filosóficos, dos sistemas políticos - cada construção feita - vai tomando conta de nós e por elas trabalhamos, nos esforçamos, dedicamos mente e coração, tempo e dinheiro.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 10px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Mas o que é essa dedicação de tempo, dinheiro, emoções, intelecto, empenho e trabalho?&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 10px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Isto é conhecido como adoração, que se traduz na dedicação total àquilo que considera-se como superior a si mesmo, logo a quem voluntariamente me subordino. &lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 10px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Uma visão simplista busca qualificar como ídolos e imagens somente às esculturas e pinturas, o que nos faz  lembrar do Taleban quando, por zelo religioso, explodiu os budas gigantes no Afeganistão. A obsessão e o reducionismo a combater tais coisas demonstra somente a incapacidade de perceber que não é a escultura que precisa ser desmascarada, mas o que ela representa é que é o verdadeiro ídolo. Sendo assim, o altar a ser destronado e destroçado é o do coração, onde se aninham os ídolos&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;1&lt;/span&gt; que nos dominam a vida.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 10px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Os ídolos são bem mais que suas simples representacões esculpidas, pintadas ou na forma de logomarca. Eles possuem características peculiares e que podem ser reconhecidas a partir do texto de Isaías citado no subtítulo. A primeira delas é que os ídolos tem o hábito de dizerem poder prever conseqüências futuras caso não sigamos seu sistema de valores e de estabelecerem explicações sobre o passado que demonstrem sua superioridade. São especialistas em futuro e passado, usando lógicas próprias que lhes garantam o domínio presente. Outra é que os ídolos gostam de prometer o melhor para depois, e pedem por isso a sujeição do hoje baseada em suas promessas.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 10px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Observe alguns dos ídolos presentes: o mercado, a beleza, o dinheiro, a influência, o desenvolvimento, o progresso, a carreira, o reconhecimento público; ou alguns dos ídolos anteriores: o estado, os sistemas políticos, o partido, o pensamento científico, o materialismo.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 10px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;São alguns exemplos de coisas pelas quais as pessoas empenham a vida e os recursos que possuem, que prometem um futuro melhor, que explicam como o passado clamava por eles que agora chegaram, e que sem eles agora tudo daria errado, que assim nos fazem temer perde-los – pense no seu emprego - e que Deus desafia em Isaías 41:23 “Façam alguma coisa, boa ou má, para que nos rendamos, cheios de temor”.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 10px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Isso mesmo, por que nem mesmo ao fazer o mal tais ídolos tem conseguido manter a palavra final, independente de todas as desgraças que causam, a história demonstra que mesmo ai, mesmo coisas terríveis como o nazismo ou o Stalinismo, o sistema feudal ou a escravidão no Brasil, acabam perdendo seu poder absoluto e mostrando que nem mesmo seu mal é permanente.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 10px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;O problema com a falsidade dos ídolos não reside em que eles sejam inexistentes, mas em que não são os deuses que afirmam ser. A Bíblia não nega sua existência, como seria ridículo negar a existência das coisas acima citadas. O que ela nega-lhes é o altar, é o poder de determinar nossas vidas, e acima de tudo, de possuir nossa força, sentimentos, tempo, recursos e inteligência; é negado a elas o nosso amor, manifesto em tais coisas.&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  ;font-family:Arial;font-size:10px;"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SICWBsuQSmI/AAAAAAAAALo/8vZ6ylAU4gM/s200/bullas_-_monkey_business.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224340523678976610" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 10px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;No capítulo 44 de Isaías, os ídolos são reduzidos ao que verdadeiramente são: instrumentos, meios, combustível, coisas que deveriam estar a nosso serviço e sob nosso controle enquanto simples coisas, mas sobre os quais, iludidos, depositamos nossas esperanças e gritamos “Salva-me, tu és o meu Deus”. Duvida?&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 10px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Pois na hora que a coisa aperta em quem você confia? De onde espera a solução?&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 10px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;O que ouço das pessoas é que seus problemas acabarão quando tiverem dinheiro, um emprego, ou se entrarem no mercado, ou se não saírem dele, ou se ganharem uma causa na justiça, ou se a lei mudar, se o governo mudar, se a política, a educação ou o partido se tornarem prioridade, se chegar o desenvolvimento, se ganharem uma carreira, se outra ideologia se tornar dominante, seja ela ecológica ou tecnológica. Ao dizermos isso transformamos tais coisas em deuses, ídolos, e nos subordinamos a eles.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 10px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Ao contrário disso a Bíblia nos lembra de dois fatos: que temos uma dignidade implícita que deveria ser um freio em nossa tendência de nos inclinarmos, sujeitarmos e entregarmos a qualquer coisa que nos tome a liberdade, e roube a autonomia. E que temos somente um Deus, um Senhor de onde provêm nossa dignidade, uma vez que fomos criados à sua imagem e semelhança, para que tivéssemos uma relação com Ele, baseada na liberdade e na insubordinação às coisas e na amizade com Ele.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 10px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;As coisas são coisas, podem ser boas ou ruins, usadas ou não, abandonadas, substituídas, superadas, revisitadas, mas são sempre relativas a um tempo, espaço e contexto. Muitas vezes podem ser úteis e delas podemos lançar mão ou não, nada mais, nada menos que isso. E só isso. Não é necessário negar sua existência ou utilidade, ou que se lhes deve negar é o status de deuses, de referências para nossas vidas.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 10px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Somente Deus tem a palavra final, somente Ele garante o futuro, somente Ele explica o passado, garante o presente e aponta o futuro de maneira confiável, seja pelo bem histórico e durável que realiza, demonstrado de maneira definitiva com o fato da ressurreição de Jesus, seja pela maneira definitiva como, quando sua mão pesa com justiça sobre algo, esse algo simplesmente deixa de existir, se extingue e vira peça de museu.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 10px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Melhor confiar nele que nos ídolos do presente.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 10px/normal Arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;b&gt;“todos os que fazem imagens nada são” Is. 44:9 &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 9.0px Arial"&gt;&lt;i&gt;1- Luiz Eva tem um excelente artigo onde citando Francisco Toucinho (também conhecido como Francis Bacon) diz: “Bacon distingue quatro espécies de impedimentos que atuam contra nossas pretensões de obter a verdade: os “&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;ídolos da raça&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;” (idola tribus), decorrentes das imperfeições de nossas faculdades de conhecer — seja o intelecto, comparado a um espelho deformante que, exposto aos raios das coisas, mistura sua própria natureza à delas, falseando e embaralhando; uma faculdade refém de erros sistemáticos que ela própria é incapaz de corrigir, seja pelas suas próprias forças, seja com o auxílio da dialética; sejam as imperfeições dos sentidos, que, embora constituam a instância à qual se deve tudo perguntar na pesquisa da natureza, diz ele, “a menos que se queira delirar”, são por si algo de fraco e enganador e não podem, quanto a isso, ser auxiliados pelos instrumentos inventados para aguçá-los e estender seu alcance. Em seguida, os “&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;ídolos da caverna&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;” (idola specus), gerados, segundo Bacon, pela diversidade própria da natureza de cada indivíduo, e dependentes das diferenças do corpo, da alma, da educação, do hábito, das circunstâncias fortuitas e do modo como são afetados pelos objetos. Já os “&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;ídolos do foro&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;” (idola fori) são aqueles particularmente residentes nas imperfeições da linguagem humana, enquanto que os “&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;ídolos do teatro&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;” (idola theatri) são aqueles pelos quais Bacon metaforicamente alude aos mundos imaginários inventados pelos diversos sistemas filosóficos vigentes, constituídos por noções fantasiosas e imperfeitas (dentre as quais ele enumera as de “ser”, “substância”, “elemento”, “matéria” etc.) e por demonstrações defeituosas que são, nas suas palavras, os sistemas em potência.” EVA, Luiz A. &lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Sobre as afinidades entre a Filosofia de Francis Bacon e o ceticismo.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt; Belo Horizonte:  KRITERION, nº 113, Jun/2006, 79. &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  font-style: italic; font-weight: normal;font-family:Arial;font-size:9px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8878424530649560742-5164286928072174290?l=naruacomdeus.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/feeds/5164286928072174290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8878424530649560742&amp;postID=5164286928072174290&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/5164286928072174290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/5164286928072174290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/2008/07/tudo-imagem.html' title='Imagem é TUDO'/><author><name>Claudio Oliver</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09700780920094274853'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SICVVMXZtOI/AAAAAAAAALg/0CzEJQMVIhg/s72-c/imagem+espelho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8878424530649560742.post-1986471347489521601</id><published>2008-07-17T05:31:00.006-03:00</published><updated>2008-07-17T05:45:07.092-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mudança'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='transformação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Concertar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='salvação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='concertos'/><title type='text'>Consertar ou Concertar?!?</title><content type='html'>Adoro diálogos com dicionários,os tenho desde menino, e tiro deles muito contentamento. Me lembro de ser sua leitura uma das coisas que me dava prazer quando eu era p&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SH8Ea2ade-I/AAAAAAAAALA/2_-DxPMhWeI/s1600-h/dicionario+lendo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 147px; height: 150px;" src="http://bp1.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SH8Ea2ade-I/AAAAAAAAALA/2_-DxPMhWeI/s320/dicionario+lendo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223898952102673378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;equeno e de como descobrir as palavras me proporcionava alegria.   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Um dia desses, inspirado por algumas imagens oriundas da pesquisa de uma amiga com música, resolvi brincar com o &lt;a href="http://www.dicionariohouaiss.com.br/index2.asp"&gt;Houaiss&lt;/a&gt;, meu dicionário predileto, e manter com ele um diálogo, assim como quem conversa com um amigo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Com o desconcerto do planeta e seus habitantes, me pus a pensar: Do que precisa este mundo? Conserto, ou concerto?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E descubro, para minha surpresa, que até o final do século XIX, a língua portuguesa só registra concertar com c. Consertar com s, portanto, é uma especialização recente, que faz com que diversas das acepções dos dois verbos se mesclem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SH8FK9SCepI/AAAAAAAAALI/sBXyp9MxvQc/s1600-h/coracao+remendado.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SH8FK9SCepI/AAAAAAAAALI/sBXyp9MxvQc/s320/coracao+remendado.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223899778580118162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quem sabe mesmo se ao concertar a gente não esteja mesmo consertando alguma coisa que se quebrou em nossa existência coletiva... Porque agrupado em concertar, se encontram as acepções que se aproximam de 'harmonizar, pôr em acordo', e em consertar, as mais correlacionadas com 'reparar, remendar'. Uma buscando a outra, uma completando a outra...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Muita gente acha que este mundo não tem mais jeito nem salvação, já outros mantém a esperança de que seja possível. Como a salvação não é mesmo ir para o céu, mas colocar o separado junto de novo – do grego &lt;i style=""&gt;soteros&lt;/i&gt;, de onde vem nossa palavra &lt;i style=""&gt;sutura&lt;/i&gt; - ao concertar, colocamos em harmonia o que se perdeu e damos à imagem quebrada em nós a chance da reparação, e em certo sentido antecipamos a harmonia e a beleza de levar o outro em conta e viver em um mundo muito diferente desta ruptura geral na qual vivemos ao nos tornarmos o estranho paradoxo de podermos ser um ainda que sendo cada um.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SH8F6DlPffI/AAAAAAAAALQ/H78hAkZK8nE/s1600-h/combinar.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 198px; height: 139px;" src="http://bp0.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SH8F6DlPffI/AAAAAAAAALQ/H78hAkZK8nE/s320/combinar.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223900587725127154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Isso é possível porque concertar como verbo é transitivo direto, transitivo indireto e pronominal e sempre é pôr-se, ou estar, em harmonia, em acordo; harmonizar, acordar, conciliar. Mas só pode fazer isso ao ser bitransitivo, pois que  deve entrar em concerto, em 'acordo comum'; deliberar em conjunto, tramar de comum acordo; pactuar, combinar, concordar... para então surpreender.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas não faz isso em secreto, mas em cima do palco e na porta de entrada como quem "conserta a entrada com uma guirlanda de flores", que todos sentem e apreciam, e chama atenção, mostra o belo ao colocar enfeites; ornar, enfeitar, ornamentar.. todos sinônimos esquecidos da concertação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E não fica só no estético o ato de concertar, senão que no prático, acertando os detalhes do palco da vida, um sabendo olhar pro outro para juntos  fazer a instalação concertada de algo maior; construir, erguer, montar, armar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas até chegar lá demanda treinar a execução ; preparar, ensaiar, ensaiar e ensaiar. Até concertar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas quando concertar era latim, &lt;i style=""&gt;concertare&lt;/i&gt; queria dizer combater, lutar; rivalizar, porfiar; discutir, disputar, argumentar, e me ponho  a pensar ... mas como???? Então sou lembrado de que quem acerta, em um certame, entra nele para terminar o que ficou mal resolvido, na medida em que qualquer luta visa a um ajuste, a uma ordem, buscando concertar algo que se achava confuso, ou injusto ou mal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Assim, se este mundo me deixa desconcertado, sinto que preciso me armar e ir para a luta, e que não vão ser outras armas que me trarão a ordem pela qual clama a minha alma, a não ser um belo concerto, uma harmonia de vozes, a combinação dos sons e o enlevo das notas. Lutar com arte, com acordo, com harmonia, com diálogo, escolhendo o inusitado para por um fim nesta questão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;(para Tina e Helma)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8878424530649560742-1986471347489521601?l=naruacomdeus.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/feeds/1986471347489521601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8878424530649560742&amp;postID=1986471347489521601&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/1986471347489521601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/1986471347489521601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/2008/07/consertar-ou-concertar.html' title='Consertar ou Concertar?!?'/><author><name>Claudio Oliver</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09700780920094274853'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SH8Ea2ade-I/AAAAAAAAALA/2_-DxPMhWeI/s72-c/dicionario+lendo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8878424530649560742.post-4191967417545889179</id><published>2008-07-16T06:30:00.007-03:00</published><updated>2008-07-16T07:01:49.031-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='egoísmo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='antropocentrismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='consumismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imoralidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='descontrole'/><title type='text'>Hominizados ou Humanizados?</title><content type='html'>Deus tem planos bons para nós. Como Pai ele tem intenções e desejos de proporcionar o melhor. Eu sinto o mesmo com relação à minha filha, a quem amo profundamente e com grande carinho. Eu quero, assim como Deus quer pra mim, o melhor para ela. São planos de amor, paz, segurança; um&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SH3AugyV77I/AAAAAAAAAKY/h-yHCBoSMWA/s1600-h/pai+e+filha.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 139px; height: 164px;" src="http://bp2.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SH3AugyV77I/AAAAAAAAAKY/h-yHCBoSMWA/s320/pai+e+filha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223543048127246258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; desejo enorme que ela realize sua humanidade plenamente e que não entre pelo caminho do "ser menos", mas que explore aquilo para o que ela foi criada: a plenitude da experiência humana. &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Na verdade, esta minha relação com minha filha - traduzida em atos de amor, cuidado, estabelecimento de limites, disponibilidades de oportunidades e a busca de proporcionar experiências gratificantes, a inclusão dela em uma comunidade, dar-lhe um nome, ambientá-la com as melhores pessoas possíveis, permitir o estímulo de sua inteligência – é somente um reflexo do mesmo desenho de relação de Deus para comigo e para com todos.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Em troca existem poucas demandas, mas a principal delas, e a que mais provoca a tristeza e indignação é quando sua inclinação natural, como a de todos nós, a leva a diminuir a humanidade nela para sujeitá-la ao reino dos instintos.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Como animais, temos ampla relação com o resto da natureza e compartilhamos não somente genes – para os evolucionistas mais entusiasmados somos 99% semelha&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SH3BRC7QVtI/AAAAAAAAAKg/M4kF_3dG9p8/s1600-h/banana+e+chimp.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 216px; height: 162px;" src="http://bp3.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SH3BRC7QVtI/AAAAAAAAAKg/M4kF_3dG9p8/s320/banana+e+chimp.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223543641406985938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ntes geneticamente aos chimpanzés... e 25% iguais a uma banana ainda que isso não me faça inclinado a imergir-me em uma salada de frutas. São diferenças percentuais pequenas, porém não são nem os 75% de diferença de uma banana, nem mesmo o 1% de um chimpanzé, que me tornam diverso e particular em relação aos meus irmãos e irmãs da natureza criada. O 1% que falta ao chimpanzé é somente a quantidade de genes que serve para me hominizar. É uma outra peculiaridade, para além da genética, a que é capaz de me humanizar. É a imagem e semelhança com Deus em mim, mediante a presença de seu sopro, seu Espírito, que me torna mais que animado, me faz vivente.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Esta ligação íntima, perdida quando sou - como parte da humanidade - levado a me tornar minha própria referência, pode ser recuperada mediante a mudança de minha mente, a submissão à Deus e ao seguimento de Jesus. E o que torna possível a ele tal capacidade é o cancelamento das barreiras que impedem a plena humanidade realizado pela encarnação, vida, morte e ressurreição de Jesus, que assim tomou sobre si as conseqüências de nosso devaneio &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Antropocentrismo"&gt;antropocêntrico&lt;/a&gt; e antropolátrico&lt;a class="sdfootnoteanc" name="sdfootnote1anc" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8878424530649560742#sdfootnote1sym"&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Pois bem, mas estes desejos e o cuidado de Deus por nós, revelados em textos bíblicos como o Salmo 92, ou Levítico 26:3-13, não é nem automático, nem proporcionado por um pai leniente ou caracterizado como um papai noel espacial. Eles são frutos da interação do desejo do pai, com a atitude dos filhos, com a escolha entre a apática inclinação para atender aos impulsos e instintos, ou à intencional atitude para superar-se e aproximar-se cada dia mais do pleno desempenho de nossa humanização e o florescimento de nossa humanidade.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Não vivemos em um mundo onde o bem é determinístico, nem o mal pré-determinado, não estamos sujeitos a um destino inescapável. Ao contrário somos parceiros de Deus na história e o bem e o mal são fruto da interação entre o desejo de Deus, as condições objetivas da realidade e de nossas escolhas. No próprio texto de Levítico 26, a partir do verso 14 temos o aviso das conseqüências. Não são castigos de um pai irritado com o filho rebelde, são explicitações das conseqüências, que da mesma forma que as boas promessas, provêm em última análise das mãos do mesmo Senhor, fonte de todas as coisas. No relato do texto é interessante notar que as "repreensões" tem a finalidade do retorno ao desfrute da plenitude, até o ponto em que a escolha leve a ser espalhado, desestruturado e dissolvido, e percebe-se, mesmo nessa situação, um insistente pai restaurador.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Mas, como seria possível resumir as condições para o experimento e desfrute desta plenitude, da plena liberdade ( Lev.26:13) e da autonomia (I Tess. 4:12b)? Em resumo encontramos duas condições e algumas descrições em I Tessalonicenses 4:1-12:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;1- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Abstenção da imoralidade&lt;/span&gt;;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Este é um tema tenso para tratar, uma vez que a primeira coisa que vem à mente é o moralismo, uma ideologia não melhor que nenhuma outra. Vivemos em um tempo de disponibilidade desenfreada de satisfação de toda e qualquer pulsão sexual,e uma posição moralista pode ser uma resposta fácil a um tema difícil. Estamos expostos a cenas diversas, das picantes insinuações à pornografia explícita, da frouxidão ética à propaganda da libertinagem, da presunção de naturalidade em relações escandalosas, à sexualização das opções de compra. Posso parecer moralista, mas pediria um minuto de seu raciocínio.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Somos parte da natureza e como tais providos de instintos que nos foram concedidos com a explícita função de sermos capazes de transmitir nossos genes adiante. Temos isso em comum com insetos, répteis, mamíferos e todas as formas de vida. Sendo parte das formas superiores de vida, esta atividade é carregada com uma característica especial denominada prazer. A satisfação da possibilidade de prazer tem seu caminho mais curto na atividade sexual. Acontece que diferente dos  demais animais temos a possibilidade de executar abstrações, imaginar e planejar com o objetivo de obter tal prazer e, para nosso espanto, descobrimos em nosso processo de humanização outras formas de prazer possíveis e para além da sexual: nos esportes, na leitura, na arte, na criação até a mais elevada forma de prazer: o deleite de estar com Deus.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Uma das formas, já bem descrita por Freud, de experimentar estes outros prazeres e estabelecermos mais conexões entre nossos neurônios, inventarmos mais, criarmos mais é evitamos o caminho fácil e disponível da obtenção deste prazer e da satisfação de nossas pulsões de forma rápida e intensa pelo sexo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SH3EcQWYZGI/AAAAAAAAAKo/zl--DSzZdK8/s1600-h/aveia.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 164px; height: 172px;" src="http://bp0.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SH3EcQWYZGI/AAAAAAAAAKo/zl--DSzZdK8/s320/aveia.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223547132523865186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O sexo é ÓTIMO, ótimo sempre e em qualquer idade, e esse é o negócio. Por ser ÓTIMO, podemos simplesmente obter tudo o que queremos em termos de prazer sem grande esforço, como quem come chocolate, açúcar, ou carne para obter a energia, as calorias e as proteínas de que necessita. Nada contra chocolate, algum açúcar e até mesmo alguma proteína animal, mas todos sabem o que se obtém junto com a energia, calorias e proteínas de uma dieta exclusiva: obesidade, doenças degenerativas e alterações de humor. Da mesma forma, a imoralidade sexual proporciona rapidamente o que de outra forma seria um enorme diferencial na vida, levando-nos a cada vez querer mais e com um pequeno detalhe: tornando-nos mais ignorantes, burros, ansiosos e com muito menos conexões cerebrais. Isso acontece porque nossos neurônios não são forçados a buscar vazão para nossa pulsão, não temos de criar novas conexões. Por isso, por exemplo, que estender o tempo de ser criança, evitar a sexualização precoce – uma praga em nossa cultura leniente, e estabelecer limites e freios tem bem mais a ver com ser inteligente, criativo e genial do que simplesmente uma escolha moralista burguesa. Isso cria barreiras não simplesmente morais, mas acima de tudo nos livra da ansiedade do consumo, de sermos vítimas fáceis das compras por impulso, da obtenção do prazer fácil do entretenimento, e abre a porta à geração de cultura. O sexo, é como um rio, mantido em suas margens e contido pode gerar energia indescritível, deixado transbordar e extravasar sem limites causa destruição, morte e dependência. Sinceramente, bem mais que um problema de moralismo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;2- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Amar o seu próximo como a você mesmo&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;O texto de Tessalonicenses diz: "Ninguém prejudique  seu irmão, nem dele se aproveite". A segunda chave é essa. Simples e dependente do reforço da autonomia pessoal. A negação dessa possibilidade nos leva a buscar contratos, regulações, pacificações, restrições, governos, polícias e políticos.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SH3GCwwTLJI/AAAAAAAAAKw/dpoaiIbY3GE/s1600-h/n%C3%A3o_a_hie...JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 199px; height: 274px;" src="http://bp1.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SH3GCwwTLJI/AAAAAAAAAKw/dpoaiIbY3GE/s320/n%C3%A3o_a_hie...JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223548893569166482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Pois é... você reclama dos políticos? Pois eles existem, na forma que existem, por que você delegou a regulação de seu relacionamento com seus próximos a outras pessoas que não você mesmo. Como dá muito trabalho amar e dar ao outro o que você gostaria de ter, você acaba arrumando um governo para te taxar, multar, controlar, impedir, autorizar, prender, punir, achacar, restringir, limitar, remover, prescrever, legislar, determinar, azucrinar, mentir e outras coisas que eu não preciso te lembrar.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;A malandragem, se dar bem, passar na frente do outro na fila, ocupar aquela vaga no lugar do outro, achar que tem mais direito que o outro no trânsito, retirar os espaços de convivência de sua vida, agir com esperteza em contratos, tirar vantagem da distração do outro, são práticas que só chamam a atenção quando são grandes e observadas nos outros. Mas são a fonte da ruína e da opressão, da violência e da injustiça, marcas tão fortes em nosso contexto brasileiro. De novo, tais coisas não podem ser tratadas somente de um ponto de vista moralista, mas de muito mais profundidade.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Viver de tal forma traz vantagens, permite alguma obtenção de prazer e satisfação imediatos, mas torna insustentável a comunidade. Vivemos uma crise de violência em escalada inimaginável, matamos tanto quanto em qualquer guerra, deixamos a natureza ser dilapidada e recursos que pertencem a todos serem consumidos por poucos e esgotados. Onde isso tem nos levado? Onde irá nos levar? Que esperteza nos manterá como espécie? Até onde a fé na tecnologia vai enganar a você? Ou nem dá para perceber que, ainda que houvessem tais soluções tecnológicas para os problemas citados elas seriam sempre para poucos e para os mais espertos? A não ser que você creia que um dia um foguete socialista vai nos levar a outra galáxia a todos para tentar de novo...&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Cortando as firulas e rapapés Deus chama as duas formas de lidarmos com nossas pulsões – o egoísmo e a imoralidade – de IMUNDÍCIE. Que é sinceramente a condição na qual se vem estabelecendo no planeta, tanto do ponto de vista ambiental quanto do ponto de vista moral (tem dúvida vai dar uma volta no seu quarteirão, te juro que não precisa ir ver o desmatamento no Mato Grosso, nem freqüentar o congresso nacional ou participar de alguma da orgias semanais promovidas por grupos 'liberais').&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;A agenda de Deus pra nós não é complicada, e começa com coisas bem simples em conseqüência desta reflexão:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Esforcem-se para ter uma vida tranqüila:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;" align="justify"&gt;1-  cuidar dos seus próprios negócios e trabalhar com as próprias mãos&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;" align="justify"&gt;2- andem decentemente aos olhos dos que são de fora&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;" align="justify"&gt;3- não dependam de ninguém&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Parece simplista? Bem, assim pensava a sua avó, e antes dela várias gerações que a precederam, e ao contrário disso pensaram muitos impérios, que existiram antes de nós, que hoje observamos nos museus e dos quais podemos saber qual foi o fim. Cabe a cada um fazer a sua escolha: parte do problema, ou parte da solução, dela depende o futuro, nosso e da humanidade.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SH3GbLxnXmI/AAAAAAAAAK4/r8YtCBKh5to/s1600-h/chimp+pensando.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 198px; height: 269px;" src="http://bp2.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SH3GbLxnXmI/AAAAAAAAAK4/r8YtCBKh5to/s320/chimp+pensando.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223549313139301986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;div id="sdfootnote1"&gt;  &lt;p class="sdfootnote-western"&gt;&lt;a class="sdfootnotesym" name="sdfootnote1sym" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8878424530649560742#sdfootnote1anc"&gt;1&lt;/a&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;  Dicionário Houaiss: substantivo feminino 1-adoração  do ser humano deificado; 2 - culto a um deus que apresenta forma  humana 3 -&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;i&gt;Rubrica:  história&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;. heresia  nestoriana que negava a divindade de Jesus Cristo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8878424530649560742-4191967417545889179?l=naruacomdeus.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/feeds/4191967417545889179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8878424530649560742&amp;postID=4191967417545889179&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/4191967417545889179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/4191967417545889179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/2008/07/hominizados-ou-humanizados.html' title='Hominizados ou Humanizados?'/><author><name>Claudio Oliver</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09700780920094274853'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_4N-MY8Ili7U/SH3AugyV77I/AAAAAAAAAKY/h-yHCBoSMWA/s72-c/pai+e+filha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8878424530649560742.post-2412652195694628777</id><published>2008-07-12T07:15:00.009-03:00</published><updated>2008-07-12T09:23:21.254-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ernst Bloch'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Walter Brueggemann'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='utopia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video mensagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='devir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imaginação Profética'/><title type='text'>Video blog... Sejamos realistas, peçamos o impossível</title><content type='html'>Eu estou sem muito tempo para escrever aqui. Isso não quer dizer falta de produção, na verdade tem mais a ver com outras produções.&lt;br /&gt;Na verdade minha caneta é a palavra, gosto de falar, desavergonhadamente sou um falante, desfruto no falar de um prazer que somente é refreado para me forçar a escrever pela convicção de que escrever, comparado ao falar, é um ato cirúrgico muito superior , enquanto o falar se assemelha por vezes à prática bagunçada de um matadouro, sem muita precisão ainda que com alguns resultados.&lt;br /&gt;Sendo assim, enquanto tenho escrito o que falo ( à mão e com caneta tinteiro)  como forma de registro, aqui vou colocando minhas leituras comentadas de meus escritos sobre o tema na forma de vídeo.&lt;br /&gt;Também, dentro do possível vou colocando uns roteirinhos ai pra seguir a fala.  E no meio disso vou postando o que for possível.&lt;br /&gt;A série usa como fio condutor a obra de Walter Brueggemann - Imaginação Profética - mas pega carona em conceitos de outros autores (&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ernst_Bloch"&gt;BLOCH&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Boaventura_de_Souza_Santos"&gt;Boaventur&lt;/a&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Boaventura_de_Souza_Santos"&gt;a&lt;/a&gt;) , a idéia é ter de 7 a nove encontros, com alguns convidados eventuais, para , em um ambiente dialogal como sempre discutir o tema.&lt;br /&gt;Uma boa preparação, se alguém deseja se aprofundar nisso, seria ler a &lt;a href="http://www.bibliaonline.com.br/"&gt;Bíblia&lt;/a&gt;. Em especial as histórias do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Antigo_Egipto"&gt;Império Egípcio&lt;/a&gt;, de José a Moisés, as descrições do Reinado de Salomão, O contexto dos reinados de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Josias"&gt;Josias&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Joacaz_de_Jud%C3%A1"&gt;Jeoacaz&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jeoaquim"&gt;Jeoaquim&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Zedequias"&gt;Zedequias&lt;/a&gt;; uma lida em &lt;a href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/lm"&gt;Lamentações de Jeremias&lt;/a&gt;. O livro de Mateus, em especial o falso reinado de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Herodes_I_o_Grande"&gt;Herodes&lt;/a&gt; e de seus &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Herodes"&gt;sucessores&lt;/a&gt;. O livro de &lt;a href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/lc"&gt;Lucas&lt;/a&gt;, em especial o falso poder &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Roma_Antiga"&gt;romano&lt;/a&gt;. Os relatos da ressurreição.&lt;br /&gt;Pode ser boa matéria para conhecer a Bíblia nos próximos dois meses e pouco, e não é muito dado o tempo.&lt;br /&gt;A seqüência de estudo proposta está abaixo e o plano da conversa a seguir está descrito. Para quem tiver interesse eu vou postando um planinho de aula a cada semana.&lt;br /&gt;O vídeo abaixo é da primeira parte da introdução ao tema que consta:&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;I – Introdução ao Tema&lt;/span&gt;:&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Referência acadêmica&lt;/span&gt; – &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Walter_Brueggemann"&gt;Walter Brueggemann&lt;/a&gt;, Boaventura de Souza Santos, Ernest Bloch.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Personagens Bíblicas a serem estudadas na série&lt;/span&gt; – &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mois%C3%A9s"&gt;Moisés&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Salom%C3%A3o"&gt;Salomão&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Profeta_Jeremias"&gt;Jeremias&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%B3s"&gt;Amós&lt;/a&gt;, Jesus&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt; Alguns Impérios historicamente produtores do Pensamento Hegemônico a serem abordados:&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt;  Império Egípcio – Divindades Subordinadas e a serviço do aparelho do estado&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt;  Império Salomônico – O Deus domiciliado e a subordinação ao pensamento Imperial&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt;  Império Romano – O Eterno agora e A Paz duradoura&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt;  O Império Cinza – desafios proféticos hoje&lt;/p&gt;    &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt; 1&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Introdução aos conceitos da Imaginação Profética (parte 1)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt;  A - A bíblia enquanto promotora de uma nova convivencialidade (vizinhança/comunidade/aliança) de paz, amor e justiça.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt;  B - Subversão e Utopia&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt;  C - Profecia – O que é, o que comumente não é, o papel da linguagem artística na profecia. Dissensão e Ação.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt;  D -  Soteriologia da Apatia (ou como uma determinada visão de salvação gera desespero e adormecimento)&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt;  E -  Ferramentas do Império – Adormecimento e Desespero&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt;  F -  Funções Proféticas – Critica e Incitação (energização)&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt;  G – A cor púrpura -  Opressão, desespero e Status Quo. Igreja como comunidade da Esperança.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt;(dica: para ouvir as mensagens faça assim: dê um clique em play, espere começar, clique para dar uma pausa e vá tomar um cafezinho ou preparar um chá. Na volta, dê clique de novo.. assim o vídeo fluirá melhor, sem interrupções e você não perde tempo)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.metacafe.com/fplayer/1477090/.swf" wmode="transparent" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" height="345" width="400"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://www.metacafe.com/watch/1477090//"&gt;&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www.metacafe.com/"&gt;A funny movie is a click away&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana que vem a segunda palestra -&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8878424530649560742-2412652195694628777?l=naruacomdeus.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/feeds/2412652195694628777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8878424530649560742&amp;postID=2412652195694628777&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/2412652195694628777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/2412652195694628777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/2008/07/video-blog-sejamos-realistas-peamos-o.html' title='Video blog... Sejamos realistas, peçamos o impossível'/><author><name>Claudio Oliver</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09700780920094274853'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8878424530649560742.post-4513222969905134572</id><published>2008-06-27T11:17:00.012-03:00</published><updated>2008-06-27T12:06:00.106-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida no reino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sal e luz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cristianismo'/><title type='text'>O sal, a luz, o grão, o fermento e o adubo</title><content type='html'>Metáforas são ferramentas tremendas na comunicação.   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Elas permitem que a gente compreenda princípios, situações, realidades e eventos de uma maneira complexa e profunda, sem que seja necessário o uso de muitas palavras.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Outra característica da metáfora é sua capacidade de manter escondidos alguns significados ou de ceder dubiedade a uma situação a quem ouve a metáfora e a analisa a partir de preconceitos, idéias prontas ou que já estabeleceu juízo de valores sobre uma determinada situação. Assim, normalmente, o sentido da metáfora escapa ao preconceituoso e se abre como o dia para quem está disposto a o&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SGT-C2yPsuI/AAAAAAAAAKQ/ox7dBDjiIJs/s1600-h/chicobuarquedehollandawpress.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 153px; height: 130px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SGT-C2yPsuI/AAAAAAAAAKQ/ox7dBDjiIJs/s320/chicobuarquedehollandawpress.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216573593421329122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;uvir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No Brasil, na minha opinião, o mestre da metáfora é o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Chico_Buarque"&gt;Chico Buar&lt;/a&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Chico_Buarque"&gt;que&lt;/a&gt;. Suas letras de música durante a ditadura são obras de arte da metáfora, como em “&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Apesar_de_voc%C3%AA"&gt;Apesar de Você&lt;/a&gt;”, “&lt;a href="http://letras.terra.com.br/chico-buarque/77259/"&gt;Geni&lt;/a&gt;”, e “&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A1lice_%28can%C3%A7%C3%A3o%29"&gt;Cálice&lt;/a&gt;”, que discutiam temas sérios como a classe dominante, a constituição e a censura, que mandavam mensagens cifradas, esperança e análises políticas recebidas por quem ouvia e que passavam despercebidas por censores preconceituosos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O mestre maior da metáfora foi Jesus. Suas parábolas e máximas desafiavam líderes políticos e religiosos e se tornaram revelações definidoras da vida e da prática da comunidade cristã ao longo dos séculos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Para definir o Reino de Deus ele comparou-o a quatro coisas interessantes, como consta no título acima.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Muitas vezes a gente não percebe que essas metáforas dão dicas de como poderia ser nossa atuação como agentes do Reino. E de tal forma que basta ver o que a igreja anda fazendo por ai: Placas e mais placas, TV, rádio, shows enormes, comícios, partidos políticos, atuação junto ao poder, lideranças messiânicas, publicidade e mercado. Se já era ruim há alguns anos, a coisa tem se tornado insuportável ultimamente. Bastava uma leitura na Bíblia e as coisas poderiam ser diferentes.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SGT7bbuJVEI/AAAAAAAAAJQ/7uFbYcupz-U/s1600-h/mustard+seed.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 176px; height: 176px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SGT7bbuJVEI/AAAAAAAAAJQ/7uFbYcupz-U/s320/mustard+seed.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216570717118223426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Assim como Vinícius de Moraes, parece que a Jesus lhe agradavam os diminutivos: Abba, Talita, cordeirinhos. E assim ele fez com o Reino ao compará-lo a um grão de mostarda. Pequeno, insignificante, mas com todo o potencial de um grande arbusto, guardado no DNA daquela pequena porção de vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Além de ser pequeno, ele chamou a atenção para o fato de que deveríamos ser imperceptíveis. Ele usou para isso a imagem da luz e do sal, apesar de todas as exegeses complicadas, ele fala do poder de dar sabor e da capacidade de enxergar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O sal e a luz têm&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SGT70bis-fI/AAAAAAAAAJY/Va7tWUhIM1E/s1600-h/muito+sal.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 103px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SGT70bis-fI/AAAAAAAAAJY/Va7tWUhIM1E/s320/muito+sal.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216571146566957554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; em comum um fato: só são bons quando não se percebem. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando você consegue enxergar sal numa comida, certamente ela não poderá ser comida, ficará intragável e fará muito&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SGT8G6MND3I/AAAAAAAAAJg/-4EslBSQvxQ/s1600-h/muita+luz.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 160px; height: 126px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SGT8G6MND3I/AAAAAAAAAJg/-4EslBSQvxQ/s320/muita+luz.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216571464031735666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; mal a quem tentar engolir. Quando você chega a perceber a luz, ela, que é necessária à capacidade de enxergar, te ofusca e cega.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Apesar disso ele disse que éramos o sal da terra e a luz do mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Terra aqui se referindo à porção onde vivemos, ao lugar onde estamos, e mundo como o Cosmos criado. A visão de que o mundo está perdido, que as coisas são ruins e que nós temos que ir lá e impor uma outra maneira de ser é o contrário do que se vê em Jesus nestas metáforas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Imagine uma salada, ou um ingrediente qualquer. Basta uma pitada de sal, bem pequena, e os sabores são realçados. Assim é o lugar onde a gente vive. Deus o criou cheio de potencial de sabores e vida, mas nossa mesmice e rotina, e nossa submissão apática os tornam insosso e sem graça. Bastaria uma pitada de nossa intervenção positiva para que se realçassem as qualidades de um lugar ou de uma situação. A isto ele se referia: À discrição com a qual nossa atuação como cristãos pode trazer vida. Para tanto, basta uma pitada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E a luz? Ele fala de um candeeiro, de uma pequena fonte que ilumina e nos permite ver, enxergar, e acima de tudo permite a quem vê, elogiar o criador de tudo. Basta uma luzinha, para ver os detalhes em meio à escuridão. O excesso de luz, o holofote, torna muito desagradável o ambiente e remove a possibilidade de apreciar. Pouca luz, deixa-nos no escuro, muita luz, nos cega. O equilíbrio da atuação discreta, mostra a beleza.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Assim somos nós. Cada vez que a igreja chama atenção para si ou para seus líderes, diminui seu efeito potencial a ponto de estragar completamente, ou ofuscar ao chamar para si uma glória que deveria ser dirigida a &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SGT8ajA96rI/AAAAAAAAAJo/EMJvGsj-x9U/s1600-h/fermento.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 186px; height: 123px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SGT8ajA96rI/AAAAAAAAAJo/EMJvGsj-x9U/s320/fermento.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216571801407974066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Deus.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por fim ele diz que o reino é como fermento. O grande barato do fermento é que, uma vez na massa, você não o vê mais, não pode identificá-lo, mas sua presença é indubitável e seus efeitos visíveis. Mas definitivamente você não pode separar nem ver o fermento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Um modelo de religiosidade cristã como esse que experimentamos, com todos os excessos, de luz, de sal, de grandes projetos que parecem uma semente de abacate, e de identificação clara, são o oposto da proposta da vida apresentada por Jesus. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A igreja é percebida muito facilm&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SGT8rrN4KuI/AAAAAAAAAJw/DdJGrr04jzc/s1600-h/arrebatamento-thumb.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 285px; height: 65px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SGT8rrN4KuI/AAAAAAAAAJw/DdJGrr04jzc/s320/arrebatamento-thumb.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216572095667383010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ente: placas em cada esquina, disputa de torcidas (sou católico, sou evangélico, sou sei-lá-o-que, adesivos dos mais exóticos aos mais engraçadinhos, livrarias, out-doors...) e o mundo cada vez mais sem sabor, feio, poluído e cheio de guerra.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Me chama a atenção que na América Latina, o país que tem 70% de população evangélica, a Guatemala, seja exatamente o país mais perigoso para se trafegar nas estradas pelo excesso de assaltos e corrupção e um dos mais atrasados em termos sociais, e conservador em termos políticos. Que a forte presença católica e protestante no Brasil, com suas respectivas torcidas organizadas, não faça deste país nada diferente ou a mais, e que seja um dos mais corruptos do mundo. E que exatamente a forte presença religiosa conservadora cristã americana é quem tem apoiado um homem de sangue e morte como George Bush, causador e perpetuador de males indescritíveis nos últimos 8 anos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Salgamos demais, ofuscamos demais, aparecemos demais, temos projetos grandes demais como semente&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SGT9Cbgf0TI/AAAAAAAAAJ4/hPv0JJHrDDY/s1600-h/esterco+junto.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 123px; height: 113px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SGT9Cbgf0TI/AAAAAAAAAJ4/hPv0JJHrDDY/s320/esterco+junto.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216572486587502898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;s de abacate e podemos ser encontrados na forma de tabletes ou secos em caixinhas, fermento, de fato, mas que não leveda nada por não estar &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SGT9daasHcI/AAAAAAAAAKI/dD-V--y5-q8/s1600-h/esterco+espalhado.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 139px; height: 99px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SGT9daasHcI/AAAAAAAAAKI/dD-V--y5-q8/s320/esterco+espalhado.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216572950151175618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;em contato com a massa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu finalizaria usando uma metáfora minha. Costumo dizer que cristãos são como esterco: quando juntos fedem, quando espalhados adubam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sei que não é das melhores, pois não sou nem o Chico, nem muito menos tão hábil quanto Jesus, mas que está na hora de a gente pensar diferente e voltar a sumir ai no mundo para que a glória seja dele e não nossa... ah, isso está.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8878424530649560742-4513222969905134572?l=naruacomdeus.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/feeds/4513222969905134572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8878424530649560742&amp;postID=4513222969905134572&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/4513222969905134572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/4513222969905134572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/2008/06/o-sal-luz-o-gro-o-fermento-e-o-adubo.html' title='O sal, a luz, o grão, o fermento e o adubo'/><author><name>Claudio Oliver</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09700780920094274853'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SGT-C2yPsuI/AAAAAAAAAKQ/ox7dBDjiIJs/s72-c/chicobuarquedehollandawpress.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8878424530649560742.post-6358522501861585643</id><published>2008-06-17T23:44:00.006-03:00</published><updated>2008-06-27T12:06:48.701-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aprendizagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='limites'/><title type='text'>Algumas coisas sobre aprender</title><content type='html'>Estou escrevendo da parte das Índias ocidentais que fica entre o Império e o cone sul, aqui numa Costa, Rica, cheia de verde e gente. Não sei como será meu acesso à rede aqui nestas bandas, por isso gostaria de recomendar que se eu sumir uns dias talvez lhe ocorresse dar uma relida em algumas postagens anteriores, além desta que estou começando agora. Se quiser fazer uma reflexão  sobre a arrogância e a falta de capacidade de se perceber você pode ler &lt;a href="http://naruacomdeus.blogspot.com/2008/05/faremos-tudo-fielmente.html"&gt;FAREMOS TUDO FIELMENTE&lt;/a&gt; ; ou se quiser saber algo sobre meio ambiente pode ler &lt;a href="http://naruacomdeus.blogspot.com/2008/06/bonifcio-e-o-meio-ambiente.html"&gt;BONIFACIO E O MEIO AMBIENTE&lt;/a&gt; ; ou pode dar uma passeada pelos últimas postagens ai ao lado.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFiEq_o8ZDI/AAAAAAAAAJA/tSRaw6NQK74/s1600-h/wisdom.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213062442853884978" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 268px; height: 196px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFiEq_o8ZDI/AAAAAAAAAJA/tSRaw6NQK74/s320/wisdom.jpg" border="0" height="168" width="249" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu queria fazer uma breve reflexão sobre alguns aspectos da aprendizagem.Estou aqui convidado para um evento onde sou o palestrante de fora. E estou com minha velha posição de não preparar nada antes de chegar, mas de buscar estar o mais preparado possível para ouvir às pessoas. E isso causa um tremendo mal-estar nos meus amigos que tanto gostam de power points e notas prévias, quando me proponho a viajar tanto para perguntar : E vocês... o que querem saber?&lt;br /&gt;Isso porque estou aqui para partilhar um pouco do que tenho aprendido enquanto aprendo de outras experiências. E, contra o senso comum, aprender não é o o eterno acumular de coisas novas, uma sobre a outra, mas sim a constante construção de sínteses que demandam a disposição para duas tarefas: Aprender o novo e, humildemente, desaprender aquilo que se percebe parcial, equivocado e que nos tenha levado ou a becos sem saída ou a dificuldades desnecessárias em nossa vida.A habilidade de aprender o novo depende da humildade para desaprender algumas coisas equivocadas.Mas ainda existe outro problema: após aprender e sintetizar novos conhecimentos, corremos um novo risco, o de deixar esse novo saber apodrecer dentro de nós. Aquilo que é aprendido se conserva de uma maneira própria ao conhecimento e à sabedoria: o que se tem só se mantém se for intensamente usado, ao contrário de outras coisas que se conservam pelo pouco uso, como dinheiro ou cristais.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFiHwTSPv2I/AAAAAAAAAJI/Yj1qE0Ys3oA/s1600-h/AutorFotoRender.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213065832561622882" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFiHwTSPv2I/AAAAAAAAAJI/Yj1qE0Ys3oA/s320/AutorFotoRender.jpg" border="0" height="263" width="208" /&gt;&lt;/a&gt;Para isso só existe uma coisa a ser feita, uma única maneira de usar o que se sabe. E quem nos dá a dica é &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cora_Coralina"&gt;Cora Coralina&lt;/a&gt; "Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina". Somente alguém como ela, simples e profundamente sábia (aliás se nunca leu uma de suas poesias desfrute algumas &lt;a href="http://www.vilaboadegoias.com.br/cora_coralina/poemas/index.htm"&gt;clicando aqui&lt;/a&gt;) para trocar a via fácil de ensinar pela estreita caminhada do partilhar. Porque o transferir aqui não tem o sentido de depositar, é assim como quem tem algo e o divide com o outro como quem transfere um direito que antes era só seu, como quem dá a quem chega em casa a chave da porta.&lt;br /&gt;Me chamaram aqui para ensinar... espero não fazer isso... mas simplesmente aprender e ser sábio o suficiente para compartilhar o pouco do pouco que sei.&lt;br /&gt;Deixo a todos com um poema de Cora, sobre a vida e o aprendizado dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Cora Coralina (Poemas dos Becos de Goiás ) &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Assim eu vejo a vida &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;A vida tem duas faces: Positiva e negativa&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O passado foi duro mas deixou o seu legado &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Saber viver é a grande sabedoria &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Que eu possa dignificar Minha condição de mulher, &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Aceitar suas limitações &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;E me fazer pedra de segurança dos valores que vão desmoronando. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Nasci em tempos rudes &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Aceitei contradições lutas e pedras como lições de vida e delas me sirvo &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Aprendi a viver. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8878424530649560742-6358522501861585643?l=naruacomdeus.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/feeds/6358522501861585643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8878424530649560742&amp;postID=6358522501861585643&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/6358522501861585643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/6358522501861585643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/2008/06/algumas-coisas-sobre-aprender.html' title='Algumas coisas sobre aprender'/><author><name>Claudio Oliver</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09700780920094274853'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFiEq_o8ZDI/AAAAAAAAAJA/tSRaw6NQK74/s72-c/wisdom.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8878424530649560742.post-2070021010187443083</id><published>2008-06-15T07:27:00.007-03:00</published><updated>2008-06-27T12:07:46.980-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memória'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coragem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esperança'/><title type='text'>O QUE PODE NOS DAR ESPERANÇA?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFZQ6-L0xmI/AAAAAAAAAIo/JtrHVJhlS1k/s1600-h/hope_boat01.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFZQ6-L0xmI/AAAAAAAAAIo/JtrHVJhlS1k/s320/hope_boat01.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212442592783156834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;O livro de Lamentações de Jeremias possui uma frase que sempre me marcou muito &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"lembro-me também do que pode me dar esperança"(Lam. 3:19)&lt;/span&gt;. No seu contexto ele fala do que lhe desanima:&lt;span style="font-style: italic;"&gt; lembro-me de minha aflição, do meu delírio, da minha amargura e do meu pesar, lembro-me disso tudo e minha alma desfalece.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;A memória é uma espécie de chave da nossa situação emocional. E naturalmente somos mantidos estáveis por um fato normal que é a capacidade de se lembrar mais das coisas boas do que das ruins que passamos em determinados períodos da vida, de forma que ao olhar para o passado a maioria de nós guarda as lembranças boas de maneira mais forte que as desagradáveis. Este é um mecanismo conhecido e  reconhecido por todos.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;O que Jeremias diz neste texto é que apesar de viver uma situação difícil ele lança mão de uma estratégia para se manter à superfície enquanto tantos afundam em depressão: O bom uso da memória. Ele não propõe uma absurda negação de problemas, que ele reconhece e admite, mas a palavra &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;"também" &lt;/span&gt;aparece ai como chave. Em meio a fluxos de pensamentos que lhe desanimam e deprimem, vemos esse homem usar a palavra chave: &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;também&lt;/span&gt;.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Quem tentar, romanticamente, negar a existências de problemas, ou fingir que não os vive, terá dificuldades em se manter cheio de esperança por muito tempo, logo esta será substituída por mais depressão. Mas quem, diante de problemas ou situações deprimentes aprende a contrabalança-las com a partícula 'também', iniciará um diálogo entre as duas realidades, que não só trará esperança, mas muito provavelmente soluções.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; O uso da memória de maneira a nos lembrar do que pode dar esperança é uma estratégia ao alcance de qualquer um.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Vivemos a moda das ondas de depressão. Hoje, em uma escala muito superior ao passado, os quadros de depressão são comuns e medicados com freqüência, como forma de tentativa de superação. Não somente aumenta a proporção de casos, mas estes atingem faixas de idade cada vez mais amplas, não sendo incomum o absurdo fato de termos crianças deprimidas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;E qual a razão disso?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Há alguns anos atrás, minha esposa, em meio a uma crise que nos abalou profundamente, teve o texto de Romanos 5 como algo que a sustentou. Um dia ela me mostrou o texto e este passou a ser um marco na minha trajetória de vida, e com certeza da dela. O texto aponta para um convite: fiquem de pé e exultem na esperança. Muito semelhante ao convite do Salmo 100. Um convite não a uma exaltação alienada, mas baseada em uma razão concreta: termos sido recebidos com portas abertas, termos livre acesso a Deus, havermos sido feitos por Ele e escolhidos como seu &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFZR1WVJXxI/AAAAAAAAAIw/CGiiVipM0gw/s1600-h/hemmed-in+hollow+falls+1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 173px; height: 262px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFZR1WVJXxI/AAAAAAAAAIw/CGiiVipM0gw/s320/hemmed-in+hollow+falls+1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212443595697118994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;povo, e ter sido trazidos até onde fomos por sua graça. E isso é motivo para pular, ficar em pé e gritar em adoração.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Mas ai ele fala uma coisa totalmente fora de moda em nosso tempo: Façam a mesma coisa quando estiverem totalmente cercados de problemas por todos os lados, porque nós sabemos como os problemas podem desenvolver uma apaixonada paciência em nós, e como a paciência forja em nós a virtude da têmpera do aço, mantendo-nos alertas para o que Deus fará a seguir. E em alerta expectativa como essa, nós nunca seremos decepcionados, bem ao contrário – nós prepararemos reservatórios que não serão suficientes para conter tudo o que Deus generosamente preparou para nós pelo seu Espírito Santo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Filhos da sociedade da anestesia, perdemos, e não damos a nossos filhos, a oportunidade de acolher o sofrimento como parte da vida. Retiramos limites e restrições, facilitamos e gostamos que nos facilitem tudo, removemos as tensões, damos todas as condições possíveis, fugimos do sofrimento, buscamos a tranqüilidade, nos adaptamos ao mundo, não nos submetemos a longos períodos de espera. E, ao contrário do que se poderia esperar, não vemos pessoas mais felizes, mas cada dia mais pessoas deprimidas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Temos tudo, protegemo-nos de tudo para não sofrer, e com isso geramos um estado geral de desesperança e apatia.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Encarar o sofrimento e a angústia como parte da vida, e não como exceção a ela, forja em nós uma tremenda expectativa para saber o que Deus fará a seguir, sentimento também conhecido como ESPERANÇA.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;O povo de Israel, ao ser feito povo de Deus, passou pela opressão do Egito, pela angústia diante do mar, e depois por um deserto sem fim. Foi daí que surgiu a esperança, foi no fim dele que perceberam que um milagre havia acontecido debaixo de seus pés: S&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFZSVyNu_GI/AAAAAAAAAI4/SlmKiZwWdRM/s1600-h/sandals2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 219px; height: 163px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFZSVyNu_GI/AAAAAAAAAI4/SlmKiZwWdRM/s320/sandals2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212444152938036322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;uas sandálias duraram 40 anos. Foi na dureza de caminhar no deserto e de passar por tudo aquilo que surgiu a expectativa de sempre ver qual vai ser a próxima boa surpresa de Deus – fosse água da rocha, maná ou a cura de doenças. A confiança nele e a capacidade de passar por tudo que passou o povo judeu, veio destas vivências e não de uma vida cômoda, segura, protegida e reservada de passar dificuldades.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Só quem anda no deserto, e tem coragem para seguir em frente vai poder viver a experiência de sandálias que nunca se desgastam. Quem evitar andar para não gastar as sandálias, não as gastará, mas não as verá durar milagrosamente, nem chegará a lugar nenhum&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8878424530649560742-2070021010187443083?l=naruacomdeus.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/feeds/2070021010187443083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8878424530649560742&amp;postID=2070021010187443083&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/2070021010187443083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/2070021010187443083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/2008/06/o-que-pode-nos-dar-esperana.html' title='O QUE PODE NOS DAR ESPERANÇA?'/><author><name>Claudio Oliver</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09700780920094274853'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFZQ6-L0xmI/AAAAAAAAAIo/JtrHVJhlS1k/s72-c/hope_boat01.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8878424530649560742.post-1188958496632188913</id><published>2008-06-14T06:31:00.013-03:00</published><updated>2008-06-27T12:08:37.660-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='restauração'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vizinhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alternativa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='salvação'/><title type='text'>Uma velha arte</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFOULp2wJSI/AAAAAAAAAIg/JFNY1Ax84Ro/s1600-h/damaged+icon+1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFOULp2wJSI/AAAAAAAAAIg/JFNY1Ax84Ro/s320/damaged+icon+1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211672121732769058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A que ponto chegamos....  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Recentemente comecei a sentir que chegou a hora de me envolver em mais um aspecto do resgate da nossa perdida humanização. Antes de contar qual é, acho que seria bom relatar por quê.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu creio, e creio mesmo, que o propósito de Deus para o mundo é o seu resgate. Mas as palavras que a gente usa para definir este propósito são não só limitadas como muitas vezes confusas. Quando se fala em “resgate” ou em “salvação” a primeira imagem que surge na cabeça é a de um bote salva-vi&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFORmbLujII/AAAAAAAAAH4/Mlnc6KI-UKA/s1600-h/broken-photo-mended-b.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 141px; height: 160px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFORmbLujII/AAAAAAAAAH4/Mlnc6KI-UKA/s320/broken-photo-mended-b.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211669283115797634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;das, é retirar alguém de algum lugar e colocá-lo a salvo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;São outros aspectos das palavras os que na verdade guardam o sentido do que se apresenta como plano de Deus. O sentido de ambas as palavras está mais próximo do conceito de restauração. A batida palavra salvação, vem do grego “soter” que vai dar origem à nossa palavra SUTURA, ou seja remendar, ou salvar, ou resgatar &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;algo que se encontra danificado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Deus nos criou à sua imagem, no grego EICON, ou ícone. Somos e continuaremos a ser ícones de Deus, seus símbolos nessa terr&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFOSDtk4tKI/AAAAAAAAAIA/4SR57bpCtEU/s1600-h/damaged+icon+2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 169px; height: 155px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFOSDtk4tKI/AAAAAAAAAIA/4SR57bpCtEU/s320/damaged+icon+2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211669786269365410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;a, que o representam aqui. Entretanto somos ícones quebrados, danificados por nossa própria escolha de sermos e agirmos como se fossemos pequenos deuses que determinam autoritariamente o que é melhor para nós e para qualquer um que seja mais fraco que a gente, seja bicho, gente, planta ou estrutura. E com isso seguimos danificando tudo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O propósito de Deus não é vir aqui, escolher uma meia dúzia e levar embora s&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFOSmaxKDyI/AAAAAAAAAII/wTB6yTHst2s/s1600-h/damaged+icon+3++restoration.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 107px; height: 148px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFOSmaxKDyI/AAAAAAAAAII/wTB6yTHst2s/s320/damaged+icon+3++restoration.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211670382515982114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ei lá eu para onde. Não, o propósito de Deus é retomar seu domínio, restaurar a ordem, sanar a terra, curar as feridas, enxugar as lágrimas e garantir a emergência da vida, e vida em plenitude. Mas Deus não veio fazer isso como um poder equivalente ao mal presente, e usando as mesmas armas, mas lançando mão do convite, do convencimento, e da implantação de células subversivas desta ordem necrófila na qual vivemos onde o ser humano oprime a toda a criação e em especial a outros seres humanos, o que torna a própria opressão insustentável. E isso porque seu poder é infinitamente superior.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E como agir nessa subversão que aguarda a volta do Rei? Vivendo em duas dimensões: Como deveria ter sido e como deverá ser.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tudo isso se traduz em ações muito simples e corriqueiras, que nos levam a pensar como compramos, criamos filhos, resolvemos problemas, relacionamos com o ambiente e com o próximo, anunciando como é o Reino de nosso Deus, até que Ele venha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu penso que a simplificação disso ao discurso, ao proselitismo, a usos e costumes e a uma propagação de um evangelho de bote salva-vidas, que se tira alguém de algum lugar é da realidade, não só mancha como impede que o mundo veja a realidade de um Deus amoroso, bom e fiel em sua promessa e intenção de ter-nos com Ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tenho me envolvido em várias coisas nos últimos anos, comprometido com essa restauração: ficar amigo de mendigos, cuidar de adolescentes, estimular o empreendedorismo e a iniciativa pessoal, fomentar negócios, andar de bicicleta, criar minhocas em apartamento, estimular o consumo orgânico, reduzir ou eliminar o uso de plásticos, reciclagem, permacultura, amizade, artes e artesanato, cuidar dos filhos e discutir sobre a educação de filhos. E o que mais me espanta é que essas e outras iniciativas são consideradas utópicas, irrealistas e sonhadoras.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ora... a que ponto chegamos...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Olhando bem - olha com cuidado - eu só faço aquilo que era comum à sua avó fazer! Mais nada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Agora estou iniciando um outro movimento: O movimento de vizinhança (&lt;a href="http://vizinhosbrasil.blogspot.com/"&gt;clique aqui e acesse o site&lt;/a&gt;). E para fazer o quê? Falar com o vizinho, andar na rua, restaurar a confiança, obter silêncio, calma e paz, ter um ambiente seguro para crianças.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Antes que você me chame de sonhador... pense um pouquinho em como vai se individualizando a nossa vida, como por trás deste mito de privacidade a gente se desumaniza, e como a risadinha de quem olha para isso e pensa ser coisa de maluco ou de quem não tem o que fazer (aliás tenho, e muito) esconde a perda da humanidade que reside em cada um como imagem e semelhança de Deus, revela o desbotamento o ícone, a perda do brilho e da chama, e convida a cada um à busca da restauração da vida perdida em tantas camadas de poeira e graxa por anos de individualismo e  prática de dirigir a própria vida de seu próprio jeito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Segundo a Bíblia “a criação aguarda com ardente expectativa a revelação dos filhos de Deus” (Rom 8:19)... e&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFOTE0GSfBI/AAAAAAAAAIQ/Hbh3-llNlMU/s1600-h/icon-1+before.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 113px; height: 134px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFOTE0GSfBI/AAAAAAAAAIQ/Hbh3-llNlMU/s320/icon-1+before.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211670904711576594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; você ai quietinho sem se manifestar.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFOTX2QLKyI/AAAAAAAAAIY/GgEJeTPvAHU/s1600-h/icon-1+after.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 104px; height: 121px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFOTX2QLKyI/AAAAAAAAAIY/GgEJeTPvAHU/s320/icon-1+after.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211671231707425570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Salvar e resgatar é restaurar aquilo que se havia perdido, para isso veio Jesus. E o que se perdeu? Nossa humanidade, nossa capacidade de conviver, nossa igualdade e nossa inocência. Com isto se perdeu um jardim, hoje transformado em um lixão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Minha esperança reside em que o lixão de vida que se tem não terá a palavra final, mas sim a graça do Jardim. Até lá tenho uma escolha: ou me acostumo com o lixão, ou anuncio com minha vida a Vida que virá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não é inventar ou fazer nada novo. É somente reaprender uma velha arte natural recentemente esquecida: viver em comunidade, em paz com todos, cuidar da criação e ousar dizer não para os frutos proibidos, diariamente ofertados para nos darem a sensação de que somos deuses.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A que ponto chegamos...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8878424530649560742-1188958496632188913?l=naruacomdeus.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/feeds/1188958496632188913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8878424530649560742&amp;postID=1188958496632188913&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/1188958496632188913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/1188958496632188913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/2008/06/uma-velha-arte.html' title='Uma velha arte'/><author><name>Claudio Oliver</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09700780920094274853'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFOULp2wJSI/AAAAAAAAAIg/JFNY1Ax84Ro/s72-c/damaged+icon+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8878424530649560742.post-1626051241653410229</id><published>2008-06-12T06:34:00.006-03:00</published><updated>2008-06-27T12:09:15.505-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='apoio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amizade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bicicletas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estímulo'/><title type='text'>Melhor é serem dois</title><content type='html'>Hoje vou falar de outro amigo meu. Este é um novo amigo e um amigo mais novo. Quando olho para ele, vejo como o que é importante se esconde em meio ao dia-a-dia, e como o extraordinário se revela naquilo que parece absolutamente ordinário.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFD42AsBtMI/AAAAAAAAAFs/USRLt8iwDks/s1600-h/mCelebStPatShamrock.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 122px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFD42AsBtMI/AAAAAAAAAFs/USRLt8iwDks/s320/mCelebStPatShamrock.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210938375648949442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Esse meu novo amigo, Patrício, tem o mesmo nome de um de meus heróis - &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Saint_Patrick"&gt;Pat&lt;/a&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Saint_Patrick"&gt;rício, da Irlanda&lt;/a&gt; – um homem que fazia tudo ao contrário dos outros e por ir na contra-mão é reputado como sendo a alavanca que salvou o ocidente (&lt;a href="http://www.objetiva.com.br/objetiva/cs/?q=node/665"&gt;clique aqui para saber mais&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Mas hoje vou apontar para outra característica do Patrício.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Há mais de 25 anos eu e minha esposa escolhemos um texto bíblico para marcar nossas vidas: "&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Melhor é serem dois do que um, porque maior é a recompensa do esforço. Se um cair, o outro levanta o seu companheiro. Mas pobre do homem que cai e não tem quem o ajude a levantar&lt;/span&gt;" &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eclesiastes 4:9-10&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;O Patrício é um dos promotores do movimento &lt;a href="http://www.bicicletadacuritiba.org/"&gt;Bicicletada&lt;/a&gt;. Uma iniciativa libertária de mobilidade humana, que questiona a loucura da sociedade do automóvel.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFD55YXAvvI/AAAAAAAAAF0/5TwyN3zUVSc/s1600-h/360px-Bpack_bike_trailer_-_demo_1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 210px; height: 151px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFD55YXAvvI/AAAAAAAAAF0/5TwyN3zUVSc/s320/360px-Bpack_bike_trailer_-_demo_1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210939533054492402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Ele é super comprometido, e ao mesmo tempo uma pessoa agradável e delicada na relação com os outros (como eu preciso aprender mais sobre isso...). Ele e sua esposa são ciclistas do cotidiano, e levam muito a sério cada atitude de sua vida. E até onde eu saiba, pois não fico preocupado com isso, a gente não compartilha da mesma fé.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Ele trabalha em uma grande empresa do Sul das Índias Ocidentais, em uma área técnica de responsabilidade. Como promotor de um estilo de vida sustentável, ele estimula seus companheiros ao uso da bicicleta. Após convencer alguém é comum ver o Patrício sair de casa mais cedo, ir até a casa da pessoa e acompanha-la no trajeto – normalmente desenhado por ele no Google Maps – mostrando à pessoa como chegar com segurança e animando quem vai junto. Sacrificando seu próprio ritmo, e seu trajeto pessoal, ele sai da rota, acompanha e dá o que ele chama de "mãozinha amiga". Isso somente pelo bem do outro e do mundo onde vive.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFD8wxcaq_I/AAAAAAAAAF8/vKcC11T_PK8/s1600-h/double_bike+short.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFD8wxcaq_I/AAAAAAAAAF8/vKcC11T_PK8/s320/double_bike+short.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210942683704110066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Ontem, eu e ele, com nossos 20 anos de diferença, fomos a uma entrevista numa rede local de TV. As Tvs aqui nas Índias Ocidentais ficam na parte mais alta da cidade, uma subida que não acaba. Fomos de bicicleta. Mesmo que eu me esforce, não tenho mais a energia dos vinte anos. E subir aquele aclive demanda um esforço razoável. Já para lá do meio, subindo e animado pela conversa, eu estava bem cansado, quando senti uma mão nas minhas costas. Era o Patrício, sorrindo, simplesmente encostando sua mão nas minhas costas e dizendo "é a mãozinha amiga, não precisa nem empurrar, é só um estímulo". E lá fomos nós até o cume.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Eu falei que não sei se temos ou não a mesma fé, mas uma coisa sei sobre o Patrício. Ele tem me feito pensar de modo mais profundo na minha e me faz lembrar que trabalhamos para o mesmo chefe.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Como eu disse, ele nem sabe um monte de coisas, mas uma delas fica aqui: que sem saber, e fazendo tudo ao contrário da lógica, ele me fez lembrar do texto da minha vida, porque ao invés de falar, ele demonstra com atitude que sem dúvida, "melhor é serem dois".&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFD_iBlfyKI/AAAAAAAAAGE/uW5VmbgGs1I/s1600-h/f_friend_hands_150w.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFD_iBlfyKI/AAAAAAAAAGE/uW5VmbgGs1I/s320/f_friend_hands_150w.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210945728874006690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8878424530649560742-1626051241653410229?l=naruacomdeus.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/feeds/1626051241653410229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8878424530649560742&amp;postID=1626051241653410229&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/1626051241653410229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/1626051241653410229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/2008/06/melhor-serem-dois.html' title='Melhor é serem dois'/><author><name>Claudio Oliver</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09700780920094274853'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SFD42AsBtMI/AAAAAAAAAFs/USRLt8iwDks/s72-c/mCelebStPatShamrock.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8878424530649560742.post-2682632220772235780</id><published>2008-06-10T08:34:00.010-03:00</published><updated>2008-07-13T22:05:47.470-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='marx'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escravidão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='emprego'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trabalho'/><title type='text'>O Trabalho, O emprego, A atividade e O descanso</title><content type='html'>Freqüentemente me vejo envolvido em conversas que abordam o tema do trabalho. Nestas conversas, por vezes o assunto recai sobre os conceitos de escravidão, liberdade, mudança. Várias vezes comparando as realidades do mundo &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Legado_Romano"&gt;Romano&lt;/a&gt; e do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Antigo_egito"&gt;antigo Egito&lt;/a&gt; à nossa. Esse assunto deve vir a surgirem um futuro post, por hora gostaria de me ater às origens do problema. &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; Saiba a maioria das pessoas ou não, vivemos em um mundo tipo &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Matrix"&gt;MATRIX&lt;/a&gt;, dentro de um construto artificial baseado em mitos. Os mitos são muitos, como os do desenvolvimento, educação, segurança, garantias, certezas, entre tantos outros. Na sua maioria os mitos surgem estimulados pela submissão de nossa sociedade ao pensamento greco romano idealizado, idealista e ideológico (no sentido que &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Karl_Marx"&gt;Marx&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Engels"&gt;Engels&lt;/a&gt; deram à palavra em "&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_ideologia_alem%C3%A3"&gt;A ideologia Alemã&lt;/a&gt;"), infelizmente muitíssimo exacerbado pelo tipo de cristianismo construído no ocidente, e levado às últimas conseqüências em seu formato moderno, no qual, como disse em um artigo publicado há algum tempo pela revista de educação da metodista de São Paulo "Platão engoliu Jesus" &lt;a href="http://editora.metodista.br/revista_educ_16.htm"&gt;(Educação &amp;amp; Linguagem, nº 16)&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;No entanto, é devido ao fato de esta deglutição ser a de alguém não digerível que persisto esperançoso, pois de dentro das entranhas do sistema, pode surgir, e surge insistentemente, a vitória da Vida, cheia de Verdade e que nos aponta um Caminho.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Por hoje gostaria de tecer alguns comentários sobre o tema do título.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Todo mundo diz que trabalha, e se sente com toda a certeza fazendo-o. Então eu normalmente faço uma pergunta que deixa a maioria sem resposta ou com uma resposta reveladora: O que é trabalho?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;A essa pergunta me respondem coisas como: O que eu faço para ganhar dinheiro; o que me dá prazer, o que preciso fazer para suprir minhas necessidades e por ai vai.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Normalmente, após respostas deste tipo faço outra pergunta: Se é assim, como isso encaixa com a definição de um Deus que trabalha? Se isso é trabalho, será que Deus trabalha para suprir suas necessidades, para ganhar dinheiro, ou para ter prazer? Se não encaixa ai, talvez deva haver outra definição.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SE5tR_as0bI/AAAAAAAAAFU/rJHj1Nrnbrg/s1600-h/hamster.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SE5tR_as0bI/AAAAAAAAAFU/rJHj1Nrnbrg/s320/hamster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210221974762869170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;A conversa segue adiante, com a inevitável reflexão sobre o descanso. Pois se isso é trabalho, descanso deve ser repor energias, ou cessar o prazer, ou estar satisfeito. De fato, uma complicação se entrar a figura de Deus, nesse caso então um ser que seria nossa imagem e semelhança.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;A definição que uso é o trabalho como a interferência de um ser sobre a realidade para transformá-la. Neste caso, podemos ver Deus trabalhando e o descanso como a cessação da intervenção.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Quando se trabalha se cria, se interfere na realidade para transforma-la. E ao fazê-lo, nos aproximamos da imagem e semelhança com Deus.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;No entanto o que dizer das definições usualmente feitas? Atividade, fazer barulho e movimento não necessariamente se traduz em trabalho. &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SE5sKhOTiII/AAAAAAAAAE8/JN8dlWKQ1N8/s1600-h/hamster_na_roda.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SE5sKhOTiII/AAAAAAAAAE8/JN8dlWKQ1N8/s320/hamster_na_roda.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210220746887104642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Um Hamster em sua roda na gaiola, faz um bocado de atividade, no entanto, uma correria que o leva a lugar algum nem transforma realidade nenhuma, é só atividade.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Imagine que a esta roda se pudesse ligar um pequeno gerador que acendesse uma pequena lâmpada, digamos, para nossa leitura. Ai estaríamos utilizando, empregando, a força do hamster para gerar trabalho, transformação. No entanto, como esta energia gerada seria nossa, ele é só empregado.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;O emprego é reprodução, cópia, repetição, rotina e é ser usado como força no trabalho de outro. Este outro tem sua realidade transformada, modificada. O empregado recebe os recursos para dali poder obter a segurança, energia e repouso necessários a continuar sendo... empregado.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SE5s2Ld35aI/AAAAAAAAAFM/qaTzJdAVzaY/s1600-h/_human_hamster_wheel_3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SE5s2Ld35aI/AAAAAAAAAFM/qaTzJdAVzaY/s320/_human_hamster_wheel_3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210221496961066402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Por isso o empregado raramente descansa, ele usualmente repõe energia. Descansar não é chegar à exaustão e parar. Só o trabalho gera a possibilidade de efetivamente descansar no sentido bíblico. Descansar é poder parar de interferir para transformar e soberanamente dizer NÃO, saber perceber É O BASTANTE, e de ser LIVRE DE TER DE PRODUZIR. Por isso o dia do descanso é o dia da eternidade, da cessação da intervenção, de admirar e gozar de liberdade, de refrear a pulsão produtiva e experimentar o desfrute.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SE5toZOS_TI/AAAAAAAAAFc/7SnI4CDUS_w/s1600-h/hamster16.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 211px; height: 165px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SE5toZOS_TI/AAAAAAAAAFc/7SnI4CDUS_w/s320/hamster16.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210222359647288626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Na próxima vez que for descansar, trabalhar, ao emprego ou entrar em atividade, quem sabe você poderia lançar mão desta rápida reflexão para saber e experimentar o quanto sua vida reflete a imagem e semelhança de Deus, tanto na capacidade criadora e de intervenção, quanto na de se sentir em paz por não interferir. E que você possa assim gozar O DIA DA LIBERDADE. SHABAT.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8878424530649560742-2682632220772235780?l=naruacomdeus.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/feeds/2682632220772235780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8878424530649560742&amp;postID=2682632220772235780&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/2682632220772235780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8878424530649560742/posts/default/2682632220772235780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naruacomdeus.blogspot.com/2008/06/o-trabalho-o-emprego-atividade-e-o.html' title='O Trabalho, O emprego, A atividade e O descanso'/><author><name>Claudio Oliver</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09700780920094274853'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4N-MY8Ili7U/SE5tR_as0bI/AAAAAAAAAFU/rJHj1Nrnbrg/s72-c/hamster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry></feed>